Espectros da morte em duas narrativas de Thomas Bernhard

O náufrago e Árvores abatidas – uma provocação

Autores

  • José Lucas Santos Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Wilma Maas Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

DOI:

https://doi.org/10.11606/1982-88372236257

Palavras-chave:

Thomas Bernhard, narrador, morte, suicídio

Resumo

Nos romances do escritor austríaco Thomas Bernhard, a morte de alguém próximo ao narrador serve de motivo para que este inicie o relato de suas memórias. Nossa proposta é verificar como o estatuto da morte configura o espaço literário de duas obras de Bernhard, a saber, O náufrago (1983) e Árvores abatidas – uma provocação (1984). Considerando que, nesses romances, a morte se dá pela via do suicídio, utilizaremos como fundamentação teórica o Seminário 10 – A angústia, livro em que Jacques Lacan aponta o suicídio (ou passagem ao ato) como uma forma encontrada pelo sujeito para sair de uma cena a qual ele não conseguiria mais sustentar pela palavra. Desse modo, abordaremos como o contato com a morte reverbera na subjetividade do narrador, já que a morte também é responsável por seu retorno à Áustria, país de onde ele sempre tentara se desvencilhar.

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Publicado

2019-01-01

Como Citar

SANTOS, J. L.; MAAS, W. Espectros da morte em duas narrativas de Thomas Bernhard: O náufrago e Árvores abatidas – uma provocação. Pandaemonium Germanicum, São Paulo, v. 22, n. 36, p. 257-272, 2019. DOI: 10.11606/1982-88372236257. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/pg/article/view/151439. Acesso em: 4 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos