https://www.revistas.usp.br/revmae/issue/feed Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 2021-12-31T11:40:40-03:00 Maria Cristina Kormikiari revistamaeusp@gmail.com Open Journal Systems <p>A <strong>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia</strong> surgiu em 1991, substituindo três títulos extintos em decorrência da fusão das instituições ligadas à pesquisa nas áreas de Arqueologia e Etnologia: <strong>Revista Dédalo</strong>, <strong>Revista de Pré-História</strong> e <strong>Revista do Museu Paulista</strong>. É um periódico acadêmico destinado à publicação de trabalhos sobre Arqueologia, Etnologia e Museologia. Em 2016 a revista torna-se eletrônica, semestral e todos os números impressos foram digitalizados e disponibilizados em acesso aberto pelo <strong>Portal de Revistas USP</strong>.</p> https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163753 Por uma Arqueologia anti-colonialista: a ocupação Kayapó Meridional no Triângulo Mineiro e a colonização de guerra. 2020-08-09T23:35:59-03:00 Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardo thandryus@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O Projeto Quebra-Anzol realizou, nas últimas quatro décadas, pesquisas intensivas e sistemáticas de campo na região do Triângulo Mineiro, a fim de buscar estabelecer a história de longa duração da ocupação territorial Kayapó Meridional. Particularmente, o sítio Santa Luzia, localizado em Pedrinópolis/MG, representa o sítio lito-cerâmico mais antigo, com datações de cerca de 1830 ± 183 anos AP. A cultura material local revela o grande domínio da paisagem, bem como um grande adensamento populacional decorrente da agricultura. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, é possível contrapor o discurso colonialista, que ora justificou as então chamadas “guerras justas”, ora justificou outras formas de dominação, como os aldeamentos. A análise de documentos históricos, como legislação, cartas, ou mesmo levantamentos corográficos, juntamente com os dados arqueológicos, permite compreender a história de longa duração a partir de diversos momentos. Utilizando a agência dos objetos se realiza então um projeto de descentramento, do colonizador para o colonizado, dos portugueses para os indígenas. A</span><span style="font-weight: 400;"> Arqueologia se constitui como uma ciência de destruição, de morte, mas também de resistência de vida dos povos indígenas, que lutam ainda hoje diante de uma colonização que persiste, por exemplo, nas invasões de terras indígenas por latifundiários. Colonização esta que, sob o olhar não-colonial, não é nem de exploração e nem de povoamento, como aparece nos livros didáticos, mas sim de invasão, de guerra.</span></p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163773 “Todo poder ao povo preto”: diálogos sobre práticas colaborativas entre seres em lugares e tempos afrodiaspóricos 2020-08-10T00:07:17-03:00 Patricia Marinho de Carvalho patymarinho@yahoo.com.br Alice de Matos Soares alicematos097@gmail.com <p>Neste artigo apresentamos uma reflexão sobre experiências que vivenciamos no âmbito de um projeto de mobilidade acadêmica, direcionado para os estudos da diáspora africana. A partir de uma perspectiva alternativa, se privilegiou a colaboração e a inclusão de atividades para além daquelas oferecidas no espaço acadêmico do Museu e da Universidade. O planejamento e realização das atividades realizadas nos trinta dias da mobilidade representam uma alternativa teórico-metodológica, na formação de estudantes de arqueologia, cujo interesse acadêmico envolve contextos de diáspora africana. Essa experiência de “orientação colaborativa” é resultado não somente do entrelaçamento de nossas trajetórias acadêmicas, mas da nossa experiência afrodiaspórica de vida.