Revisitando a Escola Inglesa – da velha via média das Relações Internacionais à nova escola inglesa

Autores

  • Raquel de Caria Patrício Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2020.180232

Palavras-chave:

Escola Inglesa, Sociedade internacional, Instituições internacionais, Hedley Bull, Martin Wight, Nova escola inglesa

Resumo

Este artigo procura posicionar a Escola Inglesa na via intermédia entre o Realismo e o Idealismo, focando-se no pensamento de Hedley Bull e Martin Wight, e analisar a evolução da Escola Inglesa após o derrube do muro de Berlim, quando novas problemáticas foram agregadas ao estudo da sociedade internacional e das instituições internacionais. Pretende-se ainda demonstrar como a Escola Inglesa, fundada nas normas e nos padrões regulares de comportamento, é uma grande influência para a abordagem construtivista.  Frente a estas realidades, surge a grande pergunta de partida: por que razão, apesar dos estudos de Hedley Bull e de Martin Wight sobre a sociedade internacional e as instituições internacionais, a Escola Inglesa se manteve, à época, marginalizada frente à Escola Norte-Americana de Relações Internacionais?, a qual origina objetivos, alguns dos quais já mencionados, e hipóteses de trabalho, que serão alcançados e comprovadas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raquel de Caria Patrício , Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Doutora em Relações Internacionais pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (2005). Professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Universidade de Lisboa) desde 2007. Áreas de Pesquisa: Estudos Latinoamericanos, Política Externa Brasileira, União Europeia, Teoria das Relações Internacionais.

Referências

BROWN, Chris & AINLEY, Kirsten (2009) Compreender as Relações Internacionais. Gradiva: Lisboa.

BULL, Hedley (2002 [1977]) A Sociedade Anárquica. Imprensa Oficial do Estado-UnB-IPRI: São Paulo.

BULL, Hedley (1966) «The Grotian Conception of International Society». Diplomatic Investigations. George Allen & Unwin: London.

BUZAN, Barry (2012) «How Regions were Made and the Legacies for World Politics: an English School Reconnaissance». International Relations Theory and Regional Transformation. Pp. 22-48. Cambridge University Press: Cambridge.

BUZAN, Barry (2006) «Rethinking Hedley Bull on the Institutions of International Society». The Anarchical Society in a Globalizing World. Pp. 75-96. Palgrave Macmillan: New York.

BUZAN, Barry (2004) From International to World Society? English School Theory and the Social Structure of Globalization. Cambridge University Press: Cambridge.

BUZAN, Barry (2001) «The English School: an Underexploited Resource». IR Review of International Studies, Vol. 27, N. 3, 2001, pp. 471-488.

BUZAN, Barry & GONZALEZ-PELAEZ, Ana, (eds.) (2009) International Society and the Middle East: English School Theory at the Regional Level. Palgrave Macmillan: New York.

DONNELLY, Jack (2002) The Constitutional Structure of Ancient Greek International Society, paper presented at BISA Conference, London, December, 2002, 39p.

DOUGHERTY, James & PFALTZGRAFF, Robert (2003) Relações Internacionais – As Teorias em Confronto. Gradiva: Lisboa.

DUNNE, Tim (1998) Inventing International Society: A History of the English School. Saint Martin`s Press: New York.

FARIAS FERREIRA, Marcos (2007) Cristãos e Pimenta – a Via Média na Teoria das Relações Internacionais de Adriano Moreira. Almedina: Coimbra.

GEORGE, Jim (1994) Discourses of Global Politics: a Critical (Re)Introduction to International Relations. Boulder: Lynne Rienner.

HOLSTI, K.J. (2004) Taming the Sovereigns: Institutional Change in International Politics. Cambridge University Press: Cambridge.

KINGSBURY, Benedict (1999) «Grotius, Law, and Moral Scepticism: Theory and Practice in the Thought of Hedley Bull». Classical Theories of International Relations. Pp. 42-70. St. Martin`s Press: New York.

KRATOCHWIL, Friedrich (1989) Rules, Norms and Decisions: On the Conditions of Practical and Legal Reasoning in International Relations and Domestic Affairs. Cambridge University Press: Cambridge.

MAYALL, James (2000) World Politics: Progress and Its Limits. Polity Press: Maiden, USA.

MAYALL, James (1990) Nationalism in International Society. Cambridge University Press: Cambridge.

NARDIN, Terry (1998); «Legal Positivism as a Theory of International Society» in International Society: Diverse Ethical Perspectives. Pp. 17-35. Princeton University Press: Princeton.

RIEMER, Andrea K. & STIVACHTIS, Yannis A. (2002) «European Union’s Enlargement, the English School and the Expansion of Regional International Societies». Understanding EU's Mediterranean Enlargement: The English School and the Expansion of Regional International Societies. Peter Lang: Frankfurt.

STIVACHTIS, Yannis A. (2003) «Europe and the Growth of International Society: Anarchy More than Culture». Revista Global Dialogue, Vol. 5, N. 3-4, 2003, pp. 137-164.

WALTZ, Kenneth (2002 [1979]); Teoria das Relações Internacionais. Gradiva: Lisboa.

WIGHT, Martin (1985 [1946]) A Política do Poder. Editora Universidade de Brasília: Brasília DF.

WIGHT, Martin (1977) Systems of States. Leicester University Press: Leicester.

WILLIAMS, John (2006) «Order and Society». The Anarchical Society in a Globalized World. Pp. 13-34. Palgrave MacMillan: New York.

ZANG, Youngjin (2014) «Towards a Regional International Society: Making Sense of Regionalism in East Asia». Regions in International Society: The English School at the Sub-Global Level. Mazarik University, 2014, pp. 45-67. [Consultado em Dezembro de 2015] Disponível em www.globalpolitics.cz/en.

Downloads

Publicado

2020-12-29

Como Citar

Patrício , R. de C. . (2020). Revisitando a Escola Inglesa – da velha via média das Relações Internacionais à nova escola inglesa . Intelligere, (10), 140-161. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9020.intelligere.2020.180232