Aspectos epidemiológicos e gastos em saúde por demências no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i6p563-567

Palavras-chave:

Demência, Idosos, Diagnóstico, Promoção da saúde

Resumo

O envelhecimento em nosso país ocorre de forma progressiva. A demência é uma síndrome que se caracteriza pelo declínio cognitivo. O objetivo do estudo foi traçar os aspectos epidemiológicos e descrever os gastos em saúde por demências no Brasil. Trata-se de um estudo transversal, descritivo de abordagem quantitativa que utilizou dados sobre demência em 2018 a partir de fonte secundária do Ministério da Saúde. Os dados coletados foram sexo, idade, registros do número de autorização de internação hospitalar, valores por internamento, dias de internação, número de óbitos e taxa de mortalidade. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel 2010 e apresentados por meio da estatística descritiva. Ocorreram 8.663 internações hospitalares por demências no Brasil, no âmbito do Sistema Único de Saúde. A maioria era do sexo masculino, 52,4%. A soma dos valores pagos por atendimentos de todas essas internações hospitalares foi de R$ 14.762.523,68 e o valor gasto por serviço hospitalar total foi de R$ 13.619.466,40. Quanto aos óbitos devidos à demência no Brasil, foi de 275 e a taxa de mortalidade foi de 9,51. Os valores de internação descritos no estudo refletem o montante elevado financeiro disposto para síndromes demenciais, tanto em internações, quanto em gastos com atendimentos. Os valores apesar de expressivos refletem parcialmente a realidade, uma vez que nem todos os casos são notificados pelos profissionais e instituições. Fica assim evidente a necessidade de incentivos à programas públicos com referência à síndrome demencial, objetivando o diagnóstico adequado, tratamento e cuidados e a busca por redução de custos.

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Biografia do Autor

Marcelo Zalli, Universidade do Vale do Itajaí

Médico, Residência Médica em Neurologia pelo Hospital Municipal São José, Joinville/SC; Professor Neurologia do curso de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI); Neurologista Clínico do Centro Médico Madrid e Neurogrupo; Chefe de Serviço Neurologia do Hospital Unimed Litoral, Balneário Camboriú/SC; Pós Graduado em Demências e Doenças Neurocognitiva, Unyleya/Port.

Henrique Orefice Farah, Universidade do Vale do Itajaí

Acadêmico de medicina da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Mateus Dias Antunes, Centro Universitário de Maringá

Possui graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário de Maringá (2015). Mestrado em andamento em Promoção da Saúde pelo Centro Universitário de Maringá (Bolsista CAPES) e Especialização em andamento em Exercício Físico e Reabilitação do Idoso pela Faculdade Metropolitana de Maringá. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Promoção da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: Idoso, Promoção da Saúde, Atividade Física e Envelhecimento.
Atua como revisor dos seguintes periódicos:  Archives of Gerontology and Geriatrics,  Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento, Fisioterapia em Movimento,  Fisioterapia Brasil, Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Revista Saúde e Pesquisa, Revista Inspirar, Conexão ciência (Online), Saúde (Santa Maria), Revista de Atenção a Saúde, Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR (Impresso), Educação Física em Revista (Brasília),  Barbarói (UNISC), Investigação (UNIFRAN).

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Publicado

2020-12-20

Como Citar

Zalli, M., Farah, H. O., & Antunes, M. D. (2020). Aspectos epidemiológicos e gastos em saúde por demências no Brasil. Revista De Medicina, 99(6), 563-567. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i6p563-567

Edição

Seção

Artigos/Articles