Terapeutas populares no Recôncavo da Bahia, Brasil: configurações agentivas em ontologias híbridas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2020.189651

Palavras-chave:

Terapêuticas populares, Pragmatismo, Configuração agentiva, Ritual

Resumo

Este artigo investiga as terapêuticas de cunho popular no Recôncavo Baiano, compreendidas como ontologias híbridas. Durante a observação em campo e na interlocução com os terapeutas percebemos como os gestos e posturas, procedimentos e enunciados envolvidos nos cuidados de tipo devocional e religioso (rezas, benzeduras, oferendas, possessões) se estendem ao ambiente (ervas, plantas, animais, marés, mato, quintais, movimentos do sol e da lua etc.) numa relação de continuidade. Seguindo essas conexões, ponderamos a relevância da perspectiva pragmática para analisar a conexão entre artefatos terapêuticos (fabricações) e processos vitais (crescimentos), no intuito de mapear algumas configurações agentivas em ontologias híbridas. Consideramos, ainda, o poder transformativo do ritual na produção dessas ontologias.

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Biografia do Autor

Francesca Bassi, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Francesca Bassi é Doutora em Antropologia pela Universidade de Montréal, Canadá Professora Adjunta do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Coordena o Grupo de Pesquisa Tempo Ritual e Espaço Festivo (UFRB) e integra o Núcleo de Pesquisa ObservaBaía. Atualmente também coordena o projeto de pesquisa Cidades e Festas: As ambivalências do Recôncavo da Bahia. Dedica-se às pesquisas sobre cultos afro-brasileiros; etnografias das festas; rituais e simbolismo religioso; saberes terapêuticos; cultura popular;  transmissão da memória e patrimônio.

Fátima Tavares, Universidade Federal da Bahia

Fátima Tavares é Doutora em Ciências Humanas (Antropologia) pelo PPGSA/UFRJ. Professora Titular do Departamento de Antropologia e Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFBA. Co-coordena o Grupo de Pesquisa Observabaía. Atua nas áreas de Antropologia da Saúde e da Religião, voltada para a compreensão de práticas tradicionais, alternativas e contemporâneas em saúde; e de Patrimônio Cultural. Tem trabalhos publicados sobre religião e espaço público; redes de cuidado em quilombos, religiões afro-brasileiras, terapêuticas alternativas e movimento nova era, Estratégia Saúde da Família, Patrimônio e festas, juventude e religião, turismo religioso.

Sílvia Michele Macedo de Sá, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Sílvia Michele Macedo de Sá é Antropóloga, Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora Adjunta do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Pesquisadora/Fundadora do Grupo de Pesquisa em Formação, Currículo e Cultura (FORCCULT/UFRB). Atua nas áreas da Etnologia Indígena e Antropologia da Educação, com povos indígenas e quilombolas. Têm pesquisas e produções publicadas sobre identidade étnica, xamanismo, cultura e aprendizagem, etnografia e educação, memória e etnobiografia.

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Publicado

2021-10-22

Como Citar

Bassi, F., Tavares, F., & Sá, S. M. M. de. (2021). Terapeutas populares no Recôncavo da Bahia, Brasil: configurações agentivas em ontologias híbridas. Revista De Antropologia, 64(3), e189651. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2020.189651

Edição

Seção

Artigos