Reconhecimento contábil nas operações em florestas nativas: o Caso Agrocortex

Palavras-chave: Ativos biológicos, Reconhecimento contábil, Teoria da Contabilidade, Florestas Nativas, Manejo florestas sustentável

Resumo

O objetivo desse artigo foi analisar e propor uma solução para o reconhecimento contábil de operações em florestas nativas com base no caso Agrocortex. A empresa Agrocortex explora uma floresta nativa na região amazônica e sua operação está fora do escopo das normas contábeis, por isso suas demonstrações contábeis foram elaboradas sem reconhecimento das florestas nativas. Diante disso foi construída uma proposta de solução, pautada no CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro, com duas vertentes: (1) elaboração de uma política contábil para que seja procedido o reconhecimento contábil das operações em florestas nativas de maneira semelhante às florestas plantadas, em conformidade com o CPC 29, com mensuração ao valor justo; e (2) elaboração do reconhecimento contábil nas operações em florestas nativas, por meio de manejo florestal sustentável, nas demonstrações contábeis. A segunda vertente é uma sugestão aos normatizadores e entidades da classe contábil, para que analisem, com base no caso demonstrado, os aspectos teóricos do reconhecimento contábil nas operações em florestas nativas, por meio de manejo florestal sustentável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Amaro, H. D., Souza, A., & Silva, E. D. (2016). Ativo biológico: conceituação, reconhecimento e mensuração.
XXIII Congresso Brasileiro de Custos.

Aryanto, Y. H. (2011). Theoretical Failure of IAS 41. Recuperado de https://ssrn.com/abstract=1808413

Balieiro, M. R., Espada, A. L. V., Nogueira, O., Palmieri, R., & Lentini, M. (2010). As Concessões de Florestas
Públicas na Amazônia Brasileira: Um manual para pequenos e médios produtores florestais. Piracicaba:
Imaflora, SP; Belém: IFT, PA.

Confederação Nacional da Indústria [CNI]. (2016). Florestas e indústria: agenda de desenvolvimento. Brasília:
CNI.

Comitê de Pronunciamentos Contábeis [CPC]. (2009). Pronunciamento Técnico n. 23 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. Recuperado de: http://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/296_CPC_23_rev%2003.pdf

Comitê de Pronunciamentos Contábeis [CPC]. (2009). Pronunciamento Técnico n. 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola. Recuperado dehttp://static.cpc.mediagroup.com.br/Documentos/324_CPC_29_rev%2008.pdf.

Comitê de Pronunciamentos Contábeis [CPC]. (2011). Pronunciamento Conceitual Básico (R1). Recuperado de http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80.

Feleagã, L., Feleagã, N., & Raileanu, V. (2012). Theoretical considerations about implementation of IAS 41 in
Romania. Theoretical and Applied Economics 19(2), 31-38.

Fischer, M., & Marsh, T. (2013). Biological Assets: Financial Recognition and Reporting Using US and International
Accounting Guidance. Journal of Accounting and Finance 2(13), 57 – 74.

Fujihara, M.A., Cavalcanti, R., Guimarães, A., & Garlipp, R. (2009). O valor das florestas. São Paulo: Terra das
Artes Editora.

Grege-Stalmane, E. (2010). Challenges in accounting the forests - a Latvian case study. Annals of Forest Research
1(53), 53 – 58.

Hendriksen, E. S., & Van Breda, M. F. (1999). Teoria da Contabilidade. 5a edição. São Paulo: Atlas.

Herbohn, K., & Herbohn, J. (2006). International Accounting Standard (IAS) 41: What Are the Implications for
Reporting Forest Assets? Small-scale Forest Economics, Management and Policy, 5(2), 175 – 189. DOI:
https://doi.org/10.1007/s11842-006-0009-1.

Peterson, R., & Herbohn, J. L. (1998). Accounting for forestry assets: Current practice and future
directions. Australian Accounting Review, 8(15), 54-66. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1835-2561.1998.
tb00080.x.

Hogg, J. N., & Jöbstl, H. A. (2008). Developments in forestry business accounting and reporting: an international
study. Austrian Journal of Forest Science. 125 (4), 219–250.

Instituto Floresta Tropical [IFT]. (2014) Manejo florestal e exploração de impacto reduzido em florestas
naturais de produção da Amazônia. Informativo técnico n. 1. Recuperado de: http://ift.org.br/wp-content/
uploads/2014/11/Informativo-T%C3%A9cnico-1.pdf.

Lima, J. P. C., Antunes, M. T. P., de Mendonça Neto, O. R., & Peleias, I. R. (2012). Estudos de caso e sua aplicação:
proposta de um esquema teórico para pesquisas no campo da contabilidade. Revista de Contabilidade e
Organizações, 6(14), 127-144. DOI: https://doi.org/10.11606/rco.v6i14.45403.

Martins, E., Gelbcke, E. R., Santos, A. D., & Iudícibus, S. D. (2013). Manual de contabilidade societária: aplicável
a todas as sociedades: de acordo com as normas internacionais e do CPC.

Rech, I. J., & Pereira, I. V. (2012). Fair value: analysis of measurement methods applicable for fixed biological
assets. Custos e @gronegócio on line. 8(2), 131-157.

Serviço Florestal Brasileiro. (2013). Florestas do Brasil em resumo - 2013: dados de 2007-2012. Brasília: SFB. Disponível em http://www.florestal.gov.br/publicacoes/tecnico-cientifico/florestas-do-brasil-em-
resumo-2013

Yin, R. K. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman.
Publicado
2019-12-19
Como Citar
Graça, P. T. da, Pelucio Grecco, M. C., & Sales, G. A. W. (2019). Reconhecimento contábil nas operações em florestas nativas: o Caso Agrocortex. Revista De Contabilidade E Organizações, 13, e162327. https://doi.org/10.11606/issn.1982-6486.rco.2019.162327
Seção
Artigos