Revista Angelus Novus https://www.revistas.usp.br/ran <p>Publicação dos Pós-Graduandos em História Econômica &amp; História Social da Universidade de São Paulo (USP)</p> Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) pt-BR Revista Angelus Novus 2179-5487 <h4>1. Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre</h4><br /> Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br /><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Creative Commons Attribution License</a> que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol> O monopólio dos vinte e quatro navios da Bahia para a Costa da Mina e os conflitos entre os homens de negócios (1750-1756) https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/173008 <p>Com este texto se procura apresentar alguns aspectos que caracterizavam o monopólio dos vinte e quatro navios autorizados a saírem da Bahia para a Costa da Mina. A pesquisa partiu de um caso envolvendo os conflitos existentes entre dois homens de negócios, José de Souza Reis e Antônio Cardoso dos Santos, que buscavam adquirir um “número” para participar da lista desse monopólio no ano de 1751. Deste modo, através desses conflitos, analisaremos os poderes existentes dentro da Salvador colonial, onde a distância do centro de poder do Império Ultramarino Português favorecia a formação de aristocracias locais confrontantes com os próprios interesses da coroa em sua colônia.</p> Gabriel Silva de Jesus Copyright (c) 2021 Gabriel Silva de Jesus http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-01-29 2021-01-29 17 173008 173008 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p173008 Richard Wagner: a participação do músico no antissemitismo alemão do século XIX (1850-1873) https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/172971 <p>O artigo examina o ensaio O judaísmo na música, de Richard Wagner, publicado primeiramente em 1850, cujos focos foram o antissemitismo e os jogos de poder no campo da música de concerto alimentados pela obra. A fim de realizar tal empreendimento, precisou-se situar o músico e seu texto dentro de um campo artístico moderno relativamente autônomo e sua íntima relação com o contexto político da unificação alemã, bem como ao delicado processo de emancipação judaico concomitante ao acirramento do ódio ao Povo Eleito. Portanto, ao ressaltar historicamente a forma e o conteúdo do ensaio, constatou-se que Richard Wagner foi mais um artista e escritor que fez de sua obra uma arma política em defesa da nação alemã e em favor do antissemitismo. Um dos pontos relevantes deste último é que seus concorrentes mencionados no ensaio eram artistas românticos e judeus. Os ataques culturais e políticos aos rivais evidenciaram que os posicionamentos wagnerianos de modo algum foram uniformes ou homogêneos.</p> Rubens de Brito Ferreira Teixeira Copyright (c) 2021 Rubens de Brito Ferreira Teixeira http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-02-05 2021-02-05 17 172971 172971 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p172971 O vocabulário fiscal e suas práticas: um estudo sobre as possibilidades de análise das dinâmicas tributárias e seus desvios (América portuguesa, séculos XVII e XVIII) https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/172830 <p class="p1"><span class="s1">O presente artigo busca identificar a ocorrência de diversas práticas lícitas e ilícitas na América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII relacionadas à administração fiscal com o objetivo de identificar em que medida a Coroa portuguesa buscava ou não coibir as ações ilícitas, bem como, mapear alguns dos seus significados naquela época. A pesquisa revelou uma Coroa atenta às ilicitudes. Todavia, essa atenção, no geral, tinha sentidos e significados distintos dos nossos. A pesquisa tomou como ponto de partida os documentos publicados na Coleção Documentos Históricos da Biblioteca Nacional, passando para uma análise complementar a partir dos documentos do Conselho Ultramarino disponíveis através do Projeto Resgate. A investigação também identificou que as rendas régias eram comumente associadas a tributo ou a imposto. Contudo, em certos momentos distinções mais específicas eram feitas de modo a proteger ou garantir direitos e privilégios.