Setorialidade ou intersetorialidade? O caso das políticas públicas de lazer em Brotas, São Paulo

Autores

  • Olívia Cristina Ferreira Ribeiro Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Departamento de Educação Física e Humanidades, Campinas, SP, Brasil.
  • Sílvia Cristina Franco Amaral Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Departamento de Educação Física e Humanidades, Campinas, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v35i2p195-206

Palavras-chave:

Lazer, Políticas públicas, Gestão setorial, Gestão intersetorial

Resumo

O objetivo desta pesquisa foi analisar as políticas públicas de lazer de Brotas/SP, na gestão municipal de 2009-2012 e se a intersetorialidade estava presente nessa gestão. O foco foram as secretarias que mantinham ações sobre o tema (Esportes e Cultura, Turismo, Meio Ambiente, Educação e Ação Social). Analisamos se a setorialidade ou a intersetorialidade estavam mais presentes na gestão de políticas públicas de lazer do município. Como método, usamos a análise documental, observações das reuniões e entrevistas semiestruturadas com gestores e servidores daquelas secretarias. Concluímos que, ao se pensar na efetivação do direito ao lazer, as políticas públicas implementadas em Brotas ainda são muito tímidas. Elemento catalisador, as práticas corporais de lazer na natureza se apresentam muito restritas ao cidadão brotense, tornando-se um privilégio para o turista que pode pagar operadoras que, de certo modo, privatizaram espaços naturais de interesse público. Assim, antes da defesa da intersetorialidade, é fundamental a materialização do lazer como política setorial forte e com gestores e técnicos com competência técnica e política, capazes de defender e fazer valer suas posições no jogo político. Há que se pensar que tal fato também decorre de uma sustentação argumentativa em prol da democratização do lazer.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Santos FC. Procurando o lazer na Constituinte: sua inclusão como direito social na Constituição de 1988. [Dissertação]. Campinas: Unicamp, 2011.

Menicucci TMG. Políticas públicas de lazer: questões analíticas e desafios políticos In: Linhales M, Isayama HF, organizadores. Sobre lazer e política: maneiras de ver, maneiras de fazer. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p.136-164.

Costa ET. Na rede, pelo lado de fora? Gestão matricial e as políticas públicas de lazer na cidade de Santo André, [Dissertação]. Campinas: Unicamp, 2008.

Bonalume CR. O esporte e o lazer na formulação de uma política pública intersetorial para a juventude: a experiência do PRONASCI. [Dissertação]. Brasília: Universidade de Brasília, 2010.

Amaral SCF. Costa ET. Possibilidades de matricialidade na administração pública do lazer. Movimento. 2012;18:205-220.

Menicucci TMG. Intersetorialidade, o desafio atual para as políticas sociais. Pensar BH Pol Soc. 2002:10-13.

Abreu CC. A intersetorialidade no processo de construção da política de saúde brasileira. [Dissertação]. Vitória: UFES, 2009.

Bonalume CR. O Paradigma da intersetorialidade das políticas públicas de esporte e lazer. Rev Licere. 2011:1-26.

Silva DS. Intersetorialidade, descentralização e empreendedorismo na gestão pública de esporte e lazer no Estado do Espírito Santo. [Dissertação]. Vitória: UFES, 2012.

Amaral SCF. Lazer: temática transversal e intersetorialidade. [Tese de Livre Docência]. Campinas: Unicamp, 2011.

Martins L. Reforma da administração pública e cultura política no Brasil: uma visão geral. Brasília: Cadernos ENAP:1997.

Paula APP. Por uma nova gestão pública: limites e potencialidades da experiência contemporânea. Rio de Janeiro: FGV, 2005.

Inojosa RM. Intersetorialidade e a configuração de um novo paradigma organizacional. Rev Admin Pública, 1998:35-48.

Farah MFS. Parcerias, novos arranjos institucionais e políticas públicas no nível local de governo. Rev Admin Pública, 2001 p.119-44.

Pinto LMSM. O lazer no setor público brasileiro e os desafios para a intersetorialidade. In: Fortini JLM, Gomes CL, Elizalde R, organizadores. Desafios e perspectivas da educação para o lazer. Belo Horizonte: SESC/Otium, 2011, p. 57-68.

Minayo MCS, Deslandes SF, Gomes R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2009.

Brotas. Lei Complementar n. 0012, de 22 de Novembro de 2006. Plano Diretor.

Pellegrini Filho A. Dicionário enciclopédico de ecologia e turismo. São Paulo: Manole, 2000.

Luna RB. Integração horizontal de ações governamentais. [Dissertação]. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 2007.

Pinto LMSM. O lazer no setor público brasileiro e os desafios para a intersetorialidade. In: Fortini JLM, Gomes CL, Elizalde R, organizadores. Desaf os e perspectivas da educação para o lazer. Belo Horizonte: SESC/Otium, 2011, p. 57-68.

Downloads

Publicado

2021-07-15

Como Citar

Ribeiro, O. C. F. ., & Amaral, S. C. F. . (2021). Setorialidade ou intersetorialidade? O caso das políticas públicas de lazer em Brotas, São Paulo. Revista Brasileira De Educação Física E Esporte, 35(2), 195-206. https://doi.org/10.11606/issn.1981-4690.v35i2p195-206

Edição

Seção

Artigos