As viagens de Francisco Moreno

visões da natureza e construção da Nação no extremo sul argentino, 1873–1906

Autores

  • Frederico Santos Soares de Freitas Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88833

Palavras-chave:

Civilização, Natureza, Parques Nacionais, Colonização, Estado-Nação, Francisco Moreno.

Resumo

O artigo analisa as visões sobre a Patagônia Oriental presentes no discurso do geógrafo e naturalista argentino Francisco Moreno no final do século XIX. A análise dos documentos demonstra que a preocupação em rebater uma idéia corrente que via a Patagônia como um "deserto inútil" somada à decepção com o processo de distribuição de terras ocorrido após a conquista militar da região fizeram com que Moreno doasse três léguas de suas terras para a criação do primeiro parque nacional argentino, o Nahuel Huapi. No final, a visão do mundo natural como um dos elementos fundamentais para a construção do Estado-Nação argentino revela-se como a base para as ações de Moreno.

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Biografia do Autor

Frederico Santos Soares de Freitas, Universidade de São Paulo

Graduado em História pela Universidade de São Paulo. Mestrando em História Social pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2010-08-24

Como Citar

Freitas, F. S. S. de. (2010). As viagens de Francisco Moreno: visões da natureza e construção da Nação no extremo sul argentino, 1873–1906. Revista Angelus Novus, (1), 115-142. https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88833