Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia https://www.revistas.usp.br/revmae <p>A <strong>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia</strong> surgiu em 1991, substituindo três títulos extintos em decorrência da fusão das instituições ligadas à pesquisa nas áreas de Arqueologia e Etnologia: <strong>Revista Dédalo</strong>, <strong>Revista de Pré-História</strong> e <strong>Revista do Museu Paulista</strong>. É um periódico acadêmico destinado à publicação de trabalhos sobre Arqueologia, Etnologia e Museologia. Em 2016 a revista torna-se eletrônica, semestral e todos os números impressos foram digitalizados e disponibilizados em acesso aberto pelo <strong>Portal de Revistas USP</strong>.</p> Universidade de São Paulo. Museu de Arqueologia e Etnologia pt-BR Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia 0103-9709 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol> <li class="show">Os direitos são compartilhados pelos autores e pela revista;</li> <li class="show">Os A<span id="docs-internal-guid-98722293-3d57-2761-d416-6907f9455b3e">utores podem assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação&nbsp;inicial nesta revista.</span></li> <li class="show">Os Autores concordam que o trabalho esteja simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License</a>, que permite o compartilhamento do trabalho, sem usos comerciais ou derivações, com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">A Revista pode assumir&nbsp;contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada na revista (p. ex.: repositório institucional, bases de indexação bibliográfica, coletâneas de artigos), com reconhecimento de autoria e publicação&nbsp;inicial nesta revista.</li> </ol> <div> <div>&nbsp;</div> </div> Por uma Arqueologia anti-colonialista: a ocupação Kayapó Meridional no Triângulo Mineiro e a colonização de guerra. https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163753 <p><span style="font-weight: 400;">O Projeto Quebra-Anzol realizou, nas últimas quatro décadas, pesquisas intensivas e sistemáticas de campo na região do Triângulo Mineiro, a fim de buscar estabelecer a história de longa duração da ocupação territorial Kayapó Meridional. Particularmente, o sítio Santa Luzia, localizado em Pedrinópolis/MG, representa o sítio lito-cerâmico mais antigo, com datações de cerca de 1830 ± 183 anos AP. A cultura material local revela o grande domínio da paisagem, bem como um grande adensamento populacional decorrente da agricultura. </span><span style="font-weight: 400;">Assim, é possível contrapor o discurso colonialista, que ora justificou as então chamadas “guerras justas”, ora justificou outras formas de dominação, como os aldeamentos. A análise de documentos históricos, como legislação, cartas, ou mesmo levantamentos corográficos, juntamente com os dados arqueológicos, permite compreender a história de longa duração a partir de diversos momentos. Utilizando a agência dos objetos se realiza então um projeto de descentramento, do colonizador para o colonizado, dos portugueses para os indígenas. A</span><span style="font-weight: 400;"> Arqueologia se constitui como uma ciência de destruição, de morte, mas também de resistência de vida dos povos indígenas, que lutam ainda hoje diante de uma colonização que persiste, por exemplo, nas invasões de terras indígenas por latifundiários. Colonização esta que, sob o olhar não-colonial, não é nem de exploração e nem de povoamento, como aparece nos livros didáticos, mas sim de invasão, de guerra.</span></p> Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardo Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 132 148 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.163753 “Todo poder ao povo preto”: diálogos sobre práticas colaborativas entre seres em lugares e tempos afrodiaspóricos https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163773 <p>Neste artigo apresentamos uma reflexão sobre experiências que vivenciamos no âmbito de um projeto de mobilidade acadêmica, direcionado para os estudos da diáspora africana. A partir de uma perspectiva alternativa, se privilegiou a colaboração e a inclusão de atividades para além daquelas oferecidas no espaço acadêmico do Museu e da Universidade. O planejamento e realização das atividades realizadas nos trinta dias da mobilidade representam uma alternativa teórico-metodológica, na formação de estudantes de arqueologia, cujo interesse acadêmico envolve contextos de diáspora africana. Essa experiência de “orientação colaborativa” é resultado não somente do entrelaçamento de nossas trajetórias acadêmicas, mas da nossa experiência afrodiaspórica de vida.