Canção Popular Versus Autoritarismo (Os Militares no Poder)

  • Waldenyr Caldas Universidade de São Paulo. Escola de Comunicações e Artes
Palavras-chave: Canção. Militares. Autoritarismo. Censura. Democracia.

Resumo

A política nacional e a música popular brasileira sempre estiveram juntas. Desde a época do Estado Novo (1937-1945), com Getúlio Vargas, e até mesmo durante a Velha República, compositores e homens da administração pública, especialmente dos três poderes, vêm construindo a história do nosso país até nossos dias. Embora juntas, cada qual trilhou caminhos diferentes, em alguns momentos convergentes e noutros divergentes. Os políticos, em que pese todos os percalços e obstáculos inerentes ao jogo de interesses notórios nessa atividade, atravessaram décadas defendendo causas nobres e espúrias, democráticas e antidemocráticas. Durante muito tempo e ainda um pouco atualmente, a sociedade brasileira se vê surpreendida por falcatruas, corrupção e negociatas ilícitas, que colocam em risco os verdadeiros princípios republicanos da democracia no Brasil. O caso mais recente é chamado de “mensalão” pela mass media. Ao lado desse quadro, sabemos que nossa história está entrecortada de golpes contra presidentes legitimamente eleitos, reflexos da nossa frágil democracia. O último acontecimento sinistro dessa natureza se deu entre 1964 e 1985, com a presença dos militares, que fizeram suas leis e tomaram decisões à revelia da Constituição. A música popular brasileira participou deste episódio, contestando e denunciando por meio do discurso poético.

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Publicado
2013-11-27
Como Citar
Caldas, W. (2013). Canção Popular Versus Autoritarismo (Os Militares no Poder). Revista De Cultura E Extensão USP, 10, 29-40. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9060.v10i0p29-40
Seção
Artigos