https://www.revistas.usp.br/rgpp/issue/feed Revista Gestão & Políticas Públicas 2021-04-06T21:34:30-03:00 Alessandro Soares da Silva rgpp@usp.br Open Journal Systems <p>A<strong> Revista Gestão &amp; Políticas Públicas</strong> destina-se à publicação de artigos originais sobre temas atuais em gestão das políticas públicas, preferencialmente pautados em abordagem interdisciplinar.</p> <p>É um periódico eletrônico semestral editado pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), com o apoio técnico e acadêmico do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicologia POlítica, Políticas Púlicas e Multiculturalismo.</p> <p>As contribuições ao periódico devem ser inéditas e podem ser provenientes de diversas áreas do conhecimento, tendo em vista o amplo escopo da gestão das políticas públicas em suas múltiplas dimensões.</p> <p><strong>A RG&amp;PP não cobra quaisquer tipo de taxas ou valores para submetr ou publicar os manuscritos enviados para avaliação e, porventura, publicados em nossos volumes.</strong></p> https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/183491 Etnocentrismo e Relativismo Cultural: algumas reflexões 2021-03-23T16:28:06-03:00 Paulo Meneses machado@usp.br <p class="Standard" style="text-align: justify; line-height: 115%;"><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Ecofont Vera Sans','serif';">O trabalho apresenta o etnocentrismo como um preconceito resistente, difundido por todos os povos e tempos. Desse etnocentrismo derivam ideologias etnocentristas, que justificam com razões esse preconceito, e as políticas imperialistas e discriminatórias. Contrapõe-se isso o relativismo cultural, que, pelo reconhecimento e valorização das diversas culturas, dá uma base para a verdadeira compreensão e relações realmente humanas entre os povos.</span></p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/183509 Multiculturalismo e Direitos: uma abordagem conceitual 2021-03-23T19:33:38-03:00 Gislene Aparecida dos Santos gislene@usp.br <p>A discussão sobre multiculturalismo e sobre políticas públicas multiculturais tem sido objeto de controvérsias e de grande divergência conceitual. O presente texto atualiza o debate acerca do multiculturalismo, aponta as diferenças entre países multiculturais e países que, mesmo sendo multiculturais, não admitem políticas focalizadas no multiculturalismo. Discuto aqui alguns conceitos e ideias que podem ajudar a compreender diferentes aspectos do que se entende por multiculturalismo a partir das teorias da justiça, bem como as diferentes formas do tratamento normativo para as demandas dos grupos sociais nas sociedades contemporâneas.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/183512 Identidade e Deficiência 2021-03-23T20:21:23-03:00 Cecilia Pescatore Alves cpescatore@uol.com.br <p>O ensaio discute o tema identidade e Deficiência a partir de uma revisão crítica dos conceitos de exclusão e deficiente, fundamentando uma reflexão sobre perspectivas de identidades emancipatórias de pessoas que possuem deficiência frente às incongruências sociais. Considera o contexto de exclusão vivido pelos indivíduos com deficiência, bem como a inépcia na implantação da educação inclusiva decorrente das estruturas das instituições de ensino, e fundamentalmente do preconceito. Assim, o debate se debruça sobre os nexos entre os processos identitários de pessoas com deficiências, a imposição dos papéis sociais e a difícil construção da identidade na exclusão, assim como as condições e possibilidades de humanização no mundo contemporâneo. Identidade é discutida no contexto dos conflitos sociais originários de concepções hegemônicas sobre normalidade, assim como, pela intolerância ao diferente. A sustentação teórica de identidade se encontra nas concepções de Habermas e no conceito do sintagma identidade-metamorfose-emancipação desenvolvido por Ciampa. Coloca-se assim em debate que as possibilidades de identidades em emancipação e o direito do deficiente implicam em lutas sociais pela dignidade humana, pela igualdade de diretos, e pelo reconhecimento da diversidade de modos de vida e das muitas formas de estar no mundo.