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/188129 Fotogrametria na arte rupestre do sítio Templo dos Pilares, Alcinópolis-Mato Grosso do Sul 2021-07-05T00:10:06-03:00 Thaiane Coral Fernandes Lima thaianecoral@gmail.com Beatriz dos Santos Landa bialanda@uems.br <p>A Arte Rupestre permanece em perigo de desaparecimento, seja por parte de situações de impactos promovidos pelo meio ambiente que está inserida, como as alterações de temperaturas no interior dos abrigos e cavernas que provocam fraturas nas rochas, ou por fatores de interferência humana como no estado de MS devido a prática inapropriada da caça, acarretando degradação ambiental e destruição de bens de natureza arqueológica. Em razão do risco, precauções devem ser tomadas para que conhecimento possa ser produzido in situ e amostras analisadas em laboratório. Os avanços tecnológicos podem contribuir para a obtenção de parte considerável destes dados, através da combinação de softwares que gerem o processamento de imagens em 3D, que podem ser usadas das mais diversas maneiras. Este trabalho é o resultado de quationamentos levantados ao longo de pesquisa de mestrado realizada no sítio Templo dos Pilares, localizado no município de Alcinópolis-MS, cujo objetivo foi produzir e analisar dados de arte rupestre por meio de softwares computacionais através do método de fotogrametria. O procedimento possibilitou o processamento e a praticidade no manejo dos dados obtidos do sítio, e das análises produzidas no local, provando-se um método que contribui para a precisão das imagens em 3D, com vistas à conservação, preservação e valorização do patrimônio arqueológico do sítio.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163629 Variabilidade decorativa na cerâmica paulista colonial: influências e resistências 2020-08-09T23:03:51-03:00 Marcelo Rolim Manfrini manfrinimarcelo@gmail.com <p>As louças de barro produzidas e distribuídas na cidade de São Paulo durante seus primeiros séculos de fundação possuíam uma grande variabilidade de motivos decorativos que exploravam múltiplas variantes de técnicas incisas, entalhadas, escovadas, digitadas e aplicadas. Tais técnicas podem ser relacionadas a estilos já encontrados em tradições indígenas e/ou afrodescendentes que viriam a ser afetadas pelos efeitos da colonização européia. Estes estilos decorativos vêmsendo frequentemente associados a morfologias que não são tipicamente observadas nestas mesmas tradições, e sim em produções européias como xícaras, jarros e frigideiras. Com isso, se pode observar que há uma amalgamação cultural fruto de processos de domínio e resistência, que muitos pesquisadores vinculam a uma cultura mameluca em São Paulo. Pesquisas arqueológicas em contextos de Contato e da Diáspora frequentemente associam o uso de determinados estilos decorativos como formas de resistência cultural ante o domínio colonial europeu. Desta forma, buscamos explorar os motivos decorativos identificados nossítios arqueológicos Pinheiros 2, Casa do Bandeirante,e Casa Bandeirista do Itaim Bibi e procurar possíveis comparações com decorações indígenas ou afrodescendentes que possam nos oferecer dicas acerca das relações de poder na sociedade paulista e de como a resistência cultural pode ser observada na cerâmica local.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163678 A cerâmica wai wai: transformações e continuidades 2020-08-05T17:10:50-03:00 Cooni Wai Wai cooniww@gmail.com Camila Pereira Jácome camilajacome88@gmail.com <p>Este trabalho apresenta algumas reflexões sobre as transformações e continuidades técnicas do modo de fazer cerâmica das oleiras da etnia Wai Wai. O estudo de caso foi feito na aldeia Mapuera, situada no Rio Mapuera, afluente da margem direita do Rio Trombetas, no município de Oriximiná (PA). Através do levantamento e registro, vamos estudar a transformação ao longo do tempo, dos anos 40 (século XX) até os dias atuais, de como as mulheres de diferentes grupos, atualmente alcunhados de Wai Wai, fazem a cerâmica.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163758 Observações prévias sobre a malacofauna em alguns pequenos sambaquis do litoral sul de Santa Catarina 2020-08-09T23:38:26-03:00 José Heitzmann-Fontenelle zoodae@gmail.com Anderson Rogério de Oliveira Tognoli ar.tognoli@gmail.com Alexandro Demathe ademathe@gmail.com <p>Foi realizada a análise da malacofauna presente em seis pequenos sambaquis localizados em Jaguaruna-SC com idades entre 3080 e 580 anos AP (Eliza, Encruzo, Campo Bom I, Campo Bom II, Campo Bom III e Arroio da Cruz I). Foram identificadas 24 espécies de moluscos sendo 10 gastrópodes e 12 bivalves. &nbsp;pertencentes a 6 e 10 famílias respectivamente. Todas as espécies eram de ambiente marinho ou estuarino com exceção de duas espécies do caracol terrestre Megalobulimus. Constatou-se a existência de dois padrões distintos quanto à constituição da matriz malacológica dos sítios. Nos