Machismo: toxina que degrada o meio esportivo

Autores

  • Michele Schultz Universidade de São Paulo. Escola de Artes Ciências e Humanidades, São Paulo, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v35inespp71-76

Palavras-chave:

Polo aquático, Opressão, Violência, Mulheres

Resumo

O machismo e a opressão contra mulheres tem sua origem engendrada na estrutura da sociedade sendo, portanto, estrutural. O machismo estrutural permeia as várias esferas de organização social e política, inclusive o meio esportivo. Nesse ensaio busquei trazer alguns aspectos da gênese do machismo e da violência contra as mulheres, tentando estabelecer relações com fatos vivenciados no polo aquático brasileiro. O cotidiano de atletas da modalidade revela um ambiente tóxico e opressor, reproduzindo a violência contra meninas e mulheres. A falta de participação de mulheres nas esferas de decisão é um fator agravante. É necessário que reconheçamos a presença do machismo estrutural no meio esportivo para pensarmos ações de combate a essa prática opressora. 

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Publicado

2021-06-30

Como Citar

Schultz, M. . (2021). Machismo: toxina que degrada o meio esportivo. Revista Brasileira De Educação Física E Esporte, 35(Especial), 71-76. https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v35inespp71-76