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/147557 A Psicologia Política das Políticas Públicas e as Políticas Linguísticas Brasileiras: foco na educação de surdos 2021-04-02T01:56:04-03:00 Rubem da Silva Soares rsoares@maisinclusao.com.br <p>Invariavelmente, vemos experiências de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas nas quais não há espaço para o homem enquanto sujeito político e sujeito da política. É comum o tecnicismo e o burocratismo desumanizarem esse processo, deixando à margem o ser humano. Um enfoque psicopolítico das políticas públicas pode trazer um novo olhar para o fenômeno, o que não pode ser feito sem que elementos como subjetividade e emoções em política sejam seriamente considerados. Nesse sentido, este artigo discute as políticas linguísticas brasileiras, com foco na educação de surdos, entendendo que a psicologia política das políticas públicas pode contribuir para a efetivação dos direitos linguísticos dessa população marginalizada. Conclui-se que as políticas públicas nessa área somente serão implementadas em sua plenitude na medida em que o Brasil pensar uma política de formação de professores que também contemple o ensino de língua portuguesa como segunda língua, o que seria um caminho para se consolidar uma política linguística que efetive o bilínguismo para os surdos.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/177100 Ensino-Aprendizagem Por Meio de Vivências com Povos Indígenas 2020-11-10T09:05:17-03:00 Jorge Machado machado@usp.br Maíra Teixeira de Ataíde maira.ataide@usp.br Carlos Henrique Ferreira carlos.henrique.ferreira@usp.br <p>Este texto aporta uma experiência de docência e extensão que se desenvolve há 6 anos e que tem se mostrado exitosa, envolvendo aprendizado teórico e prático, culminando com vivência imersiva em território indígena Guarani Aldeia Rio Silveiras. Fazemos aqui uma análise da abordagem didática da disciplina que combina aprendizagem em sala de aula, com convidados indígenas e docentes afeitos à temática, componentes da etapa preparatória ao campo; e metodologia de aprendizagem ativa, destinada a atividade prática de execução de projetos na aldeia durante a vivência. O objetivo final é o aprendizado e a sensibilização do participante e o despertar da consciência crítica a respeito da diversidade cultural e dos saberes ancestrais, explorando aspectos emocionais e de profundos aprendizados através do convívio dentro do modo de vida guarani (Nhanderekó).</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/176779 Lembrar “Para Que” ou “Em Nome do Que”? Reflexões Sobre os Sentidos Políticos da Memória 2021-03-11T02:23:47-03:00 Nina Galvão nina.f.c.galvao@gmail.com <p>Os questionamentos acerca das dimensões propriamente políticas da memória têm se desenvolvido em grande parte em contextos e sociedades marcados por longos períodos de autoritarismo, guerra e violência de Estado, como na África do Sul pós-<em>apartheid</em>, na antiga Iugoslávia e nos países da América Latina que viveram sob ditaduras militares na segunda metade do século XX. Nesses contextos, a memória é com frequência vista como meio para se alcançar o reconhecimento e a justiça histórica reivindicada pelas vítimas, bem como a punição adequada para os perpetradores. Instalam-se assim os mais diversos mecanismos, como Tribunais Penais e Comissões da Verdade, norteados pelo pressuposto comum de que uma sociedade verdadeiramente democrática não poderá emergir sem que haja algum tipo de “acerto de contas” com o passado, viabilizado por tais políticas de memória. Este artigo propõe uma discussão acerca desse pressuposto a partir do arcabouço teórico de Hannah Arendt, cuja filosofia política distingue com firmeza o campo da ação política da esfera da fabricação. A política está, numa perspectiva arendtiana, intrinsecamente ligada à igualdade e à liberdade, mas é um aspecto da condição humana que não possui meios claramente delimitados nem tampouco pode ser reduzida a determinados fins a ser alcançados. Assim, procura-se delinear uma compreensão das dimensões políticas da memória que removam o conceito de um espectro utilitarista e funcional o qual acaba, por vezes, reduzindo seu significado mais profundo a desgastados clichês.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/176273 A Febre do Pixel 2020-10-18T00:03:16-03:00 Ingrid Rodrigues Gonçalves ingrid.goncalves@usp.br Valéria Cazetta vcazetta@usp.br <p>O suporte padrão utilizado pela indústria cinematográfica foi alterado da película para os formatos digitais, mas essas mudanças não estão localizadas apenas em territórios artísticos. Nos dias atuais, os processos de digitalização integram, cada vez mais, nossas práticas cotidianas ao lidarmos com inúmeras situações que demandam a utilização de aplicativos. Assim, produzimos e compartilhamos a todo instante quantidades consideráveis de sons e imagens. Para alguns de nós, especialmente os mais jovens, nascidos a partir dos anos 2000 e acostumados a lidar com <em>gadgets</em> desde a infância, os processos mecânicos e analógicos constituem, provavelmente, um meio bem diferente. O objetivo desse ensaio é, portanto, ponderar acerca do que estamos chamando de <em>“a febre do pixel”</em>, movimento contemporâneo no qual amalgama-se vida orgânica e trajetórias