Pobreza e criminalização de crianças em Cuba (1857-1936): reformatórios para menores delinquentes e estratégias biopolíticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.prolam.2021.174187

Palavras-chave:

Cuba, Infancia, Criminalización, Reformatorios, Biopolítica

Resumo

No século XIX, Cuba se transformava numa importante potência econômica, mesmo que continuasse dependendo da Espanha. Ao tempo que ocorriam uma série de transformações sociais, a criminalidade alterava o funcionamento da cidade. É assim que, como parte de uma estratégia biopolítica começam a introduzir-se mecanismos específicos de intervenções sobre aquela população de desamparados, de ambulantes, órfãos pobres e doentes mentais, colocados no imaginário social e no discurso político e intelectual como responsáveis de uma situação de insalubridade e periculosidade. Um setor alvo dessa estratégia biopolítica foi a infância pobre. Desde então, amparadas em um discurso caritativo, se criaram uma série de instituições reformatórias para crianças consideradas perigosas. Neste artigo, analisamos desde uma perspectiva foucaultiana o funcionamento de dois destes espaços: o Asilo San José, que funcionara até o fim da etapa colonial e a Escuela Correccional para varones, criada para substituir a anterior, mas com um desempenho similar.

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Biografia do Autor

Javier Ernesto Ladrón de Guevara Marzal, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Programa Interdisciplinario en Ciencias Humanas

Doutorando do Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista CAPES. Pesquisador do Núcleo de estudos em sociologia, filosofia e história das ciências da saúde (NESFHIS/UFSC). Possui Graduação em Psicologia - Universidade de Oriente (2011). Psicanalista. Professor Instrutor Adjunto - Universidade de Oriente, Cuba. Tem experiência na área da Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica e da Saúde. Membro da Sociedade Cubana da Psicologia. Coordenador da Seção de Psicanálise Lacaniano da Filial Stgo (2011-2015). Membro do Grupo Lacaniano de Psicanálise de Santiago de Cuba e do Grupo de Leituras Psicanalíticas de Santiago de Cuba.

Fernanda Martinhago, Universidade Federal de Santa Catarina

Psicóloga e Pesquisadora sobre a temática sofrimento psíquico na infância e na adolescência. Pós-doutorado no Laboratoire CIRCEFT da Université Paris 8 (Centre Interdisciplinaire de Recherche « Culture, Éducation, Formation, Travail » EA 4384) - financiado por uma bolsa do Programa Binacional CAPES-COFECUB Brasil-França (2019 - 2020). Doutorado e Pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (bolsista PNPD-CAPES) e Doutorado internacional em Antropologia Médica pela Universitat Rovira i Virgili (URV) -Espanha (bolsista PDSE), sob o regime de cotutela, com estágio doutoral na Universidad de la República - Uruguay. Mestre em Saúde Coletiva pela UFSC.

Sandra Caponi, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora Titular do Departamento de Sociologia e Ciência Política da da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui graduação em Filosofia - Universidad Nacional de Rosário (Argentina), mestrado em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP, doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP, realizou um primeiro Pós-doutorado na Universidade de Picardie (França) em 2000, e um Pós-doutorado Sênior na EHESS (Paris- França) em 2011 . Atualmente é coordenadora do Projeto Capes- Cofecub, convenio com Paris VIII, denominado "A disseminação dos saberes expertos no domínio da Infância" e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética- Regional Santa Catarina (SBB-SC). Consultora ad hoc de diversas publicações científicas. No ano 2017 realizou um Estágio Sênior de seis meses na Universidad de Buenos Aires, Argentina (UBA) e seis meses na Université Paris Diderot, França (Paris VII). É bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico nível 1D. Atuou como professora visitante na EHESS (Paris- França), no College de France (Paris), na Universidad Nacional de Colombia (Medellín); na Universidad Nacional de Rosario (Argentina). Desenvolve seu trabalho na área de epistemologia e história da psiquiatria, da medicina e na área de Bioética. É professora permanente do Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da mesma Instituição, é professora permanente do Programa de Mestrado profissional em Saúde Mental. Coordena o grupo de pesquisa cadastrado no CNPq, "Sociologia, Filosofia e história das ciências da saúde". Conta com diversas teses de doutorado e dissertações de mestrado orientadas e defendidas. No ano de 2013 o livro "Loucos e Degenerados: uma genealogia da psiquiatria ampliada" foi finalista do 55º Prêmio Jabuti na área de Psicologia e Psicanálise.

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Publicado

2021-07-01

Como Citar

Ladrón de Guevara Marzal, J. E., Martinhago, F. ., & Caponi, S. (2021). Pobreza e criminalização de crianças em Cuba (1857-1936): reformatórios para menores delinquentes e estratégias biopolíticas. Brazilian Journal of Latin American Studies, 20(39), 182-212. https://doi.org/10.11606/issn.1676-6288.prolam.2021.174187

Edição

Seção

Artigos