Memória coletiva, trauma e cultura: um debate

Autores

  • Myrian Sepúlveda dos Santos Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i98p51-68

Palavras-chave:

teoria social, memória coletiva, memória social, memória comunicativa, pós-memória

Resumo

Os estudos sobre memória se multiplicaram a partir da década de 80, abrindo uma agenda interdisciplinar e questionamentos teóricos. Na última década, considera-se uma diferenciação entre a memória cotidiana ou comunicativa, diretamente formada por grupos sociais, conforme estabelecido pelo sociólogo francês Maurice Halbwachs, e a memória cultural, que seria a relação entre a memória individual e do grupo com um ponto fixo. Nesse último caso, autores como o historiador alemão Aby Warburg têm sido considerados. Além disso, há estudos sobre a transmissão de experiências traumáticas. A norte-americana Marianne Hirsch, especializada em literatura comparada, criou o termo “pós-memória” para caracterizar a experiência daqueles que crescem dominados por narrativas e silêncios daqueles que viveram eventos traumáticos. O objetivo deste artigo é analisar a pertinência teórica de conceitos como memória cultural e pós-memória.

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Biografia do Autor

Myrian Sepúlveda dos Santos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

É professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autora de, entre outros, Memória Coletiva e Teoria Social (Annablume).

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Publicado

2013-08-28

Como Citar

Santos, M. S. dos. (2013). Memória coletiva, trauma e cultura: um debate. Revista USP, (98), 51-68. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i98p51-68

Edição

Seção

Dossiê