A política da má vontade na implantação das cotas étnico-raciais

  • Marcio Goldman Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional
  • Gabriel Banaggia Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional
Palavras-chave: Ações afirmativas, Inclusão, Racismo, Pós-graduação, Antropologia social

Resumo

A primeira parte deste texto elabora reflexões sobre racismo e inclusão que derivam do cruzamento de nossa formação como antropólogos e de nossa experiência como etnógrafos que acreditam que os efeitos do trabalho de campo e da etnografia devem ultrapassar em muito e em todas as direções o campo teórico ou acadêmico, já que há sempre algo a aprender com as pessoas com quem trabalhamos. Em seguida é apresentado um relato do longo processo de implantação das cotas étnico-raciais no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional. Além de sua importância intrínseca, acreditamos que esse registro pode ser útil para o crescente número de iniciativas que visam implementar políticas de ação afirmativa em diversos programas de pós-graduação. Ao mesmo tempo, não nos furtaremos a algumas primeiras avaliações do funcionamento e dos rumos que o processo vem tomando no PPGAS do Museu Nacional, bem como a propor algumas conexões entre essa experiência e as reflexões da primeira parte do texto.
        

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Biografia do Autor

Marcio Goldman, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional
        
Gabriel Banaggia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional
        
Publicado
2017-05-12
Como Citar
Goldman, Marcio, e Gabriel Banaggia. 2017. A Política Da Má Vontade Na Implantação Das Cotas étnico-Raciais. Revista De Antropologia 60 (1), 16-34. https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2017.132062.
Seção
Dossiê - Ações Afirmativas dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia