Cartografias do levante

  • Márcia Sandoval Gregori Universidade de São Paulo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Palavras-chave: Cartografia, Representação, Levante, Contra-dispositivo, Dispositivo

Resumo

O artigo tem como objetivo refletir sobre a prática cartográfica como possibilidade de ação política revolucionária e insurgente. Entende-se a cartografia tradicional e seus mapas como representações dominantes, dispositivos engendrados por relações de poder. A cartografia do levante, por sua vez, é compreendida como uma prática de desativação desses mecanismos de controle e captura para transformá-los em contra-dispositivos, em atuação transformadora, profanadora. A partir de imagens feitas pela pesquisadora busca-se analisar como essa fazer pode se inserir em cartografias do levante.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Márcia Sandoval Gregori, Universidade de São Paulo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Pós-doutoranda na FAU-USP, doutora pela FAU- Mackenzie.

Referências

BARBOSA, Ana Gabriela Leirias. Criações poético-espaciais: cartografias e práticas artísticas contemporâneas, 2014. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo.

BOURDIEU, Pierre. Espaço físico, espaço social e espaço físico apropriado. In: Estudos Avançados, vol. 27, nº 79, Instituto de Estudos Avançados, 2013. P133-144.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano – Vol. 1 Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 2014.

CHARTIER, Roger. A história cultural: Entre práticas e representações. Lisboa: Difel/ Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs. Vol.1. São Paulo: 34, 1995.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Cascas. São Paulo: 34, 2017.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução e organização de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 2010.

GUATTARI, Félix. A restauração da cidade subjetiva. In: Caosmose: Um novo paradigma estético. São Paulo: Editora 34, 1992. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão.

HARLEY, John Brian. A nova história da cartografia. O correio da UNESCO. Nº 8, ano 19. Brasil, ago. 1991, p.4-9.

HARLEY, John Brian. Mapas, saber e poder. In: GOULD, Peter e BAILLY, Antoine. Le pouvoir des cartes et la cartographie. Paris: Antropos, 1995, p. 19-51. Traduzido por Mônica Balestrin Nunes.

MANIFESTO Internacional situacionista. Internacional Situacionista nº 4. 1960.

MBEMBE, Achille. Necropolítica. Revista do ppgav/eba/ufrj nº 32, dez. 2016, p.123-151.

MESQUITA, André Luiz. Mapas dissidentes: Proposições sobre um mundo em crise (1960-2010). 2013.Tese (Doutorado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

NATARAJAN. Swaminathan. Os chocantes relatos dos Sonderkommandos, judeus forçados a trabalhar nas câmaras de gás do holocausto. BBC News Brasil, 24 jan. 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51230256 Acesso em: 15 mar. 2020.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2017.

Publicado
2020-05-31
Como Citar
Gregori, M. (2020). Cartografias do levante. Revista ARA, 9(9), 145 - 170. https://doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v9i9p145-170