Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia https://www.revistas.usp.br/revmae <p>A <strong>Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia</strong> surgiu em 1991, substituindo três títulos extintos em decorrência da fusão das instituições ligadas à pesquisa nas áreas de Arqueologia e Etnologia: <strong>Revista Dédalo</strong>, <strong>Revista de Pré-História</strong> e <strong>Revista do Museu Paulista</strong>. É um periódico acadêmico destinado à publicação de trabalhos sobre Arqueologia, Etnologia e Museologia. Em 2016 a revista torna-se eletrônica, semestral e todos os números impressos foram digitalizados e disponibilizados em acesso aberto pelo <strong>Portal de Revistas USP</strong>.</p> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol> <li class="show">Os direitos são compartilhados pelos autores e pela revista;</li> <li class="show">Os A<span id="docs-internal-guid-98722293-3d57-2761-d416-6907f9455b3e">utores podem assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação&nbsp;inicial nesta revista.</span></li> <li class="show">Os Autores concordam que o trabalho esteja simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License</a>, que permite o compartilhamento do trabalho, sem usos comerciais ou derivações, com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">A Revista pode assumir&nbsp;contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada na revista (p. ex.: repositório institucional, bases de indexação bibliográfica, coletâneas de artigos), com reconhecimento de autoria e publicação&nbsp;inicial nesta revista.</li> </ol> <div> <div>&nbsp;</div> </div> revistamaeusp@gmail.com (Maria Cristina Kormikiari) rosademiranda@usp.br (Hélio Rosa de Miranda) Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Os elementos comunicacionais dos museus portugueses em evidência: resultados e reflexões https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/162530 <p>Este artigo apresenta informações gerais sobre duas pesquisas de pós-doutorado aplicadas em diferentes contextos e comparações nos campos disciplinados da Arqueologia Pública e da Comunicação Museológica. Além disso, apresenta resultados quantitativos e reflexos gerais qualitativos sobre o estudo dos elementos comunicativos dos museus portugueses.</p> Leilane Patricia de Lima Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/162530 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Análises de mobilidade no litoral sul de Santa Catarina entre 2000-500 cal AP https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/162703 <p>Os sambaquis possuem uma ocupação longa e antiga no litoral sul de Santa Catarina (7500 a 1500 anos cal AP). A fase final dessa ocupação (a partir de 2000 anos cal AP) é marcada pela diminuição do número de sambaquis construídos e pelas alterações na estratigrafia, com o aumento de sedimento rico em matéria orgânica nas camadas superficiais de sambaquis mais antigos e em sítios discretos na paisagem (sambaquis tardios), que apresentam elementos de continuidade e mudança em relação à ocupação sambaquieira. Esse período é associado às transformações na paisagem costeira durante o Holoceno tardio e, também, aos processos culturais, como o gradual contato entre sambaquieiros e grupos Jê meridionais. A intensificação desse contato é registrada na presença de sítios monticulares e conchíferos com cerâmica Itararé-Taquara (1300-500 anos cal AP). Este artigo apresentará os dados de dispersão espacial e temporal de sítios ativos entre 2000-500 anos cal AP na região de Jaguaruna, através de análises de mobilidade multicritério (caminhos de menor custo) entre sambaquis tardios e sítios com cerâmica Itararé-Taquara. O objetivo é investigar a organização do território e as possíveis relações entre diferentes ocupações nesse período.</p> Fabiana Terhaag Merencio, Paulo DeBlasis Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/162703 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 Sobre técnicas e tecnologia: Uma perspectiva feminista dos estudos de artefatos líticos https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163775 <p>Reflexões teóricas substanciais foram feitas sobre a tecnologia enquanto meio de ação no mundo físico, social e culturalmente constituído, incluindo considerações que relevam do aspecto material, e não apenas simbólico, da produção social das técnicas, dentre elas, invenções que são consideradas cruciais para a evolução da humanidade. Artefatos de pedra lascada se encontram nessa categoria fundamental, tendo se constituído enquanto produção técnica intencional especificamente humana. Usualmente na disciplina arqueológica, artefatos