Pensando os Arranjos Intermunicipais no Combate à Desigualdade: um estudo de quatro consórcios

Autores

  • Patricia Laczynski Unifesp

DOI:

https://doi.org/10.11606/rgpp.v8i2.174417

Palavras-chave:

Desigualdade, Políticas Redistributivas, Consórcios Intermunicipais, Federalismo, Desenvolvimento

Resumo

Este trabalho objetiva responder a duas perguntas: será que os consórcios são arranjos regionais possíveis de efetivarem políticas de combate à desigualdade? Serão os consórcios capazes de pensar a governança intermunicipal, a partir da redistribuição? Como o Brasil é um dos campeões de desigualdade, procurou-se aprofundar a discussão prática da desigualdade e procurar caminhos a partir das sub regiões de se implementar políticas redistributivas. O objeto de análise da pesquisa são os consórcios intermunicipais.  Metodologicamente, foram realizados estudos de quatro consórcios nas áreas de desenvolvimento e saúde. Conclui-se que os consórcios são capazes de implementar políticas quase-redistributivas, uma vez que suas ações beneficiam um grupo muito grande da sociedade, mas o custo não se origina de outro grupo social específico, mas de toda uma região.

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Publicado

2018-08-14

Como Citar

Laczynski, P. (2018). Pensando os Arranjos Intermunicipais no Combate à Desigualdade: um estudo de quatro consórcios. Revista Gestão & Políticas Públicas, 8(2), 360-378. https://doi.org/10.11606/rgpp.v8i2.174417

Edição

Seção

Artigos