“Nenhum lugar é um deserto”: Dois museus de Álvaro Siza

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/1984-4506.risco.2022.189474

Palavras-chave:

Alvaro Siza, centro histórico, Museu, arquitetura contemporânea

Resumo

Ancorado em uma abordagem fenomenológica da arquitetura, este artigo analisa dois museus projetados por Álvaro Siza, buscando explicitar como estratégias projetuais podem contribuir positivamente para a relação entre os museus contemporâneos e a cidade.  Siza foi escolhido pela sensível e criteriosa maneira que insere seus edifícios em situações urbanas complexas que articulam tecidos históricos, paisagens naturais e vestígios antigos de ocupação humana. A análise busca revelar como esses museus adquirem significado pela maneira como experienciamos seus espaços, através do arranjo de percursos, do manejo da luz, materiais e processos construtivos e da relação estabelecida com o sítio, a topografia e o território. 

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Biografia do Autor

Fernando Diniz Moreira, Universidade Federal de Pernambuco

Arquiteto pela Universidade Federal de Pernambuco (1989) e historiador pela Universidade Católica de Pernambuco (1991). É mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE (1994) e em arquitetura pela University of Pennsylvania (2001) e Ph.D. em Arquitetura pela University of Pennsylvania (2004). Atualmente é professor associado da Universidade Federal de Pernambuco(UFPE), pesquisador nível 2 do CNPq e assessor ad hoc da Capes, do CNPq, da Fapesp e do Arts & Humanities Research Council-UK. Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (CECI) tendo sido seu diretor-geral entre 2009 e 2011 e membro do conselho em outras ocasiões. Foi professor visitante na Universidade Técnica de Lisboa (2011) e na University of Pennsylvania (2003-2004), ICCROM Fellow (2008) e Samuel H. Kress Foundation scholar (2003-2004). Foi eleito duas vezes Conselheiro Federal por Pernambuco no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR) na gestão fundadora (2012-2014) e na seguinte (2015-2017), membro da diretoria da ANPARQ (2011-2012), ABEA (2013-2014) e membro da diretoria (2014-2015) e Coordenador-Geral (2016-2017) do Docomomo Brasil. Sua área de interesse reside em teoria e história da arquitetura, história do urbanismo e conservação. Sobre estes assuntos tem cerca 70 artigos, livros e capítulos de livros publicados em mais de dez países. Tem também experiência profissional em conservação urbana e arquitetônica, tendo participado das equipes do Plano Metrópóle 2010 (1998), Plano Diretor do Conjunto Franciscano de Olinda (2005-06) da Casa Torquato de Castro (2010) e do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (2011).

Julia Silva de Medeiros, Université Grenoble Alpes. Institut d’Urbanisme et de Géographie Alpine

Arquiteta pela Universidade Federal de Pernambuco (2022). Atualmente é mestranda em estudos urbanos no Institut d’Urbanisme et de Géographie Alpine da Université Grenoble Alpes. Bolsista de Excelência da Université Grenoble Alpes e Bolsista do Governo Francês. Foi pesquisadora PIBIC do CNPQ por dois anos na área de História e Teoria da Arquitetura (2018-2020), e defendeu seu trabalho de conclusão de curso sobre a memória da repressão da ditadura militar no centro da Cidade do Recife, 1964-1979  em 2022. Sua área de interesse reside em teoria e história da arquitetura, história do urbanismo, patrimônio e memória.

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Publicado

2022-09-20

Como Citar

Moreira, F. D., & Medeiros, J. S. de. (2022). “Nenhum lugar é um deserto”: Dois museus de Álvaro Siza. Risco Revista De Pesquisa Em Arquitetura E Urbanismo (Online), 20, 1-24. https://doi.org/10.11606/1984-4506.risco.2022.189474

Edição

Seção

Artigos e Ensaios

Dados de financiamento