sambaquis mais antigos (Eliza e Encruzo) havia maior diversidade de espécies sendo a maioria procedentes de um paleoambiente lagunar e estuarino (Anomalocardia brasiliana, Phacoides pectinatus e Erodona mactroides) incluindo manguezal (Cassostrea brasiliana), com grande variação no tamanho intraespecífico e a ocorrência de indivíduos íntegros com as valvas fechadas. Nos sambaquis com datações mais recentes (Campo Bom I, II e III, e Arroio da Cruz I) havia a presença majoritária de espécies do litoral de mar aberto (Mesodesma mactroides e Donax hanleyanus) com maior uniformidade intraespecífica no tamanho, sendo que a matrix malacológica do Campo Bom II diferenciou-se pela ocorrência adicional de grandes indivíduos do bivalve Tivela zonaria e do gastrópode Pachycymbiola brasiliana, inferindo uma construção diferenciada. Este estudo reforçou a importância da avaliação da matriz malacológica em sambaquis como indicativo do paleoambiente e das opções culturais de seus construtores, bem como que a diversidade de espécies poderia sugerir um uso ou função distinta do sítio.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182981 Apresentação do Dossiê Katxuyana, Kahyana: perspectivas europeias sobre os povos (yanas) dos rios Cachorro e Trombetas, Oriximiná/ PA 2021-08-25T10:27:32-03:00 Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Denise Fajardo de.fajardo@gmail.com <p>Nesse texto que compõe a parte introdutória do Dossiê é feita uma apresentação do mesmo em termos do seu conteúdo, autores e finalidade.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182976 Um panorama acerca das publicações sobre os Katxuyana e outros Yanas 2021-08-25T10:46:41-03:00 Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Denise Fajardo denise@institutoiepe.org.br <p>Neste capítulo as organizadoras apresentam um panorama sobre as publicações que versam sobre os Katxuyana e outros Yana que vivem nas regiões dos rios Cachorro, Trombetas e adjacências. O recorte temporal da análise recai sobre as publicações a partir dos anos de 1900, embora apontem informações de publicações históricas anteriores. Com a apreciação destas obras, as organizadoras procuram destacar a ênfase temática dos textos, a depender do momento sócio-histórico, e destacam as principais contribuições dos pesquisadores sobre estes povos.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/183111 Sobre os Katxuyana e Kahyana 2021-03-12T12:41:24-03:00 Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Denise Fajardo denise@institutoiepe.org.br <p>Breve apresentação sobre quem são os Katxuyana e Kahyana no contexto dos demais povos/<em>yanas</em> histórica e atualmente vizinhos entre si, na região dos rios Cachorro e Trombetas, norte do Pará.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182931 O dossiê na perspectiva de lideranças Katxuyana e Kahyana hoje: ainda existimos, não desistimos, somos muitos yanas 2021-03-07T15:55:36-03:00 Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Angela Amanakwa Kaxuyana ymeriki.kaxuyana@gmail.com Mauro Mïkaho Tiriyó Katxuyana ymeriki.kaxuyana@gmail.com Juventino Pesirima Junior ymeriki.kaxuyana@gmail.com <p>Neste capítulo, Angela Amanakwa Kaxuyana, Mauro Mïkaho Tiriyó Katxuyana e Juventino Pesirima Junior, lideranças indígenas contemporâneas cujos antepassados ocuparam a região do rio Cachorro e Trombetas, na mesma época em que os textos em alemão foram produzidos, relatam suas perspectivas acerca deste Dossiê, apontando a contribuição desses registros históricos sobre seus antepassados, sua forma de viver, seus rituais, a diversidade de sua cultura material e, principalmente, a ocupação territorial. As lideranças percebem que os textos de Kruse, Polykrates e Detering, que compõem este volume, têm a marca de seu tempo, sobretudo porque apontavam uma preocupação em comum: a de que esses povos desapareceriam. Contradizendo tais previsões ao ultrapassarem inúmeras adversidades, esses povos (ou yanas), suas famílias e parentes persistiram em sua resistência e luta pela defesa de seus direitos territoriais e reconhecimento de suas culturas.