</span></p> Letícia dos Santos Ferreira Copyright (c) 2021 Leticia dos Santos Ferreira http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-02-17 2021-02-17 17 172830 172830 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p172830 As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) nas narrativas orais e memórias de mulheres na Diocese da Campanha, sul de Minas Gerais, entre os anos de 1980 e 2000 https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/169433 <p>Este artigo apresenta os resultados de uma investigação realizada na Diocese da Campanha, no sul de Minas Gerais, sobre o trabalho desenvolvido pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que começaram a operar ali no final dos anos 1980 e que têm como evento principal a Romaria do Trabalhador. A metodologia da história oral foi usada para conhecer as experiências de três mulheres no bispado e para entender como as CEBs adquiriram sentido na vida de cada uma delas, na perspectiva da História das mulheres. Durante a pesquisa, percebeu-se que os principais sujeitos das CEBs, como também havia mostrado Eder Sader (1988), foram e continuam sendo as mulheres, que permanecem, muitas vezes, invisibilizadas. A história oral permitiu que elas mesmas pudessem falar sobre suas trajetórias e sobre o papel da Igreja na vida das comunidades em que vivem, além de sua própria identidade como fiéis influenciadas pela Teologia da Libertação, muito forte na América Latina. Por meio das entrevistas foi possível analisar alguns aspectos apontados por Maria Aparecida, Helena Maria e Maria Lucely, que serão explorados ao longo do artigo, tais como a questão de gênero dentro da Igreja, a importância dada por elas à cultura popular em suas ações e a relação entre a memória individual e a memória coletiva.</p> Caroline Aparecida Ferreira Copyright (c) 2021 Caroline Aparecida Ferreira http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-03-26 2021-03-26 17 169433 169433 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p169433 Por uma história social dos trabalhadores do mar: questões lançadas às listas de matrículas de tripulações mercantes em Portugal e seus domínios (1807-1808) https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/184671 <p>Em uma publicação recente, transcrevemos um conjunto significativo de listas de matrículas da marinha mercante lusa para os anos de 1807 e 1808, documentação sob a custódia do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Além da transcrição, o artigo apresentou a fonte e suas potencialidades e elencou diversas indagações que, na perspectiva da história social, podem ter respostas ensaiadas a partir da consulta a essas fontes seriais. Nossa intenção, agora, é apresentar algumas reflexões que permitam avançar na resposta a essas mesmas questões, como por quê os estudos sobre a demografia de Portugal no século XVIII estão atrelados ao contingente de trabalhadores marítimos ofertado ao mar no período de nosso recorte, entre outras possibilidades apresentadas pela fonte.</p> Isabella Rocha Ferreira Jaime Rodrigues Bárbara Regina Silva Costa Beatriz Anselmo de Oliveira Beatriz Bertolli Paulini Bruna Macedo Pilon Daniel Gimene Liossi de Sousa Daniele de Souza Somensari Fábio Rogério Banin Júnior Fernanda Dias Neves Giovanna Antonelli Santos Juliana dos Santos Carmona Juliane Cavalcante Laís Aparecida Charleaux Maiara Puk Goes da Silva Thainá Renata Lopes da Silva Vitória Ribeiro Copyright (c) 2021 Isabella Rocha, Jaime Rodrigues, Bárbara Regina Silva Costa, Beatriz Anselmo de Oliveira, Beatriz Bertolli Paulini, Bruna Macedo Pilon, Daniel Gimene Liossi de Sousa, Daniele de Souza Somensari, Fábio Rogério Banin Júnior, Fernanda Dias Neves, Giovanna Antonelli Santos, Juliana dos Santos Carmona, Juliane Cavalcante, Laís Aparecida Charleaux, Maiara Puk Goes da Silva, Thainá Renata Lopes da Silva, Vitória Ribeiro http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-10-01 2021-10-01 17 184671 184671 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p184671 Pandemias e tempos pós-pandêmicos https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/185721 <p>Este ensaio investiga algumas das principais pandemias da história humana e examina seus resultados sociológicos, econômicos e políticos. Em que medida as pandemias podem transformar nossa sociedade? Como as pandemias na história se relacionam com a atual? A Peste de Atenas impactou a fé de seus cidadãos nos deuses, pois os atenienses sentiram que não estavam recebendo apoio suficiente de Apolo. A Peste de Justiniano trouxe revoltas por todo o império e levou ao fim a Antiguidade Clássica. A Peste Negra mudou significativamente a visão futura dos europeus porque a morte foi onipresente. Embora o número de mortos na pandemia de cólera tenha sido limitado, ela desencadeou estigmatização, violência e racismo contra os asiáticos, especialmente os indianos. O conquistador espanhol Hernán Cortés nunca teria sido capaz de colonizar a civilização