O que se diz, o que se escreve: etnografia e trabalho de campo no sertão de Pernambuco

Autores

  • Ana Claudia Marques Universidade de São Paulo
  • Jorge Mattar Villela Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0034-77012005000100002

Palavras-chave:

trabalho de campo, etnografia, reflexividade

Resumo

A partir de certa reação negativa suscitada pela publicação de uma etnografia sobre brigas de família no sertão do Pajeú (Pernambuco), propõe-se uma abordagem da reflexividade de um trabalho antropológico, inspirada teoricamente em uma historicização do lugar do trabalho de campo e da etnografia na disciplina e empiricamente através de uma visão retrospectiva das condições específicas de realização dessa pesquisa. O mesmo caso produziu também efeitos de ordem pragmática, operando deslocamentos inesperados na relação entre pesquisadores e pesquisados, perceptíveis, por exemplo, no idioma utilizado nas trocas agonísticas de acusação e defesa, e que proporcionaram novas perspectivas com respeito às condições de sociabilidade que se diz descrever.

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Publicado

2005-01-01

Como Citar

Marques, A. C., & Villela, J. M. (2005). O que se diz, o que se escreve: etnografia e trabalho de campo no sertão de Pernambuco . Revista De Antropologia, 48(1), 37-74. https://doi.org/10.1590/S0034-77012005000100002

Edição

Seção

Artigos