“Todo caboclo é parente”: espacialidades, história e parentesco entre os Potiguara

  • José Glebson Vieira Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Palavras-chave: Socialidade, parentesco, política, espacialidades, Potiguara

Resumo

Este artigo analisa a organização social, a produção e articulação do parentesco com a forma social potiguara expressa nos ideais de “viver bem”, que traduzem a possibilidade de “viver nas aldeias” e entre parentes, demarcando a centralidade do parentesco no processo de socialidade. Trata-se de compreender as espacialidades e os regimes de territorialidade através da intersecção entre parentesco e política deslindada pela descrição dos usos da terra, da ocupação dos espaços e da temporalidade, da configuração das aldeias e dos padrões de habitação. O estudo é conduzido pelo entendimento da história (e do parentesco), da gestão política de relações e da efetivação da vida social. Assim, entendemos a composição e organização das famílias e dos círculos de aliança e cooperação, que se estabelecem na observância dos critérios de proximidades de parentesco (ou genealógicos) ou de residência como parte significativa do jogo de forças políticas. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Glebson Vieira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (Ppgas) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Publicado
2015-08-12
Como Citar
Vieira, J. G. (2015). “Todo caboclo é parente”: espacialidades, história e parentesco entre os Potiguara. Revista De Antropologia, 58(1), 285-317. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.102109
Seção
Dossiê