asteca sem o surto de varíola. Depois de um episódio surreal e dadaísta, a gripe espanhola trouxe os loucos anos vinte, de uso generalizado de rádio, dos salões de dança, do jazz, a Renascença do Harlem, o cenário gay e lésbico e o sufrágio feminino. A pandemia do coronavírus mostra que a sociedade está se digitalizando na velocidade da luz entre o mundo da arte. Este ensaio também mostra que nossa economia é de soma positiva, em contraste com a de soma zero dos tempos da Peste Negra e de antes. Há também um equilíbrio delicado que deve ser mantido entre manter a pandemia sob controle e respeitar os princípios democráticos. O ensaio conclui que cada pandemia tem uma natureza idiossincrática e que ela pode ter efeitos distintos em diferentes sociedades ou regiões do mundo.</p> Hakan Sönmez Copyright (c) 2021 Hakan Sönmez http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-10-10 2021-10-10 17 185721 185721 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p185721 Lukács e Heidegger diante da ontologia e da revolução social: entrevista com Vitor Bartoletti Sartori https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/181577 <p>Entrevista com Vitor Bartoletti Sartori, por Wesley Sousa e Henrique Coelho, sobre as filosofias de Martin Heidegger e György Lukács.</p> Vitor Bartoletti Sartori Copyright (c) 2021 Vitor Bartoletti Sartori http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-04-16 2021-04-16 17 181577 181577 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p181577 ELLIOTT, John Huxtable. Scots and Catalans: Union and Disunion. New Haven: Yale University Press, 2018. 360 p. https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/188501 <p>Resenha do livro ELLIOTT, John Huxtable. <em>Scots and Catalans: Union and Disunion</em>. New Haven: Yale University Press, 2018. 360 p.</p> Alberto Airton Amendola Gandolfo Copyright (c) 2021 Alberto Airton Amendola Gandolfo http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-10-03 2021-10-03 17 188501 188501 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p188501 Filantropia corporativa a serviço do capital: uma visão histórico-crítica do fomento da Fundação Ford à produção feminista acadêmica brasileira (1978-1998) https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/189590 <p>No contexto da Guerra Fria (1945-1991), as instituições filantrópicas privadas exerceram um papel determinante no fortalecimento da hegemonia estadunidense. Aqui no Brasil, a instituição que mais atuou nesse sentido foi a Fundação Ford (FF). Entre as inúmeras ações estratégicas empreendidas por esta instituição, destaca-se o apoio financeiro dado por ela à produção feminista acadêmica em nosso país. Dito isso, o presente artigo busca problematizar, através de uma postura histórico-crítica, esse engajamento da FF no avanço da produção feminista acadêmica brasileira, destacando os interesses por trás dessa intervenção. Através da exposição de três exemplos histórico-concretos – sua parceria com a Fundação Carlos Chagas e seu apoio ao jornal <em>Mulherio</em> e à <em>Revista Estudos Feministas</em> – busca-se, também, demonstrar o papel determinante exercido pela FF na institucionalização dos estudos feministas em nosso país. O artigo tem como base de pesquisa material de cunho bibliográfico, que se trata de uma metodologia já bastante empregada nos processos de construção de conhecimento científico.</p> Karolliny Joally das Neves Miranda Michelly Pereira de Sousa Cordão Copyright (c) 2021 Karolliny Joally das Neves Miranda, Michelly Pereira de Sousa Cordão http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-11-29 2021-11-29 17 189590 189590 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p189590 A narrativa literária de Heródoto e Ctésias: um ensaio comparativo sobre o papel social e o poder feminino na Pérsia Aquemênida dos séculos VI-V AEC https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/188458 <p>Ao lermos Heródoto e Ctésias, podemos compreender que a mulher Persa, principalmente da Corte, em específico a Rainha, possuía um poder acima das demais, exercendo um papel social e político de grande influência. O presente artigo pretende analisar e ensaiar uma comparação em como esses autores helênicos representavam essas mulheres Reais através de seus textos, nas passagens em que há mais ênfase sobre o papel feminino na sociedade helênica e Corte Aquemênida.