líticos tendem a ser analisados de uma maneira clínica, segundo critérios que os permitem serem encaixados em esquemas tipológicos. Tal metodologia está intrinsecamente relacionada ao conceito moderno de tecnologia que se caracteriza por sua separação em relação à esfera das relações sociais e da cultura. Ainda que nos últimos anos tenha se construído uma crítica à divisão cartesiana entre sujeito/objeto e as limitações que tal abordagem apresenta para a construção do conhecimento científico, as normas de validade para estudos tecnológicos pressupõem ao menos algum aspecto tecno-tipológico incorporado à análise. A partir de uma perspectiva feminista dos estudos tecnológicos, reinserindo o campo das técnicas no conjunto das práticas sociais, pretendemos levantar questões de como seria possível analisar artefatos líticos a partir de outras concepções de tecnologia.</p> Danusa Vieira Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163775 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 “De primeiro não era assim”: histórias, paisagens e as coisas da Ilha do Pará, Afuá, Amazônia https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163626 <p>A partir da arqueologia etnográfica, esse estudo busca evidenciar como as pessoas que habitam o distrito de Afuá, a Ilha do Pará, uma região de fronteira fluvial da foz do Rio Amazonas, se relacionam com suas paisagens, lugares e suas coisas e como, através desses elementos, elaboram narrativas a respeito de seus tempos. Assim, o artigo pretende tensionar o entendimento e as práticas relativas ao campo disciplinar arqueológico por meio dos saberes locais e das presenças arqueológicas e, dessa maneira, contribuir para atuais discussões que provocam uma relação estreita entre estudos etnográficos e a arqueologia <em>na</em> e <em>da</em> Amazônia.</p> Queiton Carmo dos Santos Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163626 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 La sombra del Condor: breve panorama de Arqueología de la represión y la resistencia en America del Sur https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163821 <p>En el marco de la “guerra fría”, durante la segunda mitad del siglo XX, América Latina se vio inmersa en una serie de golpes militares y actuaciones conjuntas de ejércitos estimulados&nbsp;por las políticas anticomunistas de los EEUU. Estas dictaduras dejaron herencias nefastas de todo tipo, y con las cuales nuestras frágiles democracias continúan teniendo&nbsp;que enfrentar, aun después de pasadas décadas desde su caída. En este contexto, la arqueología viene mostrado su potencial para ayudar a comprender los crímenes cometidos, recuperar los restos de los desaparecidos y reflexionar sobre las políticas de la memoria. En este trabajo señalamos algunas de las direcciones fundamentales de los trabajos arqueológicos sobre la dictadura, sus principales contribuciones y las posibles direcciones para el futuro.</p> Andrés Zarankin, Jose Maria López Mazz, Pedro Pablo Fermin Maguire Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163821 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Crônicas amazônicas e trocas indígenas: caminhos para uma arqueologia documental do Médio Solimões nos séculos XVI e XVII https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163764 <p>O rio Solimões foi um dos principais caminhos por onde passaram os primeiros viajantes europeus que conheceram a Amazônia. Nos séculos XVI e XVII, expedições atravessaram esse rio junto a cronistas que, além das paisagens, descreveram as diversas e distintas populações indígenas que habitavam suas margens. O presente trabalho preliminar discute essas fontes históricas referentes ao médio curso do rio Solimões pela perspectiva pouco aprofundada da arqueologia. Para realizar a discussão serão apresentadas as principais fontes da época, seus contextos de produção e as problemáticas envolvidas em sua análise. Depois, serão abordadas as descrições realizadas sobre os grupos indígenas do Médio Solimões no século XVI e XVII. Então, serão elencadas análises possíveis das crônicas no levantamento de informações contextuais arqueológicas, sobre padrões de assentamento, práticas e produtos, e redes de trocas. Por fim, serão traçadas as potencialidades de uma arqueologia documental no tratamento dessas fontes para a pesquisa arqueológica e para a pesquisa histórica.