Sistema de espaços livres e espacialidades da esfera pública em favela: os casos de Paraisópolis, da Linha e do Nove em São Paulo

  • Eduardo Pimentel Pizarro Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP.
Palavras-chave: Favela. Sistema de Espaços Livres. Esfera pública. Espacialidades da esfera pública.

Resumo

As favelas são realidades consolidadas na cidade de São Paulo, concentrando mais de 10% de sua população, e o Sistema de Espaços Livres da cidade dita informal constitui grande potencial de investigação no que diz respeito a suas características físicas, à articulação entre espaços públicos e privados e, principalmente, às práticas públicas e cotidianas nele desenvolvidas. No presente artigo, são selecionadas, como estudos de caso, três favelas da cidade de São Paulo: a favela de Paraisópolis – segunda maior comunidade do município, localizada em meio ao “Morumbi”, com cerca de 100 mil habitantes em 100 hectares de área –, as favelas da Linha e do Nove, que juntas ocupam menos de 2 hectares no entorno da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e concentram 630 famílias. Baseado em visitas de campo, este artigo mostra quais as dinâmicas espaciais e públicas que regem esses espaços e que poderiam servir à discussão do Sistema de Espaços Livres da cidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo Pimentel Pizarro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP.

Arquiteto e urbanista, mestre e doutorando em Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP). Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Referências

ALENCAR, Vagner de; BELAZI, Bruna. Cidade do Paraíso: há vida na maior favela de São Paulo. São Paulo: Primavera Editorial, 2013.

ARENDT, Hannah. A condição humana. 5 ed. Tradução de Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

BRASIL. Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm. Acesso em: 6 nov. 2015.

DAVIS, Mike. Planeta favela. São Paulo: Boitempo, 2007. 272 p.

GROSBAUM, Marcia. O espaço público no processo de urbanização de favelas. 2012. 189 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2010. Aglomerados subnormais: informações territoriais. IBGE, 2010, p. 83. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/552/cd_2010_agsn_if.pdf. Acesso em: 14 ago. 2013.

INSTITUTO ACAIA. Relatório Anual 2013. Disponível em: http://www.acaia.org.br/wp-content/uploads/2011/06/Relatorio2013_port_BAIXA.pdf. Acesso em: 14 jul. 2015.

KLINTOWITZ, Danielle. A (re)invenção da praça: a experiência da Rocinha e suas fronteiras. 2008. 201 f. Dissertação (Mestrado em Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2008.

MAGNOLI, Miranda Maria Esmeralda Martinelli. Espaços livres e urbanização: uma introdução a aspectos da paisagem metropolitana. 1982. 116 f. Tese (Livre Docência em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1982.

MARZULO, Eber Pires. Espaço dos pobres: identidade social e territorialidade na modernidade tardia. 2005. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.

ONU – Organização das Nações Unidas. A ONU e os assentamentos humanos. 2000. Disponível em: https://nacoesunidas.org/acao/assentamentos-humanos/. Acesso em: 10 abr. 2012.

ONU – Organização das Nações Unidas. Relatório sobre a situação da população mundial. 2011. Divisão de Informações e Relações Externas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Disponível em: http://www.un.cv/files/PT-SWOP11-WEB.pdf. Acesso em: 14 ago. 2014.

PIZARRO, Eduardo Pimentel. Interstícios e interfaces urbanos como oportunidades latentes: o caso da favela de Paraisópolis, São Paulo. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

QUEIROGA, Eugenio Fernandes. A megalópole e a praça: o espaço entre a razão de dominação e a razão comunicativa. 2001. 351 f. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

QUEIROGA, Eugenio Fernandes. Espacialidades da esfera pública na urbanização contemporânea: o caso da megalópole do Sudeste. In: MAGNOLI, Miranda Maria Esmeralda Martinelli; KAHTOUNI, Saide; TOMINAGA, Yasuko (Orgs.). Discutindo a paisagem. São Carlos: RiMa, 2006, p. 121-142.

QUEIROGA, Eugenio Fernandes. Dimensões públicas do espaço contemporâneo: resistências e transformações de territórios, paisagens e lugares urbanos brasileiros. 2012. 284 f. Tese (Livre Docência em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

ROSA, Marcos L (Ed.). Microplanning: urban creative practices. São Paulo: Editora de Cultura, 2011.

SEHAB – Secretaria de Habitação. Projetos de Urbanização, 2010.

Publicado
2016-12-19
Como Citar
Pizarro, E. (2016). Sistema de espaços livres e espacialidades da esfera pública em favela: os casos de Paraisópolis, da Linha e do Nove em São Paulo. Paisagem E Ambiente, (38), 183-208. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i38p183-208
Seção
Espaços Livres