Avaliação da destreza dos dedos e da força de preensão máxima em crianças com dislexia desenvolvimental

Autores

  • Paulo Barbosa de Freitas Universidade Cruzeiro do Sul. Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil
  • Jose Angelo Barela Universidade Cruzeiro do Sul. Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil; Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Departamento de Educação Física, São Paulo, SP, Brasil
  • Sabrina Tiago Pedão Universidade Cruzeiro do Sul. Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil
  • Kauê Almeida Lima Universidade Cruzeiro do Sul. Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil
  • Cristina Lopes Ribeiro Universidade Cruzeiro do Sul. Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte, São Paulo, SP, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v33i2p201-206

Palavras-chave:

Função Manual, Coordenação, Controle Motor, Habilidade Manipulativa

Resumo

A dislexia caracteriza-se pela dificuldade de aprendizagem da leitura, escrita e soletração, sem uma causa aparente específica. Crianças e adultos com dislexia apresentam também déficits em diferentes tarefas sensório-motoras. Porém, não existe consenso quanto o efeito da dislexia na destreza dos dedos e se há alterações puramente motoras em indivíduos acometidos por essa desordem. O objetivo do estudo foi comparar crianças com e sem dislexia quanto à destreza dos dedos e à capacidade de geração de força máxima. Trinta crianças com dislexia e 30 sem dislexia, entre 8 e 14 anos, realizaram o teste dos nove pinos nos buracos (9-PnB) para avaliação da destreza manual e o teste força de preensão palmar máxima, ambos com a mão dominante. Elas foram instruídas a realizar o teste dos 9-PnB o mais rápido possível e em seguida produzir força de preensão máxima (FPMax) no dinamômetro hidráulico Jamar®. O menor tempo e a maior FPMax registradas em três tentativas foram utilizadas para as análises estatísticas. Os resultados revelaram que as crianças com dislexia são mais lentas na execução do teste dos 9-PnB, porém apresentam similar capacidade de geração de FPMax que crianças não disléxicas. Esses resultados indicam que as diferenças no desempenho em testes motores observadas entre crianças com dislexia e sem dislexia não têm origem no sistema motor e sim no modo com que a criança com dislexia processa as informações sensoriais e as transforma em respostas motoras para produzir ações.

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Publicado

2019-05-29

Como Citar

Freitas, P. B. de, Barela, J. A., Pedão, S. T., Lima, K. A., & Ribeiro, C. L. (2019). Avaliação da destreza dos dedos e da força de preensão máxima em crianças com dislexia desenvolvimental. Revista Brasileira De Educação Física E Esporte, 33(2), 201-206. https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v33i2p201-206

Edição

Seção

Artigos