Archives

  • Revista ARA 18 YMÃ MUSEUMS_OPENINGS_SWAPS
    Vol. 18 No. 18 (2025)

    MUSEUMS_OPENINGS_SWAPS, viewed as an integrated and non-conclusive expression,
    suggests questions about the formation of collections and about the criteria for
    conservation of tangible and intangible heritage, based on research into their
    origins and potential meanings. It evokes curatorial and exhibition design processes capable of
    sensitizing consciences, inciting debates, and overturning certainties.

  • ARA PYAU - Fascículo 1
    Vol. 17 No. 17 (2024)

    A edição da ARA 17 PYAU, prevista para a primavera e o verão de 2024, tem formato peculiar: será subdividia em dois  fascículos. O fascículo 1 com a publicação do Dossiê GMP e do Caderno Especial em Homenagem à Vida de nosso editor Luiz Recamán, e o  fascículo 2, que será publicada em março de 2025, com os artigos submetidos e aprovados pelos pareceristas.

  • Experiência Sintoma Fresta
    Vol. 10 No. 10 (2021)

  • ARA 6 YM˜Ã Curadoria, Argumento, Fricção.
    Vol. 6 No. 6 (2019)

    Entre argumentos [pesquisa, comunicação, educação, público, sociedade] talvez, se estabeleça o fazer curatorial.

    Entre fricções [coleção, exposição, mediação, gestão, profissão] talvez, se manifeste o curador.

    Aquela função e aquele sujeito, detentores de uma funcionalidade moderna, que desenvolvem projetos relacionados à elaboração de campos teóricos e reflexivos acerca das manifestações artísticas e seus processos.

    O curador (comissário ou conservador) pode atuar em galerias de arte, museus, centros culturais e instituições afins e se define como o responsável pela concepção, ordenação, montagem e supervisão de uma exposição ou da amostragem de acervos e conjuntos artísticos, culturais e documentais. Geralmente considerado especialista, transita entre conceitos de linguagem, arte, história, filosofia e estética.

    Da origem latina, curador [o sujeito: tutor] e curadoria [o substantivo: tutoria técnico-administrativa] fundem-se e se fundamentam na ação de comunicar, conservar e preservar obras artísticas e patrimoniais – materiais e imateriais, entre natureza, homem e cultura.

    Essa consciência funcional e profissional teve seu surgimento em meados do século XX e adquiriu, no breve período de sua existência, significativa presença e relevância para a concepção de exposições.

    Dos argumentos às fricções, o exercício dessa atividade tem por objetivo determinar o conteúdo da exposição, normalmente obtido por meio de agrupamentos e articulações de semelhanças ou diferenças perceptivas ou conceituais que as obras possam revelar. Para isso, geralmente determina-se um conceito ou tema, a partir do qual, funcionando como um fio condutor, elabora-se procedimentos para obtenção de uma unidade – ou, idealmente, a sua ordenação.

    Mais do que cuidar e preservar, a curadoria deve apresentar argumentos e promover as suas fricções entre diferentes artefatos – obras de arte, objetos, documentos e toda sorte de materialidades e tecnologias – e diversificados públicos, em ambientes e espaços sociais.

    A inerente demanda de articulação, vinculada ao curador e à curadoria, requer aguda multidimensionalidade: antevisão e planejamento, seleção e combinação, averiguação de mérito e medição de valor, exposição e mediação, comunicação e educação, arte e cotidianidade, patrimônio!

    Decisões curatoriais exigem escolhas e renúncias, orientadas por concepções (limitadas) e seus recortes (aparentemente ilimitados).

    Assim, a curadoria deveria proporcionar um diálogo tensional entre os artefatos expositivos e os conceitos neles encapsulados, responsabilizando-se por supervisionar a montagem da exposição, sua manutenção, a elaboração de textos de apresentação e divulgação, a fim de propiciar maior visibilidade e proximidade entre as obras e o público.

    A curadoria, em sua concepção, deveria requerer: investimento criativo; inteligência relacional, capacidade de compartilhamento com artistas e público; conhecimentos artísticos, técnicos e culturais; pró-atividade em projetos infraestruturais.

    A curadoria, então, deveria desempenhar um imprescindível papel na produção e na gestão cultural contemporânea, ao configurar: diversidades culturais, diversidades de públicos, diversidade de entendimentos, vozes, formas, pensamentos; intensas relações entre o público e o privado, entre o bem de todos e as novas formas de privatização; distribuição universal dos bens culturais como elementos fundamentais da expansão das práticas e consciências de linguagem; circulação de conhecimentos em arte e da produção simbólica como motor de sustentabilidade e mudanças na cidadania. Tudo para promover díspares visões e possibilitar novas formas de conhecimento – do não-verbal ao verbal.

    No passado clássico, em O Simpósio, Platão declarou que beleza é ordem.

    Seria esse, então, o fundamental empenho da curadoria, no presente?

    Mas, como dar ordem ao contemporâneo pautado pela alucinante geração, circulação e interpretação de dados e, tão agudamente compreendido pelas fenomênicas artísticas contemplativas, interacionistas, interativas? Tudo ao mesmo tempo?

    Ordem seria, então, a ideia de inteligibilidade?

    Seria, desse modo, a tarefa do curador e da curadoria, com seus argumentos, promover fricções! Nos sentidos e nos pensamentos! Dar nova ordem, para nos depararmos com novas e outras belezas?

    REFERÊNCIAS

    Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas – ANPAP. Regimento: Artigo 25º; 2013.

    Conselho Internacional de Museus – ICOM. Conceitos-chave da Museologia; 2013. Fundação Nacional de Arte – FUNARTE. http://www.funarte.gov.br/

  • ARA PYAU 5 Primavera+Verão Configurações: Entre Limites e Indeterminação
    Vol. 5 No. 5 (2018)

    Semester Journal of the Research Group Museum / Heritage

    University of Sao Paulo

    Faculty of Architecture and Urbanism

    Research Group Museum / Heritage

    ARA Journal

    ISSN 25258354