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Crítica à teoria dos stakeholders como função-objetivo corporativa

Alexandre Di Miceli da Silveira, Claudia Emiko Yoshinaga, Paulo da Rocha Ferreira Borba

Resumo


No cerne das discussões sobre a concepção de modelos de gestão e de governança corporativa estão questões básicas que precisam ser respondidas por qualquer corporação, tais como: qual a função da empresa? Quais devem ser os critérios para a tomada de decisão e a avaliação de desempenho? Duas funções-objetivo da corporação destacam-se na literatura de Administração de empresas: a teoria da maximização da riqueza dos acionistas e a teoria de equilíbrio dos interesses dos públicos afetados pela companhia (stakeholders). O presente trabalho aborda de maneira crítica a teoria dos stakeholders, apresentando suas origens, conceitos, aspectos positivos e negativos e comparando-a com a teoria da maximização da riqueza dos acionistas. A análise expõe fragilidades conceituais da teoria dos stakeholders, que levam à consideração da teoria da maximização da riqueza dos acionistas como a função-objetivo da corporação mais robusta conceitualmente para o alcance de maior bem-estar social, a maximização da produtividade e eficiência da companhia e uma melhor avaliação do desempenho dos administradores.

Palavras-chave


Teoria de equilíbrio dos stakeholders;maximização da riqueza dos acionistas;governança corporativa;modelos de gestão;função-objetivo da corporação

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DOI: http://dx.doi.org/10.5700/issn.2177-8736.rege.2005.36508

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