Estudo longitudinal sobre doença repiratória aguda no Rio de Janeiro: ocorrência de vírus respiratório durante quatro anos consecutivos

Autores/as

  • Jussara P. Nascimento Fundação Oswaldo Cruz; Departamento de Virologia
  • Marilda M. Siqueira Fundação Oswaldo Cruz; Departamento de Virologia
  • Frits Sutmoller Fundação Oswaldo Cruz; Departamento de Virologia
  • Murilo M. Krawczuk Fundação Oswaldo Cruz; Departamento de Virologia
  • Vivian de Farias INAMPS
  • Vanja Ferreira Fundação Oswaldo Cruz; Departamento de Virologia
  • Maria José Rodrigues INAMPS

Palabras clave:

Respiratory syncytial virus, Adenovirus, Influenza virus, Parainfluenza virus, Enterovirus, Epidemiology

Resumen

Investigamos, durante um período de 4 anos (1982 a 1985), a ocorrência de vírus em secreções de nasofaringe coletadas de crianças com menos de 5 anos de idade apresentando quadro clínico de infecção respiratória aguda (IRA), residentes na cidade do Rio de Janeiro. Foram encontrados todos os vírus conhecidos como associados a IRA, com excessão do vírus influenza C e parainfluenza 1, 2 e 4. Vírus foram isolados mais freqüentemente de crianças internadas em salas de emergência e enfermarias que daquelas atendidas em ambulatório. Este fato está claramente relacionado com a alta inciência do vírus sincicial respiratório (RSV) nos casos mais severos de IRA. Espécimens positivos para RSV aparecem principalmente durante o outono, nos 4 anos consecutivos, indicando uma ocorrência sazonal. As salas de emergências são a melhor fonte de dados para vigilância do RSV, onde um aumento no número de casos positivos corresponde a um aumento no número total de casos de IRA internados. Os adenovírus ocupam o segundo lugar entre os vírus freqüentemente isolados, sendo predominante os sorotipos 1, 2 e 7. Embora em menor número os vírus influenza e parainfluenza tipo 3 também são encontrados. Vírus influenza A foram isolados igualmente em crianças internadas em enfermarias, salas de emergência e nos pacientes atendidos em ambulatórios, enquanto o vírus influenza B é predominante neste último grupo. O vírus parainfluenza tipo 3 causou surtos anuais na população residente na favela durante o final do inverno ou primavera e foi isolado principalmente das crianças atendidas no ambulatório. Herpesvírus, enterovírus e rinovírus foram encontrados com menor freqüência. Dos vírus isolados somente o RSV e o parainfluenza tipo 3 mostraram uma incidência sazonal bem definida.

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Publicado

1991-08-01

Número

Sección

Epidemiology

Cómo citar

Nascimento, J. P., Siqueira, M. M., Sutmoller, F., Krawczuk, M. M., Farias, V. de, Ferreira, V., & Rodrigues, M. J. (1991). Estudo longitudinal sobre doença repiratória aguda no Rio de Janeiro: ocorrência de vírus respiratório durante quatro anos consecutivos . Revista Do Instituto De Medicina Tropical De São Paulo, 33(4), 287-296. https://revistas.usp.br/rimtsp/article/view/28837