A viagem de Mário de Andrade à Amazônia entre raízes e rotas

  • André Botelho Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Mário de Andrade, Amazônia, relatos de viagem, civilização tropical, modernidade.

Resumo

O artigo propõe uma leitura do relato da viagem de Mário de Andrade à Amazônia, O turista aprendiz, valorizando contingências e ambiguidades na modelagem da narrativa e do narrador-viajante. Por isso, recusa assimilar de antemão o relato amazônico à literatura de viagem em geral ou mesmo à ideia de viagem etnográfica tão característica do relato de outra viagem do autor, ao Nordeste.Uma rápida comparação com os escritos de Euclides da Cunha permite ainda discutir intertextualidade, tradução cultural e ressignificação dos tropos dos relatos de viagem à Amazônia, e nos aproximarmos um pouco mais do sentido das ideias de Mário de Andrade, nunca livres de ambiguidades, às quais devem justamente sua força,alcance e interesse contemporâneos.

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Biografia do Autor

André Botelho, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Sociologia e doutor em Ciências Sociais (Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil). Pesquisador do CNPq (Bolsista de Produtividade em Pesquisa – Nível 1D) e da Faperj (Jovem Cientista do Nosso Estado).
Publicado
2013-12-31
Como Citar
Botelho, A. (2013). A viagem de Mário de Andrade à Amazônia entre raízes e rotas. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (57), 15-49. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i57p15-49
Seção
Dossiê Mario de Andrade