Administração Comunitária de Prisões, Segregação Territorial e Identidades Prisionais

  • Gustavo Martineli Massola Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Prisão, psicologia social, identidade, território, comunidade

Resumo

Os vínculos entre segregação territorial e prisional estão bem estabelecidos no Brasil, onde muitas cidades constituem territórios de mútua exclusão entre centro e periferia. Surge uma percepção de sequestro da experiência do território, com subsequentes tentativas de reassumir acesso aos lugares segregados por meio de ações comunitárias, algumas das quais se dirigem à segregação prisional. Em São Paulo, desenvolveram-se, nas décadas de 1980-90, ações comunitárias cujo objetivo era reassumir controle sobre o processo de cumprimento da pena. Obtiveram resultados positivos na melhoria dos indicadores prisionais, tornando-se modelos de administração prisional e inspirando a criação de um programa oficial. Seus sucessos resultaram da tônica na relação entre presos e voluntários. Algumas das contradições desta relação vinculam-se ao dipolo centro-periferia, implicando uma violenta oposição entre presos que aderiram ao ideal voluntário e o restante da população prisional e reintroduzindo a violência que esta ação buscava superar

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Biografia do Autor

Gustavo Martineli Massola, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo
Departamento de Psicologia Social e do Trabalho, área da Psicologia Ambiental
Publicado
2018-04-17
Como Citar
Massola, G. (2018). Administração Comunitária de Prisões, Segregação Territorial e Identidades Prisionais. Revista Gestão & Políticas Públicas, 7(1), 19-36. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/144624
Seção
Artigos