Rumor (Φήμη) e Razão (Λόγος) em J-P Vernant e Marcel Detienne

Considerações sobre a Tragédia Ática

Autores

  • Maria Elizabeth Bueno de Godoy Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88828

Palavras-chave:

Jean-Pierre Vernant, Marcel Detienne, Alteridade, Sacrifício, Política, Tragédia.

Resumo

O que queremos dizer quando falamos do homem grego? O singular cria um impasse diante da diversidade de situações, modos de vida e dos regimes políticos da história grega antiga. Este grego seria aquele dos tempos arcaicos, o herói homérico, o polites, ou o homem trágico do século V a.C.? Através das reflexões e pesquisas dos helenistas Jean-Pierre Vernant e Marcel Detienne, o ανήρ(homem grego)é apresentado em sua multiplicidade de facetas, fruto de suas relações com o divino, com a natureza, com os outros e consigo mesmo. Ao longo do VI e do V século os gregos desenvolveram práticas e reflexões acerca de sua identidade, práticas essas, pertinentes à construção do ideal figurado pelo que os autores definem como o Mesmo. Seu par diametralmente oposto, o Outro, traduz os excessos. Em busca do ideal de conduta e virtude, o homem grego olha para este “outro” em si; aquele que precisa ser olhado de frente. Da leitura de Vernant e Detienne, numa construção reflexiva que parte do modelo de homem da epopéia de Homero àquele problematizado na tragédia Ática, delineia-se neste estudo, não o grego como foi em si, mas o grego tal como aparece para estes helenistas, neste incessante ir e vir da alteridade.

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Biografia do Autor

Maria Elizabeth Bueno de Godoy, Universidade de São Paulo

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História Social pela Universidade de São Paulo, tendo como foco de estudo a Grécia Antiga.

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Publicado

2010-08-24

Como Citar

Godoy, M. E. B. de. (2010). Rumor (Φήμη) e Razão (Λόγος) em J-P Vernant e Marcel Detienne: Considerações sobre a Tragédia Ática. Revista Angelus Novus, (1), 4-30. https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88828