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182935 Sobre os autores dos originais em alemão: Albert Kruse, Dascha Detering e Gottfried Polykrates 2021-03-07T18:25:07-03:00 Marcos Antonio de Almeida malmeida11@hotmail.com Roberto Soares de Oliveira apfrecife@gmail.com Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Astrid Keiffer-Døssing astridkieffer@gmail.com <p>Neste capítulo, foram reunidas as informações gerais sobre o frei Albert Kruse, autor de dois dos oito textos traduzidos no Dossiê; Gottfried Polykrates, que escreveu seis textos traduzidos neste volume; e Dascha Detering, a única mulher autora de um dos originais em alemão desta publicação.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182936 Sobre as revistas: Antropos; Baessler-Archiv; Ethnos; Folk; Provinzmagazin der Franziskaner von Nordbrasilien 2021-03-07T18:52:40-03:00 Joachim G. Piepke piepke@anthropos.eu Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Astrid Kiefeer-Døssing astridkieffer@gmail.com Marcos Antonio de Almeida malmeida11@hotmail.com Roberto Soares de Oliveira noticiassantoantonio@gmail.com <p>Neste capítulo do Dossiê, foram incorporados pequenos textos de diferentes autorias acerca das revistas e/ou jornais de divulgação científica que publicaram os originais em alemão que integram este volume, possibilitando uma contextualização mais profundada desses artigos.</p> <p> </p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182281 Sobre os índios Kaciana 2021-02-22T18:59:50-03:00 Albert Kruse revistamaeusp@gmail.com Ingrid Lenk revistamaeusp@gmail.com <p>Neste texto, Kruse apresenta algumas informações esparsas sobre os Katxuyana, denominados pelo autor como Kaciana, seguidas de uma lista de palavras recolhida na cidade de Óbidos/PA, no ano de 1931, junto a um informante katxuyana que estava então de passagem por aquela cidade.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/181447 Purá, o ser supremo dos índios Arikéna 2021-01-29T16:41:18-03:00 Albert Kruse revistamaeusp@gmail.com Laura Alves Prado revistamaeusp@gmail.com <p class="Standard">Esse texto consiste em um apanhado sucinto e geral sobre a história, mitologia e cultura dos Arikéna, no qual Kruse apenas organiza e reproduz, de forma literal, relatos obtidos junto a Arikéna Atití. Nesses relatos, Arikena conta sobre si mesmo, sobre as origens dos Arikena e sua história de contato com não-índios. Ao longo dos relatos, enfatiza informações de caráter mitológico, sobre Purá e Mu'ra, heróis criadores das diversas ‘tribos’ ou ‘yanas’ que segundo Atití faziam parte do povo Arikena em geral, bem como sobre a origem da mortalidade, da diversidade linguística entre as ‘tribos’ todas que menciona, assim como sobre a origem de todos os seres existentes. Trata ainda das regras de etiqueta, dos costumes e destaca aspectos da organização social e política dos Arikena.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182627 Uma visita aos índios do rio Trombetas 2021-02-27T20:19:33-03:00 Gottfried Polykrates revistamaeusp@gmail.com Marcelo Victor revistamaeusp@gmail.com <p>Sendo um dos produtos de um mapeamento etnográfico feito ao longo do rio Trombetas e afluentes, nesse texto de 1957, Polykrates trata de alguns aspectos da vida e cultura do povo Katxuyana, à época identificado como Kashuiéna, e autodenominado Uarikiana. Além de abordar o modo de vida e cultura material do povo visitado, Polykrates descreve a festa Kurínguri, a qual pode presenciar&nbsp; durante a sua visita a uma de suas aldeias no rio Cachorro. Neste relato de viagem também são mencionados os seguintes povos como então habitantes do rio Trombetas e vizinhanças: Kahiána (ou Kahianá), Tunajéna, Pianacotó.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182639 Segunda visita aos indígenas do rio Trombetas 2021-02-28T21:11:46-03:00 Gottfried Polykrates revistamaeusp@gmail.com Susana Kampft Lages revistamaeusp@gmail.com <p>Em nova vista aos índios Katxuyana, então nomeados Kashuiéna, desta vez em aldeia às margens do rio Trombetas, Polykrates busca investigar um aspecto em particular do final da Festa do Kurínguri, que consiste no banho coletivo que os convidados recebem com Harujukúru (feito à base de água e banana espremida). Busca então, em uma narrativa mítica que colheu durante essa visita, sobre Puetáretpo, alguma explicação para o significado dessa prática. Para além disso, tece hipóteses sobre as suas origens migratórias, supondo que tenham sido habitantes das margens do Amazonas, e menciona como possíveis ancestrais os seguintes nomes de povos: Orámiena, Tohiéna, Pauxys, Waríkiana.