Raízes da Jurema

Autores

  • José Francisco Miguel Henriques Bairrão USP; Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0103-65642003000100009

Palavras-chave:

Imaginação, Representação social, Cognição social, Práticas religiosas, Psicologia Social

Resumo

Neste artigo pretende-se subsidiar reflexões sobre o significado de "conhecer" na cultura popular. O intuito é trazer o aroma da Jurema para a discussão sobre a problemática do conhecimento. Formas populares de cognição são refletidas a partir da persistente e multifacetada presença da Jurema no imaginário brasileiro. As suas raízes, botânicas e étnicas, refugiam-se fora do território "cultivado", preservando troncos vegetais e semânticos do culto de caboclos. Descrevem-se processos de semiose imanentes a esta seiva "selvagem" da brasilidade e discute-se a sua importância para a compreensão de processos de cognição social e para uma interlocução dialógica com o saber dito popular.

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Publicado

2003-01-01

Como Citar

Bairrão, J. F. M. H. (2003). Raízes da Jurema. Psicologia USP, 14(1), 157-184. https://doi.org/10.1590/S0103-65642003000100009

Edição

Seção

Artigos Originais