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Museus indígenas na Costa Noroeste do Canadá e nos Estados Unidos: colaboração, colecionamento e autorrepresentação

Andrea Roca

Resumo


A revisão das relações históricas de dominação nos museus etnográficos e o aparecimento e proliferação dos museus indígenas se enquadram dentro da virada pós-colonialista das últimas décadas. Enquanto os primeiros se reconheceram como instrumentos de legitimação da expansão colonial e começaram a considerar a presença dos produtores dos objetos expostos, os segundos foram aparecendo para reclamar as soberanias indígenas sobre a definição e interpretação de suas próprias histórias. Nesse processo de descolonização museológica, uma das práticas cruciais é o chamado “trabalho colaborativo” entre os profissionais que trabalham nos museus e os índios. A partir da leitura de uma série de trabalhos e exposições na Costa Noroeste do Canadá e nos Estados Unidos onde a colaboração aparece invocada, este trabalho propõe avaliar os alcances, limites e pontos de contato entre o trabalho colaborativo e a autorrepresentação indígena, fornecendo uma estrutura analítica que vai além das fronteiras desses dois países.

Palavras-chave


Museus indígenas, descolonização, trabalho colaborativo, colecionamento, autorrepresentação

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.108515

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