A candidatura de Plínio Salgado à presidência da República

os usos políticos da memória

Autores

  • Rogério Lustosa Victor Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88834

Palavras-chave:

memória, Integralismo, Plínio Salgado

Resumo

A candidatura de Plínio Salgado à presidência da República em 1955 suscitou amplo debate em que os usos do passado foram centrais. O Partido de Representação Popular, dirigido por Salgado, se dizia integralista e, portanto, buscava no passado a sua substância, pois foi nele que o integralismo chegou a ser um partido de massas e com expectativas de chegar ao poder central. Porém, o passado também carregava sentidos profundamente negativos ao integralismo e à candidatura de Salgado: fascista, golpista e risível eram adjetivos freqüentemente usados para se referir aos integralistas no final dos anos 1930 e nos anos 1940 e, agora, em 1955, voltavam à cena, sendo usados pelos adversários da candidatura perrepista em 1955. Na disputa pelos votos, se assenhorar do passado se fazia fundamental.

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Biografia do Autor

Rogério Lustosa Victor, Universidade Federal de Goiás

Doutorando em História na UFG, bolsista CAPES, autor do livro O integralismo nas águas do lete: história, memória e esquecimento.

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Publicado

2010-08-24

Como Citar

Victor, R. L. (2010). A candidatura de Plínio Salgado à presidência da República: os usos políticos da memória. Revista Angelus Novus, (1), 143-162. https://doi.org/10.11606/ran.v0i1.88834