Contribuição ao estudo da vascularização arterial do rim em suínos da raça Landrace

  • Nilson Ferreira Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
  • Antonio Fernandes Filho Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
  • Vicente Borelli Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, São Paulo, SP
Palavras-chave: Anatomia (suínos), Artérias, Rins, Vascularização

Resumo

Foram examinados 30 pares de rins de suínos da raça Landrace, 15 machos e 15 fêmeas, adultos, procedentes do Centro Intraunidade de Zootecnia e Indústrias Pecuárias "Fernando Costa", da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Após, conveniente redução dos conjuntos, foram canalizadas e injetadas, isoladamente, as artérias renais com solução de "vinyl" (bakelite vinyl — Bland VMCH), corado em vermelho e, também, na cor  amarela, via ureter, a pelve renal tomada como referência ao estudo proposto. A seguir, os órgãos foram colocados em solução de ácido sulfúrico a 30,0%, a fim de obter moldes que permitissem examinar o comportamento das artérias renais, posteriormente registrado em desenhos esquemáticos. Com base nos resultados obtidos concluiu-se que: 1) as artérias renais, nestes espécimes, mostram-se sempre únicas e, a princípio, fornecem dois ramos, o cranial e caudal (86,7% à direita e 90,0% à esquerda) ou, os ramos ventral e dorsal (13,3% à direita e 10,0% à esquerda); 2) os ramos cranial e caudal, mais comumente fornecem em média três ou quatro colaterais, variando, contudo, de dois a oito; 3) os ramos ventral e dorsal cedem mais frequentemente, em média, três ou quatro colaterais com variação de um a seis; 4) os ramos cranial e caudal, bem como os ventral e dorsal, tanto à direita quanto à esquerda, não se restringem às suas correspondentes regiões; 5) quando presentes os ramos cranial e caudal, os territórios craniais, tanto à direita quanto a esquerda, recebem contribuições dos ramos cranial e caudal, com predomínio do primeiro ou unicamente do cranial, enquanto as porções caudais acolhem colaterais dos ramos cranlal e caudal, com prevalência deste a direita, daquele à esquerda e, ainda, com maior freqüência, em ambos os lados, apenas do ramo caudal; 6) quando presentes os ramos ventral e dorsal, na maioria das vezes, quer à direita quer à esquerda, os territórios ventrocaudais recolhem contribuições dos ramos ventral e dorsal com predomínio do primeiro e os dorsocraniais destes dois ramos, com preponderância do segundo, ficando as porções ventrocaudais somente na dependência dos ramos dorsais, ou deste e do ventral, com prevalência daquele e o território dorsocaudal às custas do ramo dorsal ou dele e do ventral com predominância do primeiro; 7) as regiões polares dos rins direito e esquerdo recebem: a cranial, colaterais dos ramos cranial (86,7%) ou ventral (13,3%), à direita, e dos mesmos ramos, pela ordem (90,0% e 10,0%) a esquerda; a caudal, dos ramos caudal (86,7%) ou dorsal (13,3%), e direita, e destes ramos, respectivamente (90,0% e 10,0%), à esquerda; 8) a análise dos resultados não evidenciou diferença estatisticamente significante, ao nível de 5,0%, relativamente ao sexo, quando se confrontou o número, a distribuição e o povoamento arterial dos diferentes territórios renais.

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Publicado
1983-09-15
Como Citar
Ferreira, N., Fernandes Filho, A., & Borelli, V. (1983). Contribuição ao estudo da vascularização arterial do rim em suínos da raça Landrace. Revista Da Faculdade De Medicina Veterinária E Zootecnia Da Universidade De São Paulo, 20(2), 129-137. https://doi.org/10.11606/issn.2318-3659.v20i2p129-137
Seção
CIÊNCIAS BÁSICAS