Maria Cora, de Machado de Assis, e o primado da vontade sobre o intelecto em Arthur Schopenhauer

  • Allan Alves de Souza Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Machado de Assis, Arthur Schopenhauer, Filosofia e literatura

Resumo

Este artigo pretende analisar os tormentos psíquicos do protagonista de Maria Cora (1906), de Machado de Assis, a partir da ótica da filosofia de Arthur Schopenhauer. Exímio leitor do filósofo alemão e criador de uma literatura que suporta investigação filosófica, analisaremos de que forma os aspectos implícitos no sofrimento da personagem poderiam ser transpostos à literatura machadiana por meio das reflexões metafísicas e psicológicas de Schopenhauer.

Referências

ARISTÓTELES. Arte Poética. In: Aristóteles, Horácio, Longino. A poética clássica. Trad. Jaime Bruna. São Paulo: Cultrix, 2014.
ASSIS, M. de. Maria Cora. In: Relíquias de casa velha. [Domínio Público]. Rio de Janeiro, 1906.
CACCIOLA, M. L. O “eu” em Fichte e Schopenhauer. Dois Pontos, Curitiba/São Carlos, v. 4, n. 1, 2007.
CANDIDO, A. Esquema Machado de Assis. In: Vários escritos. 3ª. ed. rev. e ampl. São Paulo: Duas Cidades, 1995.
COUTINHO, A. A filosofia de Machado de Assis e outros ensaios. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1959.
________________. Machado de Assis na literatura brasileira. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1966.
DEBONA, V. Schopenhauer e Machado de Assis: um diálogo entre filosofia e literatura a partir de Quincas Borba. Espelho: Revista Machadiana. Pardue University: West Lafayette, USA/Porto Alegre, n. 10, 2004-2005.
____________. A presença da literatura nos “argumentos” de Schopenhauer a favor da primazia da vontade sobre o intelecto. Revista Voluntas: Estudos sobre Schopenhauer, Rio de Janeiro, v. 7, n. 2, 2016.
DIAS, R. M. O autor de si mesmo: Machado de Assis leitor de Schopenhauer. Kriterion, Belo Horizonte. v. 46, n. 112, p. 382-392, dez. 2005. Disponível em [http://www.scielo. br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100 512X2005000200020&lng=en&nrm=isso]. Acesso em [26 jan. 2016].
MASSA, J. M. A biblioteca de Machado de Assis. In: JOBIM, J. L. et.al. (org.) A biblioteca de Machado de Assis. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 2001.
MORAES, R. F. As relíquias literárias de Machado de Assis. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 2, n. 2, 2010.
NASSER, S. M. G. da C. O estilo recorrente em Relíquias de casa velha. In: Estudos linguísticos, São Paulo, v. 39, n. 1, 2010.
NUNES, B. Machado de Assis e a Filosofia. In: No tempo do niilismo e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1993.
PIMENTEL, A. F. A presença alemã na obra de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1974.
REALE, M. A filosofia na obra de Machado de Assis & Antologia filosófica de Machado de Assis. São Paulo: Pioneira, 1982.
ROCHA, J. C. de C. Machado de Assis: por uma poética da emulação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.
SANTOS, V. C. A voluptuosidade do nada: O niilismo na prosa de Machado de Assis. 2015. 301f. Tese (Doutorado em Estudos Literários) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e como representação I. Trad. Jair Barboza. São Paulo: Editora UNESP, 2013.
______________________. O mundo como vontade e como representação II. Trad. Jair Barboza. São Paulo: Editora UNESP, 2015.
XAVIER, A. da C. Machado de Assis e Arthur Schopenhauer: Literatura e Filosofia em Quincas Borba. 2008. 120f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) – Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Publicado
2018-12-20
Como Citar
Souza, A. (2018). Maria Cora, de Machado de Assis, e o primado da vontade sobre o intelecto em Arthur Schopenhauer. Primeiros Escritos, (9), 105-123. https://doi.org/10.11606/issn.2594-5920.primeirosescritos.2018.153050
Edição
Seção
Artigos