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182641 Alguns trabalhos em madeira dos índios Kashuiéna 2021-02-28T21:59:44-03:00 Gottfried Polykrates revistamaeusp@gmail.com Marcelo Victor revistamaeusp@gmail.com <p>Nesse artigo, publicado na Revista Folk, em 1960, Polykrates chama a atenção para a fabricação de objetos em madeira entalhada, por parte dos então nomeados de Kashuiéna (Katxuyana), objetos esses que o autor teria encontrado em uma aldeia às margens do rio Cachorro durante as visitas que fez aquele local (em 1957 e 1958). A partir de suas observações detidas sobre um bastão cerimonial e de duas tabuletas com acessórios, segundo ele para aspirar substâncias alucinógenas, nesse texto, Polykrates apresenta descrições e fotos sobre tais objetos e chama atenção para a importância de seu registro e aquisição pelo Museu Nacional de Copenhagem (Dinamarca), evitando-se assim o perigo da perda desses artefatos por eventual desuso por parte dos Katxuyana.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182643 Contribuição para o estudo antropológico, etnográfico e linguístico dos índios Kashuiéna, assim como fenômenos de aculturação 2021-02-28T22:38:12-03:00 Gottfried Polykrates revistamaeusp@gmail.com Sayuri Arakawa revistamaeusp@gmail.com <p>Texto baseado em visitas realizadas por Polykrates, nos anos de 1957 e 1958-59, aos chamados índios Kashuiéna (Katxuyana), moradores do rio Cachorro. Inicialmente, este autor aborda aspectos antropológicos, mais precisamente relacionados à antropologia física, na qual destaca aspectos da morfologia dos pés das pessoas, bem como da morfologia do corpo em geral e da aparência física dos moradores das aldeias visitadas. Ele também apresenta uma caracterização rápida do seu modo de vida e uma lista de palavras na língua local. Por fim, descreve algumas situações que, segundo o autor, revelam um rápido processo de aculturação atingindo o grupo visitado.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182695 Contribuição para a compreensão da religião e variações da cultura material dos índios Kashuiéna 2021-03-02T09:48:13-03:00 Gottfried Polykrates revistamaeusp@gmail.com Sayuri Arakawa revistamaeusp@gmail.com <p>Escrito em homenagem póstuma ao antigo diretor do Museu Goeldi (Walter Albergo Eglers), nesse texto Polykrates apresenta informações gerais não apenas sobre os índios então nominados como Kashuiéna, mas também traça um panorama dos demais povos e sua distribuição pelo interflúvio Trombetas-Mapuera-Nhamundá e fronteira com a então Guiana Inglesa. Em seguida descreve aspectos da vida ritual dos Kashuiéna, com base nas informações obtidas em suas estadias na região, diretamente com piases (pajés) desse grupo, e também discorre brevemente sobre alguns itens da cultura material e vestimentas (antigas e então em uso), de homens e mulheres, com ênfase nos estojos penianos masculinos e saias femininas (de fibras e de miçangas).</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182625 Trançados e técnicas de entretrançado dos índios Kaschuyana do Nordeste brasileiro 2021-02-27T20:39:59-03:00 Dascha Detering revistamaeusp@gmail.com Marcelo Moreira revistamaeusp@gmail.com <p>Neste artigo, a autora Dascha Detering faz um panorama descritivo e iconográfico de técnicas de entretrançado usadas pelos ameríndios Katxuyana a partir de seu estudo sobre o acervo do Museu de Arte Popular de Hamburgo (Alemanha). Relata que a estes dados complementou informações a partir de visita e estudo da coleção Kaschúyana, preservada no Museu Nacional da Dinamarca (Copenhagen). Outras informações, obteve através de conversas com G. Polykrates e de carta de Protásio Frikel. Nesse artigo a autora descreve detalhadamente etapas de confecção de diferentes artefatos cesteiros, como cestos, peneiras, abanadores e a base trançada para adorno plumário (cocar) tchimátchima<em>.</em> Ao final a autora aponta acelerado processo de “aculturação” dos Katxuyana e de outros grupos da região o que justificaria o trabalho com produtos de sua “cultura tradicional”.</p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182988 Guia de fontes: grafia da etnia, autores e obras 2021-03-08T20:41:03-03:00 Adriana Russi adri.russitm@gmail.com Denise Fajardo denise@institutoiepe.org.br <p>Tabela com guia de fontes de informação. </p> 2021-12-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista