Política externa do Brasil desde a redemocratização: evolução, mudanças e perspectivas futuras

Autores

  • Eiiti Sato Universidade de Brasília. Instituto de Relações Internacionais

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2020.180231

Palavras-chave:

Política externa brasileira, Redemocratização no Brasil, Multilateralismo, Regionalismo

Resumo

Este ensaio tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre as perspectivas do Brasil no cenário internacional. O ensaio faz um balanço resumido da política externa brasileira após os governos militares revelando que os sucessivos governos eleitos pelo voto desde 1989 procuraram estabelecer prioridades e objetivos na política externa presumivelmente baseados na busca por uma coerência entre as demandas internas e as mudanças em curso no cenário internacional. Apesar de tudo, o pouco dinamismo na ordem interna e a ausência de uma visão mais orgânica e estruturada da nação no cenário internacional têm comprometido o desempenho do país tanto em termos econômicos quanto político. A conclusão é que os dados mostram que a estagnação tem sido a nota marcante da relevância do Brasil no cenário internacional tanto em termos regionais quanto globais. O ensaio é dedicado a Amado Luiz Cervo, notável professor de política externa brasileira na Universidade de Brasília, que agora completa oito décadas de uma vida produtiva e inspiradora.

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Biografia do Autor

Eiiti Sato, Universidade de Brasília. Instituto de Relações Internacionais

Eiiti Sato é professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (IREL/UnB). Foi Diretor do IREL/UnB de 2006 a 2014. Foi Chefe da Assessoria Internacional da UnB (2014-2016). Foi o primeiro Presidente da Associação Brasileira de Relações Internacionais – ABRI (2005-2007). Tem ministrado regularmente cursos sobre Economia Política Internacional e Política Internacional, Teoria e História.

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Publicado

2020-12-29

Como Citar

Sato, E. . (2020). Política externa do Brasil desde a redemocratização: evolução, mudanças e perspectivas futuras. Intelligere, (10), 70-90. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2020.180231