</p> Rafael de Almeida Lopes Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163764 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 Múmias digitais: práticas funerárias em Assassin's Creed Origins https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163762 <p>Este artigo &nbsp;busca apresentar, sob o viés arqueológico, uma análise crítica das principais características das práticas funerárias do Antigo Egito representadas no jogo eletrônico Assassin’s Creed Origins, desenvolvido pela produtora Ubisoft Entertainment S.A.. Essa pesquisa foi desenvolvida no âmbito da produção de trabalhos do Grupo de Pesquisa (CNPq) ARISE – Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas e visa pormenorizar as representações materiais do mundo funerário (mumificação, enterramentos, e outros fatores), bem como o impacto do diálogo entre desenvolvedores, historiadores/arqueólogos e o público em geral.</p> Jessica Silva Mendes, Matheus Morais Cruz Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163762 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 O Teatro de Marcelo: historiografia e percepção do espaço teatral (séc. I a.C.) https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163784 <p>No período de transição entre República e Principado, juntamente com as artes, literatura e arquitetura, a imagem urbana de Roma foi usada pelo Imperador Augusto como uma ferramenta para legitimar o poder de seu novo governo e sua própria imagem. Como herdeiro de Júlio César, o Princeps objetivou modernizar a cidade construindo grandiosos monumentos públicos. Dentre as construções, situa-se a construção do Teatro de Marcelo, um dos maiores teatros do Império Romano. Utilizado pela primeira vez em 17 a.C. para os Jogos Seculares e dedicado formalmente ao sobrinho e herdeiro do Imperador, o teatro era capaz de receber mais de 15.000 pessoas. Apesar das mudanças lógicas inerentes à passagem do tempo e as restaurações realizadas, a estrutura monumental do teatro permanece até os dias atuais. Assim, aprofundando no estudo do espaço físico teatral, buscaremos expor sobre a construção do Teatro de Marcelo, indicando sua estrutura interna e suas inovações arquitetônicas. Por se tratar de um monumento que encontra um certo abandono na historiografia atual, objetivamos uma ampla discussão dos estudos atuais do Teatro de Marcelo, a qual nos fornece a complexidade de suas plantas baixas e suas descobertas arqueológicas. Por fim, iremos apresentar as duas reconstituições tridimensionais encontradas, debatendo sobre o espaço em 3D com as informações historiográficas.</p> Leticia Aga Pereira Passos Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163784 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300 Entre estruturas e lembranças: análise da Fábrica de Cerâmica Castanheiro a partir da arqueologia industrial (São Raimundo Nonato/PI) https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163527 <p>Esta pesquisa tem como objeto de estudo a Fábrica de Cerâmica Castanheiro, que manteve suas atividades produtivas entre 1980 e 2003 no bairro Santa Luzia em São Raimundo Nonato/PI. Conjugando os preceitos teórico-metodológicos da arqueologia industrial e urbana às narrativas de moradores locais, buscamos identificar os espaços produtivos da fábrica e problematizar sua importância para a organização espacial do bairro, avaliando como ela influenciou a urbanização, o processo de industrialização e o desenvolvimento econômico do município. Assim, por meio de prospecções, entrevistas semiestruturadas e levantamento documental, identificou-se que a fábrica era composta por cinco estruturas, com funcionalidades distintas: pátio de estocagem; galpão de produção (que abrigava os maquinários); local de armazenamento de matéria-prima (caixão alimentador); galpão de secagem; e espaço associado ao processo de queima (fornos, chaminé, sistema subterrâneo de exaustão). Essas constatações permitiram elaborar um modelo 3D do local. Percebeu-se que a fábrica contribuiu para o crescimento urbano do bairro, fornecendo material para a construção de casas e para seu desenvolvimento socioeconômico, gerando empregos que atraiam pessoas para residirem no bairro e trabalharem na fábrica, e, consequentemente, uma expansão geográfica e demográfica. A fábrica empregou cem funcionários, o que demonstra que a economia municipal contava com uma produção industrial relevante e não se limitava aos setores de serviço e agropastoril.</p> Alencar de Miranda Amaral, Alan Alves Ribeiro, Rosemary Aparecida Cardoso Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/163527 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Archaeological fakes and forgeries in Turkey https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/173939 <p>Este artigo discute a autenticidade arqueológica na Turquia dos pontos de vista científico-acadêmico e popular. Na Turquia, “falsificações arqueológicas” que um dia receberam pouca atenção tem criado debates públicos nos últimos cinco anos. Apesar de já conhecido, o problema não era abordado de forma constante em pesquisas científicas. É provável que ainda tenhamos um longo caminho até que os arqueólogos turcos sejam capazes de lidar com este assunto em termos científicos e aceitá-lo como um importante campo de estudos. Embora a Turquia seja um país-chave tanto para a descoberta de originais quanto para a produção de falsificações, sabemos pouco sobre quais materiais devem ser categorizados como réplicas ou falsificações, quais objetos foram classificados, quais materiais foram falsificados, por que e por quem. Estima-se que o número de falsificações expostas em museus locais seja muito alto, incluindo inúmeras lamparinas, moedas, objetos metálicos (especialmente de prata) e pedras preciosas. Nos mercados internacionais conhecemos várias tipos de objetos que foram falsificadas na Turquia, uma vez que é particularmente difícil distinguir entre moedas autênticas ou falsificações modernas, por exemplo. Diversos escândalos de falsificação em museus turcos surgiram nos últimos dez anos. Há duas explicações para os enganos: os administradores do museu não sabem nada sobre as falsificações, ou há outras razões pelas quais tais itens são apresentados como reais em exposições. Este artigo acompanha um catálogo amostral para a reanálise dos artefatos utilizando múltiplos critérios para a determinação de sua não autenticidade.</p> Ergün Lafli, Maurizio Buora Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/173939 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 Falsificações arqueológicas na Turquia https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/187326 <p>Este artigo discute a autenticidade arqueológica na Turquia dos pontos de vista científico-acadêmico e popular. Na Turquia, “falsificações arqueológicas” que um dia receberam pouca atenção tem criado debates públicos nos últimos cinco anos. Apesar de já conhecido, o problema não era abordado de forma constante em pesquisas científicas. É provável que ainda tenhamos um longo caminho até que os arqueólogos turcos sejam capazes de lidar com este assunto em termos científicos e aceitá-lo como um importante campo de estudos. Embora a Turquia seja um país-chave tanto para a descoberta de originais quanto para a produção de falsificações, sabemos pouco sobre quais materiais devem ser categorizados como réplicas ou falsificações, quais objetos foram classificados, quais materiais foram falsificados, por que e por quem. Estima-se que o número de falsificações expostas em museus locais seja muito alto, incluindo inúmeras lamparinas, moedas, objetos metálicos (especialmente de prata) e pedras preciosas. Nos mercados internacionais conhecemos vários tipos de objetos que foram falsificados na Turquia, uma vez que é particularmente difícil distinguir entre moedas autênticas ou falsificações modernas, por exemplo. Diversos escândalos de falsificação em museus turcos surgiram nos últimos dez anos. Há duas explicações para os enganos: os administradores do museu não sabem nada sobre as falsificações, ou há outras razões pelas quais tais itens são apresentados como reais em exposições. Este artigo acompanha um catálogo amostral para a reanálise dos artefatos utilizando múltiplos critérios para a determinação de sua não autenticidade.</p> Ergün Lafli, Maurizio Buora; Cláudia Gradim Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/187326 Qua, 30 Jun 2021 00:00:00 -0300 O ritual do Kiki do povo Kaingang: cultura material de um ritual religioso indígena no Brasil Meridional https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/172880 <p>O Ritual do Kiki é um ritual de culto aos mortos dos Kaingang, etnia indígena do sul e sudeste do Brasil. No período pré-colonial, o ritual era performado anualmente com o objetivo de fornecer aos mortos uma boa transição ao numbê (o mundo dos mortos). Entretanto, com o processo de colonização do Brasil e a consequente catequização imposta aos indígenas, o Kiki parou de ser realizado. Na década de 1970, os Kaingang readotaram o ritual como forma de resistência cultural e identitária aos não indígenas. O último ritual até então realizado aconteceu na Aldeia Condá em 2011, gerando a presente análise etnoarqueológica que visa apontar a centralidade e o significado que a cultura material apresenta no ritual e na vida cotidiana do povo Kaingang.</p> Isabella Brandão de Queiroz, Jaisson Teixeira Lino Copyright (c) 2021 Direitos compartilhados entre autor e revista http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/172880 Qui, 12 Ago 2021 00:00:00 -0300