Editorial

  • Marcelo Sanches Pagliarussi Universidade de São Paulo - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto

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Publicado
2017-05-31
Como Citar
Pagliarussi, M. (2017). Editorial. Revista De Contabilidade E Organizações, 11(29), 1-2. https://doi.org/10.11606/rco.v11i29.133274
Seção
Editorial

Prezados leitores da Revista de Contabilidade e Organizações,

Estou finalizando meu termo como Editor-Chefe da RCO, e quero agradecer a todos os que contribuíram com a revista nestes últimos dois anos. Obrigado aos autores pelo envio das suas contribuições; meus agradecimentos aos avaliadores, pelo fantástico trabalho voluntário realizado; obrigado ao Departamento de Contabilidade da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP) pelo apoio logístico e pelos recursos disponibilizados; e registro também o agradecimento pelo trabalho dedicado e cuidadoso da Secretária Editorial, Mariana Titoto Marques.

A publicação de mais um número da Revista de Contabilidade e Organizações representa o resultado de um esforço coletivo no sentido de contribuir para a disseminação dos conhecimentos produzidos na interface entre contabilidade e organizações, e de servir como meio para reduzir o tempo entre a produção científica e a sua aplicação prática na sociedade. Este é um grande desafio, que se concretiza com a edição do volume 11, número 29 de 2017, oferecendo mais um conjunto de artigos inéditos.

Os autores Katia Cristina Cabral Monteiro Galvao, Danilo Soares Monte-mor e Neyla Tardin, autores do trabalho “O EFEITO DO TREINAMENTO NA PERCEPÇÃO DO DESEMPENHO INDIVIDUAL: UMA ANÁLISE BASEADA NOS TREINAMENTOS OFERTADOS PELO INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (IFES)” investigaram se os treinamentos ofertados aos servidores públicos melhoram o seu desempenho no cumprimento de suas atribuições. Para tanto, optou-se por uma Instituição Pública de Ensino a partir de um modelo de diferenças em diferenças. Os resultados obtidos sugerem que o treinamento não analisado teve impacto sobre o desempenho individual de servidores públicos, corroborando com a hipótese de que treinamentos não necessariamente aumentam o desempenho.

O artigo “FATORES DETERMINANTES DAS BOOK-TAX DIFFERENCES” de Kellma Bianca Cardoso Fonseca e Patricia Souza Costa objetivou identificar quais são os fatores institucionais e não institucionais que determinam as book-tax differences (BTD) das companhias abertas brasileiras. A amostra contemplou 124 companhias, com dados disponíveis para o período de 2010 a 2015. Os resultados sugerem que a rentabilidade está associada com todos os tipos de BTD (total, temporária e permanente), ou seja, as empresas mais rentáveis evidenciam maior diferença entre o lucro contábil e o lucro tributável. Além disso, os resultados sugerem que a segregação da BTD por tipos (temporária e permanente) é relevante na análise dos determinantes dessa variável.

A pesquisa intitulada “ANÁLISE COMPARATIVA DE DISTINTAS MÉTRICAS DE RISCO NA COMPOSIÇÃO DE UM FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO” de autoria de Lucas Fernando Lovatto, Daniel Christian Henrique e Marcus Vinícius Andrade de Lima, analisou a complementaridade dos resultados de diferentes métricas de risco na composição de um Fundo de FIIs. A partir da revisão de literatura, optou-se pela adoção das métricas de risco variância e Conditional Value-at-Risk, para uma amostra de 30 FIIs listados na BMF&BOVESPA, com retornos diários entre Julho de 2013 e Julho de 2015. A principal constatação é de que as diferentes métricas produziram diferentes resultados nos portfólios de menor nível de risco.

O estudo desenvolvido por Josimar Pires da Silva, Mariana Pereira Bonfim, Jorge Katsumi Niyama e César Augusto Tibúrcio Silva, “ADOÇÃO AO PADRÃO IFRS E EARNINGS QUALITY: A PERSISTÊNCIA DO LUCRO DAS EMPRESAS LISTADAS NA BM&FBOVESPA” analisou a relação entre a persistência do lucro das empresas listadas na BM&FBovespa, em comparação ao padrão IFRS. A pesquisa teve como base os dados das demonstrações financeiras de 235 empresas, separadas em pré-convergência (anos de 2003 a 2007), e pós-convergência (anos de 2010 a 2014). Os achados da pesquisa demonstraram que houve aumento na qualidade do lucro após a adoção das IFRS, mostrando consistência com as pesquisas internacionais nas quais a convergência às normas internacionais de contabilidade, poderia resultar em um aumento na qualidade do lucro para as companhias.

A pesquisa nomeada “A VISÃO DO CONTROLE EXTERNO NA EFICIÊNCIA DOS GASTOS PÚBLICOS COM EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL” de Klerton Andrade Freitas de Amorim e Josedilton Alves Diniz, Severino Cesário de Lima analisou se a eficiência técnica na aplicação dos recursos públicos dos municípios paraibanos relaciona-se com os pareceres de julgamento de contas municipais emitidos pelo TCE-PB. Para tanto, formulou-se a hipótese de que existe relação positiva entre os pareceres de julgamento de contas dos municípios emitidos pelo TCE-PB A amostra consistiu nos 223 municípios integrantes do Estado da Paraíba com dados compreendendo o período de 2009 a 2011. Com base nos achados empíricos, não se rejeita a hipótese de pesquisa, validando-se que, de alguma forma, o parecer do TCE-PB enxerga a dimensão da eficiência dos gastos públicos com educação fundamental nas apreciações das contas de gestão dos municípios.

O trabalho “ESTRATÉGIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO DAS INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS BRASILEIRAS: UM ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS” de Antonio José Patrocinio Pereira e Josir Simeone Gomes, analisou as estratégias de internacionalização utilizadas por quatro indústrias farmacêuticas brasileiras. As indústrias farmacêuticas brasileiras pesquisadas foram a Eurofarma, Ems, Cristália e Biolab. As estratégias adotadas por essas empresas, aproximam-se das estratégias de internacionalização mais utilizadas, ao longo das últimas décadas, que são divididas sob dois enfoques: o modelo econômico do paradigma eclético e o modelo comportamental da Escola de Uppsala. Os resultados sugerem que não evolveram, necessariamente, uma ampla sofisticação no processo de internacionalização nessas organizações estudadas, pois estão seguindo basicamente o que recomenda a literatura.

Obrigado a todos e boa leitura,

Marcelo S. Pagliarussi
Editor-Chefe da Revista de Contabilidade e Organizações