digitais, considerando que produzir e descartar dados digitais já faz parte das rotinas de muitos de nós. Dividimos esse ensaio em três partes. Na primeira abordamos alguns aspectos da entrada dos<em> gadgets</em> digitais em nossas vidas, tratando dos processos de digitalização na indústria cinematográfica, especialmente a política pública brasileira <em>Cinema Perto de Você</em>, que auxiliou no processo de transição do analógico para o digital nas salas de cinema do Brasil. Na segunda parte, ressaltamos problemas mais amplos da <em>febre do pixel</em>, quais sejam, riscos estéticos, a digitalização dos empregos e o consumo de energia derivado do manuseio de materiais digitais. Finalmente, na terceira parte, traçamos paralelos entre os problemas decorrentes da <em>febre do pixel</em> e a vida na atualidade. Objetivamos com essas ponderações interdisciplinares, construídas a partir de práticas audiovisuais, contribuir com as discussões sobre as mudanças sociais contemporâneas relacionadas aos processos de digitalização propagados em diferentes áreas de pesquisa.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/183908 O “Terceiro Setor na Saúde”: temas de investigação, atores, avanços e lacunas na gestão do Sistema Único de Saúde no prisma das Ciências Sociais e Humanas em Saúde 2021-04-06T21:34:30-03:00 Renato Barboza renbarprof@gmail.com Áurea Maria Zöllner Ianni aureanni@usp.br Olga Sofia Fabergé Alves olga.alves@butantan.gov.br Alessandro Soares da Silva alepsipol1@gmail.com <p>Analisou-se a produção científica sobre o “Terceiro Setor na Saúde”, a partir dos congressos promovidos pela Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), entre 1995 e 2011, quanto à contribuição para o desenvolvimento do subcampo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde, vinculado ao campo interdisciplinar da Saúde Coletiva. &nbsp;Realizou-se um estudo exploratório, descritivo, retrospectivo de abordagem quantitativa, baseado nos Anais dos cinco congressos da ABRASCO. Identificaram-se 126 resumos, classificados em 12 temas de investigação. Quase um terço dos trabalhos evidenciaram a atuação dos movimentos sociais e das ações conduzidas por Organizações Não Governamentais no setor Saúde, ao passo que os temas que abordaram o exercício do controle social nos conselhos de saúde, o mix público-privado na saúde, a gestão/gerência das Organizações Sociais da Saúde, o voluntariado e o direito constitucional à saúde foram exíguos. Recomenda-se assim, a incorporação e manutenção desses temas com baixa visibilidade na produção científica, nas agendas de pesquisa em curso nos subcampos das Ciências Sociais e Humanas em Saúde e das Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde, considerando a sua relevância para a gestão do Sistema Único de Saúde.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Revista Gestão & Políticas Públicas https://www.revistas.usp.br/rgpp/article/view/175028 O Perfil Sociodemográfico e Qualidade de Vida de Mulheres com Câncer de Mama Após Tratamento com Quimioterapia 2020-10-03T17:47:53-03:00 Andressa Cabral Vassilievitch andressavassi98@gmail.com Bruno Ferreira Amorim brunofamorim@hotmail.com.br Simone Yuriko Kameo simonekameo@hotmail.com Glebson Moura Silva glebsonmoura@yahoo.com.br Namie Okino Sawada namie.sawada@unifal-mg.edu.br <p>O câncer de mama e o seu tratamento são condições que acarretam diversos efeitos negativos na qualidade de vida do paciente, além de exercer um grande impacto emocional e psíquico. Objetivou-se avaliar o impacto do tratamento quimioterápico na QVRS de mulheres com câncer de mama, além de caracterizá-las quanto aos aspectos sociodemográficos, durante seu tratamento Foram realizados entrevistas com questões relacionados aos dados sócio demográficos, clínicos e terapêuticos e European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire-Core30. A amostra foi composta por 206 mulheres com câncer de mama, que faziam tratamento com quimioterapia em dois ambulatórios de oncologia, média de idade de 53,1 anos, com Carcinoma Ductal Infiltrante, estadiamento III. A avaliação da QVRS mostrou média do escore 76,01; escalas funcionais apresentaram escore baixo, com aspectos físico, emocional, cognitivo, funcional e social bastante afetados após o tratamento, o desempenho de papéis e função emocional foram os mais prejudicados; na escala de sintomas, os domínios mais prejudicados foram: dificuldades financeiras, fadiga e insônia. Concluiu-se que os fatores socioeconômicos e demográficos interferem de forma incisiva na QVRS das mulheres com câncer de mama submetidas ao tratamento quimioterápico.</p> 2020-08-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Andressa, Bruno, Simone, Glebson, Namie