A Ingratidão: o diabo alegórico de José de Anchieta

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2020.165273

Palavras-chave:

José de Anchieta, Teatro colonial, Teatro brasileiro, Literatura colonial, Diabo, Alegoria

Resumo

Não há como se compreender uma narrativa - seja ela em prosa, em verso ou em cena - sem olhar para suas personagens. E a frequência com que um tipo de personagem figura na obra de um autor pode dizer muito sobre a visão de mundo que ele ou ela busca imprimir em seus textos, sobretudo quando se trata de autores com um objetivo específico. No caso do teatro do padre José de Anchieta, que buscava a catequese tanto de ameríndios quanto de colonos no Brasil do século XVI, a frequência com que o Diabo se apresenta em cena é muito significativa. De todos os demônios que ele apresenta, todos eles carregando pecados que o padre-dramaturgo vê cometidos ao seu redor, tanto por brancos quanto por ameríndios, um se destaca. A Ingratidão, em Na vila de Vitória, é o único diabo de gênero feminino, mas também é o único diabo que carrega, em si, a carga de uma alegoria. Isso a torna única dentro do contexto da obra do jesuíta, e digna de um estudo mais aprofundado, que é o objetivo deste artigo, produto da minha pesquisa de mestrado.

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Biografia do Autor

Marina Gialluca Domene, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Mestranda em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2020-07-31

Como Citar

Domene, M. G. (2020). A Ingratidão: o diabo alegórico de José de Anchieta. Opiniães, (16), 170-188. https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2020.165273