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Sacrifício, tempo, antropologia: três exercícios em torno de O Pensamento Selvagem

Marcos Lanna, Carlos Eduardo Costa, Alexandre Colli de Souza

Resumo


O artigo apresenta leitura de O Pensamento Selvagem, de C. Lévi- Strauss, buscando demonstrar sua importância para a antropologia atual. Salientamos sua apresentação do “pensamento em estado selvagem” como possibilidade ou mesmo necessidade formal de todo pensamento humano, sua manifestação como arte, mito, bricolagem e sua relação com a ciência. Como se sabe, entre outras contribuições, esse livro apresenta uma noção de transformação entre conjuntos analíticos sistemáticos. Ao mesmo tempo, demonstra ser a atividade classificatória inelutável, afirmando um homem condenado a classificar, seja de modo totêmico, seja sacrificial. Nesse quadro, procuramos reunir diferentes estilos de pensamento — inclusive os nossos próprios, eles também bricolagens e classificações. Discutimos o contraste entre sistemas classificatórios totêmico e sacrificial, para depois confrontarmos antropologia e história e finalmente debatermos a questão do lugar da antropologia em um triângulo arte-ciência-mito. 


Palavras-chave


C. Lévi-Strauss, O Pensamento Selvagem, sacrifício, história, arte

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.102110

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