Os tempos no “Gerais” e no “Sertão” – Sobre casa, comida, terra e criação

Autores

  • Carmen Silvia Andriolli Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade

DOI:

https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.108577

Palavras-chave:

Uso da terra, transformações, tempos, vaqueiro

Resumo

O objetivo deste artigo é mostrar que as transformações sobre o uso da terra decorrentes da implantação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas em Minas Gerais revelam tempos (de ontem e de hoje) que remetem às categorias nativas “Gerais”/“Sertão”. Para elucidar esse processo, centro-me na etnografia que realizei com o vaqueiro Samuel, figura emblemática das transformações ali ocorridas. Focarei minha análise na descrição de quatro pontos: em que medida as formas de conversar e o oferecimento de comidas eram pontes que traziam à luz o “Gerais” no momento em que o “Sertão” se apresentava; de que maneira a casa se mostrava como símbolo das transformações que ocorreram; como tais transformações me incluíram numa rede de relações de troca; bem como qual foi a estratégia utilizada pelo vaqueiro na sua relação com o “povo do Ibama” para se manter junto à terra enquanto aguardava a indenização.

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Biografia do Autor

Carmen Silvia Andriolli, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade

Doutora em Ciências Sociais. Professora no Departamento de Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

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Publicado

2015-12-22

Como Citar

Andriolli, C. S. (2015). Os tempos no “Gerais” e no “Sertão” – Sobre casa, comida, terra e criação. Revista De Antropologia, 58(2), 345-370. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2015.108577

Edição

Seção

Artigos