Jogos Olímpicos: a generificação de corpos performantes

Autores

  • Silvana Vilodre Goellner Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i108p29-38

Palavras-chave:

Jogos Olímpicos, gênero, mulher, feminilidade.

Resumo

Este texto tem como objetivo analisar os Jogos Olímpicos como espaço de produção de corpos generificados. Focaliza aspectos como a desigualdade numérica entre homens e mulheres participantes e entre as modalidades disputadas por cada sexo. Considerando que gênero se refere à construção de masculinidades e feminilidades, analisa ainda as estratégias de controle sobre os corpos e performances de mulheres que se afastam de uma representação normalizada de feminilidade e cuja permanência nas competições é autorizada, desde que seja comprovada a autenticidade de seu sexo.

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Biografia do Autor

  • Silvana Vilodre Goellner, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança

    SILVANA VILODRE GOELLNER é professora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenadora do Centro de Memória do Esporte da mesma instituição e do Grupo de Estudos sobre Esporte, Cultura e História (Grecco).

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Publicado

2016-03-28

Edição

Seção

Dossiê Jogos Olímpicos

Como Citar

GOELLNER, Silvana Vilodre. Jogos Olímpicos: a generificação de corpos performantes. Revista USP, São Paulo, Brasil, n. 108, p. 29–38, 2016. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i108p29-38. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/118235.. Acesso em: 19 jul. 2024.