Instruções para a boa escrita da história na Espanha (séculos XVI – XVII)

Palavras-chave: Escrita da história, Espanha, séculos XVI e XVII

Resumo

Entre os séculos XVI e XVII, o saber histórico é enriquecido, na Espanha, não apenas com a escrita de crônicas que reportam as novidades relativas ao Novo Mundo, mas também com tratados elaborados com a finalidade de prescrever regras e diretrizes para a promoção de uma escrita correta e apurada sobre o passado. Tendo em vista que as crônicas não deixam de expor em seus prólogos e dedicatórias conselhos a respeito da boa maneira de registrar os acontecimentos, o objetivo deste artigo é analisar esses dois gêneros, a fim de examinar em que medida ajudaram a fixar um mesmo saber a respeito da escrita da história. Em outras palavras, partindo, tanto de crônicas como a Historia de las Indias (1561), do frei Bartolomé de Las Casas, em que o prólogo é utilizado como suporte para a defesa de seus objetivos, quanto de tratados que seguiram um roteiro semelhante ao Genio de la história (1650), do frei Jerónimo de San José, a proposta deste trabalho é examinar o modo pelo qual letrados espanhóis dessa época dissertaram sobre o seu ofício.

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Biografia do Autor

Maria Emília Granduque José, UNESP - campus Franca

Doutora em História Cultural pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e pós-doutoranda em História pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita” – Unesp campus de Franca com bolsa da Fapesp (processo 2017/22523-6). Membro do projeto temático “Escritos sobre os Novos Mundos: uma história da construção dos valores morais em língua portuguesa”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, (processo 2013/14786-6) e do Laboratório de Estudos Americanos – LEA da Unicamp. Autora do livro A Malinche dos cronistas (Prismas, 2016) e de estudos que versam sobre a história da América colonial e da cultura ibero-americana.

Publicado
2019-09-03
Seção
Artigos

Dados de financiamento