Editorial

  • Marcelo Sanches Pagliarussi Universidade de São Paulo - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Brasil

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Publicado
2016-01-13
Como Citar
Pagliarussi, M. (2016). Editorial. Revista De Contabilidade E Organizações, 9(25), 1-2. https://doi.org/10.11606/rco.v9i25.109408
Seção
Editorial

Prezados leitores da Revista de Contabilidade e Organizações,

Estamos publicando o volume 9, número 25 da RCO, o último de 2015. Quero deixar registrado o agradecimento aos avaliadores que contribuíram com nosso periódico em 2015. Sem seu trabalho voluntário de alta qualidade e comprometimento nós não conseguiríamos cumprir com nossa missão.

A principal vocação estabelecida para a RCO é contribuir para a disseminação dos conhecimentos produzidos na área de Contabilidade e Organizações, e servir como meio para reduzir o tempo entre a produção científica e a sua aplicação prática na sociedade. Este é um grande desafio, o qual tentamos nos aproximar cada vez mais. O volume 9, número 25 representa um esforço combinado de autores, avaliadores e equipe editorial, e acreditamos que oferece contribuições significativas à comunidade.

O artigo “GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL: UMA PROPOSTA DE MENSURAÇÃO DA EDUCAÇÃO FISCAL DO CIDADÃO” de Erivan Ferreira Borges, Jose Matias Pereira e Gilmara Mendes da Costa Borges, teve a proposta de mensurar o nível de educação fiscal do cidadão, a partir da base de dados do Programa Nacional de Educação Fiscal - PNEF. Os dados foram tratados por análise fatorial, sob o pressuposto de identificar dimensões latentes do nível de educação fiscal dos cidadãos. Comprovou-se, apesar das limitações inerentes ao tipo de pesquisa, a possibilidade de mensuração do nível de entendimento da educação fiscal por múltiplos componentes, sugerindo que a educação e seus fundamentos são entendidos pela população, que reconhecem a sua importância. O artigo contribui ainda ao estado da arte da pesquisa na medida em que fomenta e dissemina a temática da educação fiscal no contexto acadêmico em nível de graduação e pós-graduação.

Caroline Sulzbach Pletsch, Cristian Bau Dal Magro, Alini da Silva e Carlos Eduardo Facin Lavarda, em seu artigo “ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS E DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE EMPRESAS BRASILEIRAS”, analisaram a influência das estratégias competitivas de acordo com as tipologias de Miles e Snow no desempenho econômico-financeiro de empresas brasileiras. Os resultados demonstraram que há relação entre as estratégias empresarias e as medidas de desempenho econômico-financeiro, especificamente os indicadores de liquidez corrente e liquidez seca. Os autores concluem que as empresas que mantem um equilíbrio entre estratégia prospectora (dinâmica) e defensiva (estável) têm a tendência de apresentar maiores índices de liquidez.

O estudo desenvolvido por Gabryel Lopes Sola e Carlos Alberto Grespan Bonacim, “O PROCESSO ORÇAMENTÁRIO E A TOMADA DE DECISÃO DE GESTORES EM UM HOSPITAL PÚBLICO” aplicou um estudo de caso, utilizando entrevistas semiestruturadas, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto objetivando entender como se dá a utilização da ferramenta orçamentária para a tomada de decisão. Os principais critérios de tomada de decisão observados e que estão presentes no processo orçamentário do hospital foram identificados como: custo do material, acompanhamento do consumo de recursos, impacto no protocolo clínico, investimento em atualização tecnológica e normatização. O principal diferencial do trabalho é trazer a discussão da relação entre orçamento e tomada de decisão em um hospital público. Além disso, com a identificação de variáveis presentes na tomada de decisão de gestores clínicos, pode-se contribuir com a elaboração de um instrumento de coleta de dados capaz de contribuir com o diagnóstico da gestão em saúde.

O trabalho “EFICIÊNCIA NO DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE COOPERATIVAS DE CRÉDITO BRASILEIRAS” de Vanderlei Gollo e Tarcísio Pedro da Silva, teve como objetivo verificar a eficiência global no desempenho econômico-financeiro de cooperativas de crédito brasileiras, a partir da metodologia denominada PEARLS. Os resultados apontaram uma concentração de cooperativas pertencentes ao Sicoob e à Unicred entre as mais eficientes da amostra, e entre as menos eficientes há maior predominância de cooperativas filiadas ao Sicredi. As cooperativas de crédito brasileiras podem elevar seu desempenho e adequar sua estrutura com melhorias no desempenho e na eficiência, e, consequentemente, com sua principal função, que consiste em zelar pela maximização dos produtos e serviços ofertados aos cooperados.

A pesquisa intitulada “MARKET REACTION TO ANNUAL EARNINGS INNOVATIONS AND ALTERNATIVE TIME-SERIES ASSUMPTIONS: EVIDENCE OF THE BRAZILIAN MARKET” de autoria de Renê Coppe Pimentel e Iran Siqueira Lima objetivou analisar a reação do mercado a inovações no lucro, sob uma condição de elevada taxa de juros e diferentes hipóteses de séries temporais para os lucros relatados. Os resultados mostraram que altos níveis de taxas de juros e componentes transitórios nos lucros reduzem significativamente a utilidade da informação contábil para construir expectativas futuras das empresas. Além disso, diferentes pressupostos do modelo ARIMA levam a diferentes classificações ano a ano das empresas quanto a alta ou baixa persistência do lucro.

A pesquisa intitulada “O IMPACTO DO NÍVEL DE DISCLOSURE SOBRE O CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO DAS COMPANHIAS ABERTAS BRASILEIRAS” de autoria de Davy Antonio da Silva e Laura Edith Taboada Pinheiro analisou o nível de disclosure e sua relação com o custo de capital próprio das empresas de capital aberto, após a conversão das normas contábeis brasileiras para os IFRS. Os autores não encontraram evidências de que o nível de disclosure tem relação significativa com o custo do capital, após a conversão para as normas internacionais de contabilidade.

Boa Leitura a todos.

Marcelo S. Pagliarussi
Editor-Chefe da Revista de Contabilidade e Organizações