A fazenda assombrada: figurações da escravidão no romance Til, de José de Alencar

Autores

  • Paula Maciel Barbosa Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i60p55-76

Palavras-chave:

José de Alencar, Til, romances fazendeiros, indianismo, regionalismo, escravidão.

Resumo

O ensaio apresenta o romance Til, de José de Alencar, examinando-o em seus aspectos formais, que revelam a matéria histórica que o embasa. Discute-se as continuidades e as diferenças do livro em relação à obra anterior do romancista. Ao trazer a ação para uma fazenda de café escravista do Segundo Reinado, e propondo-se a figurar todas as camadas sociais envolvidas no mundo da fazenda, Alencar aponta para o núcleo de todo o sistema: o café e o trabalho escravo. Com isso, o romance figura dois polos, centro e periferia – ou a casa-grande e seus arredores –, que são postos em confronto, o que projeta sobre a obra ambiguidades de todos os tipos, além de responder pela instabilidade da própria estrutura do romance. Procura-se demonstrar que a escravidão é um dado essencial da obra, ainda que a simples leitura de seu enredo não aponte diretamente para isso.

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Biografia do Autor

  • Paula Maciel Barbosa, Universidade de São Paulo
    Paula Maciel Barbosa pesquisadora de pós-doutorado vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Bolsista do Programa Capes/PNPD.

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Publicado

2015-05-04

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Barbosa, P. M. (2015). A fazenda assombrada: figurações da escravidão no romance Til, de José de Alencar. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, 60, 55-76. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i60p55-76