Avaliação da Suscetibilidade a Escorregamentos Rasos com Base na Aplicação de Estatística Bivariada: Resultados Preliminares

Autores

  • Helen Cristina Dias Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-5006-7006
  • Carlos Valdir de Meneses Bateira Riskam, CEG, Ulisboa/FLUP/UP
  • Edilson Pissato Universidade de São Paulo
  • Tiago D. Martins Universidade Federal de São Paulo
  • Bianca Carvalho Vieira Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia

DOI:

https://doi.org/10.11606/rdg.v0ispe.144537

Palavras-chave:

Movimentos de Massa, Morfologia, Caraguatatuba, Serra do Mar

Resumo

O objetivo deste artigo foi definir a suscetibilidade a escorregamentos rasos do munícipio de Caraguatatuba a partir da análise estatística de parâmetros morfológicos. Para a confecção dos mapas morfológicos de curvatura, aspecto, elevação e ângulo de encosta foi utilizado o SRTM de 30 m. A partir disso, foi realizada uma análise estatística bivariada, baseada no valor informativo. Tal índice é responsável por relacionar classes morfológicas e cicatrizes de escorregamentos de eventos passados. Os resultados mostraram que determinadas classes morfológicas tendem a ser mais suscetíveis do que outras a ocorrência do processo, de maneira que se obteve uma taxa de acerto de 78% do mapa final de suscetibilidade. Desta maneira, foi possível verificar preliminarmente as classes preferenciais para ocorrência de escorregamentos na área, tornando importante a continuação dos estudos sobre o tema por meio da incorporação de outros parâmetros condicionantes de escorregamentos, como por exemplo a geologia.

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Biografia do Autor

Helen Cristina Dias, Universidade de São Paulo

Mestranda no Programa de Pós - Graduação em Geografia Física da Universidade de São Paulo, possui graduação no curso de Bacharelado em Geografia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e no curso de Licenciatura Plena em Geografia pela Faculdade de Educação, ambas na Universidade de São Paulo. Realizou estágio no Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC-SP). Foi bolsista de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e atualmente faz parte do Programa Novos Talentos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).Tem interesse na área de Geociências, com ênfase em Geografia Física.

Carlos Valdir de Meneses Bateira, Riskam, CEG, Ulisboa/FLUP/UP

Possui Doutoramento em Geografia Física apresentado à Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal), em 2002. Atualmente é Professor Associado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Investigador do grupo Riskam do Centro de Estudos Geográficos do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território. Tem experiência na área de Geografia, com destaque em Geografia Física, tendo como principais áreas de atuação/investigação: Riscos e dinâmicas naturais. Os temas específicos relacionam-se com os Movimentos de Vertente, Cartografia de Riscos Naturais; Geografia Física, Ordenamento do Território e Estudos Ambientais; Sistemas de Informação Geográfica e modelação espacial em Riscos e Proteção Civil.

 

Edilson Pissato, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Geologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado e doutorado em Engenharia Mineral pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, departamento de Engenharia de Minas. Atualmente é Professor Doutor no Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Exerce as atividades de pesquisa e ensino direcionadas à área de Geologia de Engenharia, com ênfase em cartografia geotécnica, estabilidade de taludes em solo e rocha e caracterização de maciços. Responsável pelas disciplinas: Geologia de Engenharia, Metodologias de Mapeamento Geotécnico, Geologia e Urbanização e Cartografia Geotécnica (Pós-graduação).

Tiago D. Martins, Universidade Federal de São Paulo

Professor Adjunto (UNIFESP). Doutor em Geografia (UFPR), com estágio (sanduíche) no Department of Earth and Space Sciences (ESS), na University of Washington. Graduação em Geografia pela UEPG (2001), Especialização em Análise Ambiental pela UEL (2004) e Mestrado em Geografia pela UFPR (2008); Experiência em SIG/GIS aplicado a pesquisas/projetos em Geomorfologia, Geomorfometria, Movimentos de Massa, Hidrografia e Análise Ambiental.

Bianca Carvalho Vieira, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia

Possui Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrado e Doutorado na área de Organização e Gestão Ambiental pelo Programa de Pós Graduação em Geografia da UFRJ. Desde 2005 é professora Doutora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Foi Pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do estado de São Paulo onde atuou no mapeamento de áreas de riscos a inundação e deslizamentos.Foi Professora do Departamento de Geografia da UNESP- Campus Ourinhos. É vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da USP. Foi membro da Diretoria da União da Geomorfologia Brasileira entre 2004 e 2012 e do Comitê Executivo da International Association of Geomorphologists (IAG) entre 2009 e 2013. Recebeu em 2009 o primeiro prêmio Jean Tricart do Grupo Francês de Geomorfologia durante a 7th International Conference on Geomorphology. É Coordenadora do Geomorphological Hazards Working Group da IAG desde 2015.

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Publicado

2018-09-09

Como Citar

Dias, H. C., Bateira, C. V. de M., Pissato, E., Martins, T. D., & Vieira, B. C. (2018). Avaliação da Suscetibilidade a Escorregamentos Rasos com Base na Aplicação de Estatística Bivariada: Resultados Preliminares. Revista Do Departamento De Geografia, (spe), 34-42. https://doi.org/10.11606/rdg.v0ispe.144537

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