</p> Matheus Moraes Maluf Copyright (c) 2021 Matheus Moraes Maluf http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-12-08 2021-12-08 17 188458 188458 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p188458 Limites da feminilidade na Eneida de Virgílio https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/188492 <p>Este trabalho busca verificar e desdobrar a tese de que as personagens femininas da Eneida que extrapolam os limites desejáveis para o protótipo de uma romana ideal acabam malfadadas. Para tanto, em um primeiro momento, recupera no texto virgiliano a caracterização das personagens Cassandra, Pentesileia, Creúsa, Andrômaca, Dido, Sibila, Camila, Lavínia, Amata, Juturna, Juno, Vênus e Deiopeia. Em seguida, analisa, a partir da caracterização feita, se essas personagens: se enquadram no protótipo esperado; assumem virtudes reservadas apenas aos homens; apresentam vícios tipicamente atribuídos às mulheres; e acabam malfadadas ou não. As principais conclusões indicam que: (1) as personagens femininas na Eneida podem ter um destino ruim tanto por extrapolar os limites da feminilidade e invadir os domínios dos homens quanto por causa de vícios tipicamente atribuídos às mulheres; (2) invariavelmente, o retrato de todas as personagens femininas apresenta vícios tipicamente atribuídos às mulheres, o que indica que as mulheres, no ideário antigo representado pela Eneida, são essencialmente viciosas ou problemáticas; (3) as principais personagens divinas se assemelham às aristocratas romanas, isto é, as deusas agem como as aristocratas agiam na visão dos homens: são fúteis, vaidosas e avarentas e governam nos bastidores, na base de moeda sexual, intrigas, maquinaria e chantagem.</p> Maria Helena Felicio Adriano Luiz Henrique Milani Queriquelli Copyright (c) 2021 Maria Helena Felicio Adriano, Luiz Henrique Milani Queriquelli http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-12-15 2021-12-15 17 188492 188492 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p188492 Companheiras em greve: o movimento paredista da União das Costureiras em junho de 1919 https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/189595 <p class="Palavras-chave">O artigo reconstrói a história da Greve de Junho de 1919 realizada por mulheres operárias (costureiras, bordadeiras e chapeleiras) que trabalhavam em ateliês de moda e oficinas de costura no Rio de Janeiro. Organizadas no sindicato União das Costureiras e Classes Anexas, elas lutaram por melhores condições de trabalho, aumento salarial, jornada de oito horas, entre outras pautas próprias da categoria. A metodologia de pesquisa envolveu o uso de fontes históricas de grande imprensa, imprensa operária, entrevistas e história oral.</p> Beatriz Luedemann Campos Copyright (c) 2021 Beatriz Luedemann Campos http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2021-12-30 2021-12-30 17 189595 189595 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p189595 Da ilusão à materialização: reflexões sobre o “estatuto ilusório” do material biográfico a partir dos estudos queer https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/189540 <p>A partir de diálogos estabelecidos com os estudos <em>queer</em>, tenho como objetivo refletir sobre um conhecido estatuto atribuído ao material biográfico pelo sociólogo Pierre Bourdieu em meados da década de 1980. Na forma de uma advertência, a chamada “ilusão biográfica” é uma noção dirigida aos intelectuais das humanidades, em que destaco o meu segmento, a historiografia, que pretendem fazer uso das histórias de vida em seus trabalhos. Por outro lado, busca assegurar um caráter “ficcional” ao discurso biográfico, interditando essa forma de representação do vivido. Nesse sentido, ao considerar que esse último aspecto não é de menor importância na hora de se apropriar desta ideia para operar, e se relacionar, com o “biográfico”, acarretando distintos “efeitos de poder”, segundo Michel Foucault, construo uma análise em dois momentos. Primeiro, examino o argumento de Bourdieu em seu ensaio, bem como em escritos posteriores e entre alguns de seus interlocutores, diante das oscilações e dos espaços ocupados pelas histórias de vida dentro e fora dos estudos humanísticos. Em seguida, sugiro algumas possibilidades de leitura a partir da filósofa Judith Butler, além de alguns de seus intérpretes, expoentes dos estudos <em>queer</em>; baseado em sua noção de “materialização”, com vistas a demonstrar a hipótese de que a “ilusão”, acarreta uma operação diferencial, (re)produz efeitos de poder e pode criar “desilusões”, como a ausência do “eu” na análise e na escrita biográfica</p> Lúcio Geller Junior Copyright (c) 2022 Lúcio Geller Junior http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-01-04 2022-01-04 17 189540 189540 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p189540