</p> Patricia Marinho de Carvalho Alice de Matos Soares Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 164 177 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.163773 Fotogrametria na arte rupestre do sítio Templo dos Pilares, Alcinópolis-Mato Grosso do Sul https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/188129 <p>A Arte Rupestre permanece em perigo de desaparecimento, seja por parte de situações de impactos promovidos pelo meio ambiente que está inserida, como as alterações de temperaturas no interior dos abrigos e cavernas que provocam fraturas nas rochas, ou por fatores de interferência humana como no estado de MS devido a prática inapropriada da caça, acarretando degradação ambiental e destruição de bens de natureza arqueológica. Em razão do risco, precauções devem ser tomadas para que conhecimento possa ser produzido in situ e amostras analisadas em laboratório. Os avanços tecnológicos podem contribuir para a obtenção de parte considerável destes dados, através da combinação de softwares que gerem o processamento de imagens em 3D, que podem ser usadas das mais diversas maneiras. Este trabalho é o resultado de quationamentos levantados ao longo de pesquisa de mestrado realizada no sítio Templo dos Pilares, localizado no município de Alcinópolis-MS, cujo objetivo foi produzir e analisar dados de arte rupestre por meio de softwares computacionais através do método de fotogrametria. O procedimento possibilitou o processamento e a praticidade no manejo dos dados obtidos do sítio, e das análises produzidas no local, provando-se um método que contribui para a precisão das imagens em 3D, com vistas à conservação, preservação e valorização do patrimônio arqueológico do sítio.</p> Thaiane Coral Fernandes Lima Beatriz dos Santos Landa Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 149 163 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.188129 Variabilidade decorativa na cerâmica paulista colonial: influências e resistências https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163629 <p>As louças de barro produzidas e distribuídas na cidade de São Paulo durante seus primeiros séculos de fundação possuíam uma grande variabilidade de motivos decorativos que exploravam múltiplas variantes de técnicas incisas, entalhadas, escovadas, digitadas e aplicadas. Tais técnicas podem ser relacionadas a estilos já encontrados em tradições indígenas e/ou afrodescendentes que viriam a ser afetadas pelos efeitos da colonização européia. Estes estilos decorativos vêmsendo frequentemente associados a morfologias que não são tipicamente observadas nestas mesmas tradições, e sim em produções européias como xícaras, jarros e frigideiras. Com isso, se pode observar que há uma amalgamação cultural fruto de processos de domínio e resistência, que muitos pesquisadores vinculam a uma cultura mameluca em São Paulo. Pesquisas arqueológicas em contextos de Contato e da Diáspora frequentemente associam o uso de determinados estilos decorativos como formas de resistência cultural ante o domínio colonial europeu. Desta forma, buscamos explorar os motivos decorativos identificados nossítios arqueológicos Pinheiros 2, Casa do Bandeirante,e Casa Bandeirista do Itaim Bibi e procurar possíveis comparações com decorações indígenas ou afrodescendentes que possam nos oferecer dicas acerca das relações de poder na sociedade paulista e de como a resistência cultural pode ser observada na cerâmica local.</p> Marcelo Rolim Manfrini Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 178 203 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.163629 A cerâmica wai wai: transformações e continuidades https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163678 <p>Este trabalho apresenta algumas reflexões sobre as transformações e continuidades técnicas do modo de fazer cerâmica das oleiras da etnia Wai Wai. O estudo de caso foi feito na aldeia Mapuera, situada no Rio Mapuera, afluente da margem direita do Rio Trombetas, no município de Oriximiná (PA). Através do levantamento e registro, vamos estudar a transformação ao longo do tempo, dos anos 40 (século XX) até os dias atuais, de como as mulheres de diferentes grupos, atualmente alcunhados de Wai Wai, fazem a cerâmica.