Ornamental horticulture in the 19th century: a symbolic language of social distinction in the context of European imperialism

Authors

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2025.225637

Keywords:

ornamental horticulture, 19th century, social distinction, imperialism, symbolism

Abstract

This article aims to elucidate the way in which ornamental horticulture gained centrality in the 19th century among the nobility and wealthy bourgeoisie in European countries that sought to expand their empires overseas, acting as a powerful symbolic language of social distinction. The acquisition of plants considered rare and exotic, mainly from the tropics, combined with the ideals of Romanticism, opened space for the rooting of tastes, behaviors and sensibilities, initially among elite groups who spent veritable fortunes on the purchase and cultivation of species that began to appear in collections, many of which were kept in heated glasshouses on properties located in the countryside or in the city. In this scenario, horticulturists, particularly English, French and Belgian, played a prominent role, because, in addition to financing plant collectors on expeditions to tropical regions overseas and becoming owners of successful commercial establishments, they edited and published specialized magazines that pointed out preferences and celebrated species that were thus sold as highly valued goods.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Alessandra El Far, Universidade Federal de São Paulo

    Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP e Professora Associada do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo.

References

Fontes

Almanach do jardineiro para 1896. Por um amador. Lisboa: Imprensa Libiano da Silva, 1896.

ALMEIDA, Júlia Lopes de. Jardim florido. Rio de Janeiro: Editora – Livraria Leite Ribeiro, 1922.

BOIS, Désiré. Les plantes d’appartement et des plantes de fenêtres. Paris: Libraire J.-Baillière et Fils, 1891.

BOIS, Désiré. Les orchidées. Manuel d’amateur. Paris: Libraire J.-Baillière et Fils, 1893.

BREYNER, Luiz de Mello. Catálogo geral de orquídeas em cultura no Jardim Real do Paço da Ajuda. Belém: Typopgraphia Belenense, 1881.

D’AMORIM, Joao Ferraz Ozorio. Prognostico Curioso ou Guia Astronomica. Lisboa: Officina de Antonio Gomes, 1793.

D. PEDRO V. Escritos de El-Rei D. Pedro V. Coligidos e publicados pela Academia de Sciencias de Lisboa, vol. 1, Coimbra: Imprensa da Universidade, 1923.

FRANCEZ JR., Damião. Lunario Lusitano ou Novo Guia de Lavradores, Hortelões, Jardineiros, Pescadores, e Caçadores. Porto: Officina de Antonio Alvarez Ribeiro, 1806.

GOETHE, Johann Wolfgang. As afinidades eletivas. Lisboa: Relógio D’Água, 1999 [1809].

JUNIOR, Oliveira. Notícia sobre As Araucárias cultivadas em Portugal. Porto: Typographia de Freitas Fortuna, 1873.

JUNIOR, Oliveira. A estufa de orquídeas de B. S. Williams - Londres. In: Jornal de horticultura prática, Porto, 1881.

JUNIOR, Oliveira Duarte. O jardim na sala. Porto: Typ. Bartholomeu H. de Moraes, 1876

KARR, Alphonse e DELORD, Taxile. Botânica e Horticultura das Damas. In: A vida das flores. vol. 1 e 2. Lisboa: David Corazzi – Editor, 1884.

LEMAIRE, Charles. Nouvelles variétés de Fuchsias (Hybrides). In: L’Illustration Horticole, Gand, vol. 11, 1864.

LOUREIRO, José Marques. Crônica. In: Jornal de Horticultura Prática, Porto, 1870.

PUYDT, Paul-Émile de. Les orchidées. Histoire iconographique. Paris : J. Rothschild, éditeur., 1880.

RASPAIL, M. Curso elementar d’agricultura e d’economia rural. Vol. IV - Dos jardins. Traduzido e anotado por A. J. de Figueiredo e Silva. Lisboa: Imprensa Nacional, 1842.

REIS, A. Batalha; JUNIOR, Oliveira Duarte. O campo e o jardim. Porto: Typographia Luso-Britannica, 1873.

ROSSIGNON, Julio. Manual do jardineiro e do arboricultor ou Arte de compor, dirigir e adornar toda a sorte de jardins. Paris: Livraria de Vva J.-P. Aillaud, Guillard e Cia. 1866.

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Cartas sobre os elementos de Botânica. Escritas a uma senhora, Lisboa: Tipografia do Arco do Cego, 1801.

