Arqueologia, comunidade, ancestralidade e outros assuntos para pensar a identidade quilombola

Autores

  • Fabio Guaraldo Almeida Universidade de São Paulo. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE/USP)
  • Michelle Borges Pedroso Universidade de São Paulo. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE/USP)
  • Sílvio Campos Associacao de Moradores do Galeao - Amega

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2020.163676

Palavras-chave:

Comunidade quilombola de Galeão, Arqueologia, Identidade, Ancestralidade, Comunidade

Resumo

O mote da IV Semana Internacional de Arqueologia Discentes MAE/USP girou entorno da pluralização de debates a partir de perspectivas que enfatizassem a preocupação com contextos sociais e culturais marginalizados pelas sociedades, pelos estudos, pelas instituições etc. A periferia se tornou centro e as discussões foram construídas a partir de problemas de sujeitos e contextos esquecidos e apagados. Assim, enfatizamos a importância de falar sobre os que estão às margens, mas mais ainda sobre a importância de deixar que eles mesmos falassem e de criar possibilidades para que suas vozes sejam ouvidas. A mesa "Arqueologias Quilombolas" promoveu o debate entre diferentes perspectivas e a presença de Silvio Campos, junto às demais pesquisadoras, confirma a urgência de repensarmos nossas estruturas universitárias hierárquicas. Nós precisamos promover e valorizar outras formas de produção de conhecimento e perceber que sempre temos muito a ensinar, mas temos muito mais a aprender com os outros. Silvio nos ensinou sobre sua comunidade a partir de suas narrativas, saberes e vivências. Depois de sua participação na mesa conversamos um pouco mais com ele sobre sua vida, sua comunidade e a Arqueologia. A entrevista que se segue apresenta alguns dos pontos por nós discutidos.

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Referências

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Schwartz, S. B. 2001. Escravos, roceiros e rebeldes. Trad. Jussara Simões. Bauru (SP): Edusc, 2001.

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Publicado

2020-06-30

Como Citar

Almeida, F. G., Pedroso, M. B., & Campos, S. (2020). Arqueologia, comunidade, ancestralidade e outros assuntos para pensar a identidade quilombola. Revista Do Museu De Arqueologia E Etnologia, 34(34), 194-205. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2020.163676