</p> Cooni Wai Wai Camila Pereira Jácome Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 204 229 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.163678 Observações prévias sobre a malacofauna em alguns pequenos sambaquis do litoral sul de Santa Catarina https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163758 <p>Foi realizada a análise da malacofauna presente em seis pequenos sambaquis localizados em Jaguaruna-SC com idades entre 3080 e 580 anos AP (Eliza, Encruzo, Campo Bom I, Campo Bom II, Campo Bom III e Arroio da Cruz I). Foram identificadas 24 espécies de moluscos sendo 10 gastrópodes e 12 bivalves. &nbsp;pertencentes a 6 e 10 famílias respectivamente. Todas as espécies eram de ambiente marinho ou estuarino com exceção de duas espécies do caracol terrestre Megalobulimus. Constatou-se a existência de dois padrões distintos quanto à constituição da matriz malacológica dos sítios. Nos sambaquis mais antigos (Eliza e Encruzo) havia maior diversidade de espécies sendo a maioria procedentes de um paleoambiente lagunar e estuarino (Anomalocardia brasiliana, Phacoides pectinatus e Erodona mactroides) incluindo manguezal (Cassostrea brasiliana), com grande variação no tamanho intraespecífico e a ocorrência de indivíduos íntegros com as valvas fechadas. Nos sambaquis com datações mais recentes (Campo Bom I, II e III, e Arroio da Cruz I) havia a presença majoritária de espécies do litoral de mar aberto (Mesodesma mactroides e Donax hanleyanus) com maior uniformidade intraespecífica no tamanho, sendo que a matrix malacológica do Campo Bom II diferenciou-se pela ocorrência adicional de grandes indivíduos do bivalve Tivela zonaria e do gastrópode Pachycymbiola brasiliana, inferindo uma construção diferenciada. Este estudo reforçou a importância da avaliação da matriz malacológica em sambaquis como indicativo do paleoambiente e das opções culturais de seus construtores, bem como que a diversidade de espécies poderia sugerir um uso ou função distinta do sítio.</p> José Heitzmann-Fontenelle Anderson Rogério de Oliveira Tognoli Alexandro Demathe Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 230 245 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.163758 Apresentação do Dossiê Katxuyana, Kahyana: perspectivas europeias sobre os povos (yanas) dos rios Cachorro e Trombetas, Oriximiná/ PA https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182981 <p>Nesse texto que compõe a parte introdutória do Dossiê é feita uma apresentação do mesmo em termos do seu conteúdo, autores e finalidade.</p> Adriana Russi Denise Fajardo Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 1 4 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182981 Um panorama acerca das publicações sobre os Katxuyana e outros Yanas https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182976 <p>Neste capítulo as organizadoras apresentam um panorama sobre as publicações que versam sobre os Katxuyana e outros Yana que vivem nas regiões dos rios Cachorro, Trombetas e adjacências. O recorte temporal da análise recai sobre as publicações a partir dos anos de 1900, embora apontem informações de publicações históricas anteriores. Com a apreciação destas obras, as organizadoras procuram destacar a ênfase temática dos textos, a depender do momento sócio-histórico, e destacam as principais contribuições dos pesquisadores sobre estes povos.</p> Adriana Russi Denise Fajardo Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 5 19 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182976 Sobre os Katxuyana e Kahyana https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/183111 <p>Breve apresentação sobre quem são os Katxuyana e Kahyana no contexto dos demais povos/<em>yanas</em> histórica e atualmente vizinhos entre si, na região dos rios Cachorro e Trombetas, norte do Pará.</p> Adriana Russi Denise Fajardo Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 20 23 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.183111 O dossiê na perspectiva de lideranças Katxuyana e Kahyana hoje: ainda existimos, não desistimos, somos muitos yanas https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182931 <p>Neste capítulo, Angela Amanakwa Kaxuyana, Mauro Mïkaho Tiriyó Katxuyana e Juventino Pesirima Junior, lideranças indígenas contemporâneas cujos antepassados ocuparam a região do rio Cachorro e Trombetas, na mesma época em que os textos em alemão foram produzidos, relatam suas perspectivas acerca deste Dossiê, apontando a contribuição desses registros históricos sobre seus antepassados, sua forma de viver, seus rituais, a diversidade de sua cultura material e, principalmente, a ocupação territorial. As lideranças percebem que os textos de Kruse, Polykrates e Detering, que compõem este volume, têm a marca de seu tempo, sobretudo porque apontavam uma preocupação em comum: a de que esses povos desapareceriam. Contradizendo tais previsões ao ultrapassarem inúmeras adversidades, esses povos (ou yanas), suas famílias e parentes persistiram em sua resistência e luta pela defesa de seus direitos territoriais e reconhecimento de suas culturas.