Nossos erros me afetam? Efeito de informações negativas na identificação com endogrupo e na autoestima

Autores

  • Raquel Loewenhaupt Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia

DOI:

https://doi.org/10.1590/0103-656420170051

Palavras-chave:

consistência cognitiva, dissonância cognitiva, autoestima implícita

Resumo

Teorias clássicas sobre consistência cognitiva recentemente têm sido exploradas enquanto processos não apenas intraindividuais, mas influenciados por aspectos grupais. Tendo em vista a tendência humana ao enaltecimento pessoal e grupal e a teoria unificada de cognição social implícita, informações negativas a respeito do endogrupo têm potencial de gerar inconsistência por meio da dissonância cognitiva e de desbalanceamento. Para testar as funções protetivas da consistência cognitiva diante das ameaças à avaliação positiva do endogrupo, 156 participantes passaram por pré e pós-teste de autoestima e por manipulação experimental de ameaça ou neutra. Não houve diferença significativa na autoestima dos participantes, nem no estado afetivo. Nos grupos experimentais, embora apontassem os comportamentos como negativos, muitos alegaram ser esperteza e jeitinho brasileiro. Pesquisas sobre dissonância apontam que, quando o objeto da redação contra-atitudinal é uma norma cultural, os efeitos da dissonância e a possibilidade de mudança de atitude são minimizados. Resultados serão discutidos.

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Publicado

2018-10-05

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Nossos erros me afetam? Efeito de informações negativas na identificação com endogrupo e na autoestima. (2018). Psicologia USP, 29(2), 262-274. https://doi.org/10.1590/0103-656420170051