Memória e transcendência na poesia de Dora Ferreira da Silva

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2021.182043

Palavras-chave:

Dora Ferreira da Silva , Memória , Sacralidade, Poesia brasileira

Resumo

Na poesia de Dora Ferreira, a comunhão com o cosmos representa uma fecunda ligação com o sagrado e a memória. Lembrar, mais do que reconstruir o que se perdeu, representa, antes de tudo, um encontro com um tempo singular, o tempo da duração proustiana, instante epifânico capaz de libertar-nos do tempo e do espaço técnicos delineados pela tirania da racionalidade científica. Seguindo a premissa de Bachelard para quem sonhar será sempre mais que viver, a poeta mergulha nessa força motriz da memória poética, atingindo assim aquele tempo mítico tão bem delineado por Mircea Eliade em seu livro O sagrado e o profano

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Biografia do Autor

Alexandre Bonafim, Universidade Estadual de Goiás - UEG

Docente de literatura portuguesa e brasileira da Universidade Estadual de Goiás e do Programa de Pós-graduação em Língua, Literatura e Interculturalidade da mesma instituição. 

Referências

BACHELARD, G. A poética do espaço. Tradução de Antonio de Pádua Danesi. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. Tradução de Sonia Cristina Tamer. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

LINS, Álvaro. A técnica do romance em Marcelo Proust. Rio de Janeiro: José Olympio, 1956.

LISBOA, Henriqueta. O menino poeta. Rio de Janeiro: Bedeschi, 1943.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução de Laurent Léon Schaffter São Paulo: Vértice, 1990.

SILVA, Dora Ferreira. Poesia Reunida. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.

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Publicado

2021-07-31

Como Citar

Bonafim, A. (2021). Memória e transcendência na poesia de Dora Ferreira da Silva. Opiniães, (18), 231-244. https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2021.182043