</p> Adriana Russi Angela Amanakwa Kaxuyana Mauro Mïkaho Tiriyó Katxuyana Juventino Pesirima Junior Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 24 27 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182931 Sobre os autores dos originais em alemão: Albert Kruse, Dascha Detering e Gottfried Polykrates https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182935 <p>Neste capítulo, foram reunidas as informações gerais sobre o frei Albert Kruse, autor de dois dos oito textos traduzidos no Dossiê; Gottfried Polykrates, que escreveu seis textos traduzidos neste volume; e Dascha Detering, a única mulher autora de um dos originais em alemão desta publicação.</p> Marcos Antonio de Almeida Roberto Soares de Oliveira Adriana Russi Astrid Keiffer-Døssing Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 28 30 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182935 Sobre as revistas: Antropos; Baessler-Archiv; Ethnos; Folk; Provinzmagazin der Franziskaner von Nordbrasilien https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182936 <p>Neste capítulo do Dossiê, foram incorporados pequenos textos de diferentes autorias acerca das revistas e/ou jornais de divulgação científica que publicaram os originais em alemão que integram este volume, possibilitando uma contextualização mais profundada desses artigos.</p> <p> </p> Joachim G. Piepke Adriana Russi Astrid Kiefeer-Døssing Marcos Antonio de Almeida Roberto Soares de Oliveira Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 31 34 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182936 Sobre os índios Kaciana https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182281 <p>Neste texto, Kruse apresenta algumas informações esparsas sobre os Katxuyana, denominados pelo autor como Kaciana, seguidas de uma lista de palavras recolhida na cidade de Óbidos/PA, no ano de 1931, junto a um informante katxuyana que estava então de passagem por aquela cidade.</p> Albert Kruse Ingrid Lenk Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 35 37 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182281 Purá, o ser supremo dos índios Arikéna https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/181447 <p class="Standard">Esse texto consiste em um apanhado sucinto e geral sobre a história, mitologia e cultura dos Arikéna, no qual Kruse apenas organiza e reproduz, de forma literal, relatos obtidos junto a Arikéna Atití. Nesses relatos, Arikena conta sobre si mesmo, sobre as origens dos Arikena e sua história de contato com não-índios. Ao longo dos relatos, enfatiza informações de caráter mitológico, sobre Purá e Mu'ra, heróis criadores das diversas ‘tribos’ ou ‘yanas’ que segundo Atití faziam parte do povo Arikena em geral, bem como sobre a origem da mortalidade, da diversidade linguística entre as ‘tribos’ todas que menciona, assim como sobre a origem de todos os seres existentes. Trata ainda das regras de etiqueta, dos costumes e destaca aspectos da organização social e política dos Arikena.</p> Albert Kruse Laura Alves Prado Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 38 46 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.181447 Uma visita aos índios do rio Trombetas https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182627 <p>Sendo um dos produtos de um mapeamento etnográfico feito ao longo do rio Trombetas e afluentes, nesse texto de 1957, Polykrates trata de alguns aspectos da vida e cultura do povo Katxuyana, à época identificado como Kashuiéna, e autodenominado Uarikiana. Além de abordar o modo de vida e cultura material do povo visitado, Polykrates descreve a festa Kurínguri, a qual pode presenciar&nbsp; durante a sua visita a uma de suas aldeias no rio Cachorro. Neste relato de viagem também são mencionados os seguintes povos como então habitantes do rio Trombetas e vizinhanças: Kahiána (ou Kahianá), Tunajéna, Pianacotó.</p> Gottfried Polykrates Marcelo Victor Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 47 56 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182627 Segunda visita aos indígenas do rio Trombetas https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182639 <p>Em nova vista aos índios Katxuyana, então nomeados Kashuiéna, desta vez em aldeia às margens do rio Trombetas, Polykrates busca investigar um aspecto em particular do final da Festa do Kurínguri, que consiste no banho coletivo que os convidados recebem com Harujukúru (feito à base de água e banana espremida). Busca então, em uma narrativa mítica que colheu durante essa visita, sobre Puetáretpo, alguma explicação para o significado dessa prática. Para além disso, tece hipóteses sobre as suas origens migratórias, supondo que tenham sido habitantes das margens do Amazonas, e menciona como possíveis ancestrais os seguintes nomes de povos: Orámiena, Tohiéna, Pauxys, Waríkiana.