Cidades Saudáveis: uma forma de abordagem ou uma estratégia de ação em saúde urbana?

Autores

  • Marcia Faria Westphal Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Prática de Saúde Pública
  • Sandra Costa Oliveira Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i107p91-102

Palavras-chave:

promoção da saúde, saúde urbana, Cidades Saudáveis

Resumo

Este artigo apresenta o referencial no qual a estratégia de Cidades Saudáveis, proposta pela OMS, se apoia. Apresenta dados da realidade urbana brasileira atual que indicam a necessidade de mudar o enfoque de intervenção em saúde urbana, tendo em vista a complexidade dos problemas e das estratégias necessárias para ampliar o desenvolvimento das potencialidades locais. Comenta a metodologia de desenvolvimento do projeto, que tem sido construída e reconstruída em função do referencial de abordagem: compromisso das autoridades locais com políticas públicas intersetoriais, empoderamento da população e busca de equidade social. Responde à questão inicial de que essa é uma forma de abordagem que exige novas estratégias de ação em saúde urbana. 

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Biografia do Autor

  • Marcia Faria Westphal, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Prática de Saúde Pública

    é professora titular sênior do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Documentação em Cidades Saudáveis (Cepedoc).

  • Sandra Costa Oliveira, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública

    é doutoranda em Saúde Global e Sustentabilidade pela Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do Centro de Estudos, Pesquisa e Documentação em Cidades Saudáveis (Cepedoc).

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Publicado

2015-12-17

Edição

Seção

Dossiê "Saúde Urbana"

Como Citar

WESTPHAL, Marcia Faria; OLIVEIRA, Sandra Costa. Cidades Saudáveis: uma forma de abordagem ou uma estratégia de ação em saúde urbana?. Revista USP, São Paulo, Brasil, n. 107, p. 91–102, 2015. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i107p91-102. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/115117.. Acesso em: 17 abr. 2024.