SOUZA, Antonio de. Repertorio ou Lunario e Prognostico Diario. Lisboa: Typographia de R. D. Costa, 1832.

WILLIAMS, Benjamin Samuel; WILLIAMS, Henry. The Orchid grower’s manual. London: Victoria and Paradise Nurseries, 1894.

Bibliografia

BOGAERT-DAMIN, Manne-Marie. L’illustration des revues d’horticulture en Belgique au XIXe siècle. In: In Monte Artium: Journal of Royal Library of Belgium, Bruxelles, n. 7, 2014, p. 155-176. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/288079184_L’illustration_des_revues_d’horticulture_en_Belgique_au_XIX_e_siecle. Acesso em 29 nov. 2024. doi: 10.1484/J.IMA.5.103290 .

BOURDIEU, Pierre. A distinção: uma crítica social da faculdade do juízo. Lisboa: Edições 70, 2010 [1979].

BOURDIEU, Pierre; DELSAUT, Yvette. O costureiro e sua grife: contribuição para uma teoria da magia. Tradução Maria das Graças Jacintho Setton. In: Educação em revista. Belo Horizonte, n. 34, 2001 [1975]. Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/44664/36762>. Acesso em 29 nov. 2024.

DEAN, Warren. A botânica e a política imperial: introdução e adaptação de plantas no Brasil colonial. São Paulo: IEA-USP, 1992, p. 1-20. Disponível em: <http://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/deanbotanicaimperial.pdf>. Acesso em 29 nov. 2024.

DOURADO, Guilherme Mazza. Belle Époque dos jardins. São Paulo: Editora Senac, 2011.

EL FAR, Alessandra. A linguagem sentimental das flores e o namoro às escondidas no Rio de Janeiro do século XIX. São Paulo: Editora Unesp, 2022.

ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1995.

HALL, Catherine. Lar, doce lar. In: ARIÉS, Philippe; DUBY, Georges. História da vida privada: da revolução à grande guerra. vol. 4, Porto: Edições Afrontamento, 1990 [1987].

HIX, John. The glasshouse. London: Phaidon Press, 1996.

KURY, Lorelai. Plantas sem fronteiras: jardins, livros e viagens. Séculos XVIII-XIX. In: KURY, Lorelai (org.). Usos e circulação de plantas no Brasil. Séculos XVI-XIX. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio, 2013.

MARREY, Bernard; MONNET, Jean-Pierre. La grande histoire des serres et des jardins d’hiver. France 1780-1900. Paris : Graphite, 1984.

MAGALHÃES, Rejane Mendes Moreira de Almeida. Rui Barbosa na Vila Maria Augusta. Rio de Janeiro: Ministério da Cultura/Fundação da Casa de Rui Barbosa, 1994.

PRATT, Mary. Olhos do império. Relatos de viagem e transculturação. Bauru: Edusc, 1999.

PERROT, Michelle. Maneiras de habitar. In: ARIÉS, Philippe; DUBY, Georges. História da vida privada: da revolução à grande guerra. vol. 4. Porto: Edições Afrontamento, 1990 [1987].

ROUSSEAU, Jean-Jacques. In: MORETTO, Fúlvia (org.). Os devaneios do caminhante solitário. Brasília: Editora UnB, 1991.

SILVA, Eduardo. As camélias do Leblon e a abolição da escravatura. São Paulo: Companhia das letras, 2003.

SILVA, Valéria Mara da. Educando homens para educar plantas: orquidofilia e ciência no Brasil (1937-1949). Tese de doutorado, história. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013.

STOLS, Eddy. A flora brasileira e os naturalistas e horticultores belgas no século XIX. In: Revista de História. Vol. 44, n. 89, 1971, p. 155-171. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/131323/127717>. Acesso em 29 nov. 2024. Doi: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.1972.131323.

WULF, Andrea. A invenção da natureza. Lisboa: Temas e Debates, 2022.

Published

2025-03-12

Issue

Section

Articles

How to Cite

EL FAR, Alessandra. Ornamental horticulture in the 19th century: a symbolic language of social distinction in the context of European imperialism. Revista de História, São Paulo, n. 184, p. 1–26, 2025. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.rh.2025.225637. Disponível em: https://revistas.usp.br/revhistoria/article/view/225637.. Acesso em: 2 jan. 2026.

Funding data