</p> Gottfried Polykrates Susana Kampft Lages Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 57 60 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182639 Alguns trabalhos em madeira dos índios Kashuiéna https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182641 <p>Nesse artigo, publicado na Revista Folk, em 1960, Polykrates chama a atenção para a fabricação de objetos em madeira entalhada, por parte dos então nomeados de Kashuiéna (Katxuyana), objetos esses que o autor teria encontrado em uma aldeia às margens do rio Cachorro durante as visitas que fez aquele local (em 1957 e 1958). A partir de suas observações detidas sobre um bastão cerimonial e de duas tabuletas com acessórios, segundo ele para aspirar substâncias alucinógenas, nesse texto, Polykrates apresenta descrições e fotos sobre tais objetos e chama atenção para a importância de seu registro e aquisição pelo Museu Nacional de Copenhagem (Dinamarca), evitando-se assim o perigo da perda desses artefatos por eventual desuso por parte dos Katxuyana.</p> Gottfried Polykrates Marcelo Victor Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 61 65 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182641 Contribuição para o estudo antropológico, etnográfico e linguístico dos índios Kashuiéna, assim como fenômenos de aculturação https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182643 <p>Texto baseado em visitas realizadas por Polykrates, nos anos de 1957 e 1958-59, aos chamados índios Kashuiéna (Katxuyana), moradores do rio Cachorro. Inicialmente, este autor aborda aspectos antropológicos, mais precisamente relacionados à antropologia física, na qual destaca aspectos da morfologia dos pés das pessoas, bem como da morfologia do corpo em geral e da aparência física dos moradores das aldeias visitadas. Ele também apresenta uma caracterização rápida do seu modo de vida e uma lista de palavras na língua local. Por fim, descreve algumas situações que, segundo o autor, revelam um rápido processo de aculturação atingindo o grupo visitado.</p> <p>&nbsp;</p> Gottfried Polykrates Sayuri Arakawa Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 66 75 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182643 Contribuição para a compreensão da religião e variações da cultura material dos índios Kashuiéna https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182695 <p>Escrito em homenagem póstuma ao antigo diretor do Museu Goeldi (Walter Albergo Eglers), nesse texto Polykrates apresenta informações gerais não apenas sobre os índios então nominados como Kashuiéna, mas também traça um panorama dos demais povos e sua distribuição pelo interflúvio Trombetas-Mapuera-Nhamundá e fronteira com a então Guiana Inglesa. Em seguida descreve aspectos da vida ritual dos Kashuiéna, com base nas informações obtidas em suas estadias na região, diretamente com piases (pajés) desse grupo, e também discorre brevemente sobre alguns itens da cultura material e vestimentas (antigas e então em uso), de homens e mulheres, com ênfase nos estojos penianos masculinos e saias femininas (de fibras e de miçangas).</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Gottfried Polykrates Sayuri Arakawa Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 76 91 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182695 Trançados e técnicas de entretrançado dos índios Kaschuyana do Nordeste brasileiro https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182625 <p>Neste artigo, a autora Dascha Detering faz um panorama descritivo e iconográfico de técnicas de entretrançado usadas pelos ameríndios Katxuyana a partir de seu estudo sobre o acervo do Museu de Arte Popular de Hamburgo (Alemanha). Relata que a estes dados complementou informações a partir de visita e estudo da coleção Kaschúyana, preservada no Museu Nacional da Dinamarca (Copenhagen). Outras informações, obteve através de conversas com G. Polykrates e de carta de Protásio Frikel. Nesse artigo a autora descreve detalhadamente etapas de confecção de diferentes artefatos cesteiros, como cestos, peneiras, abanadores e a base trançada para adorno plumário (cocar) tchimátchima<em>.</em> Ao final a autora aponta acelerado processo de “aculturação” dos Katxuyana e de outros grupos da região o que justificaria o trabalho com produtos de sua “cultura tradicional”.</p> Dascha Detering Marcelo Moreira Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 92 121 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182625 Guia de fontes: grafia da etnia, autores e obras https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/182988 <p>Tabela com guia de fontes de informação. </p> Adriana Russi Denise Fajardo Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-31 2021-12-31 37 122 131 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2021.182988